sexta-feira, novembro 21, 2008

Lugares do CEFET para se visitar antes de morrer:
A PISCINA-PÂNTANO MUTANTE DO INFERNO

A Educação Física nunca me trouxe boas lembranças. Eu sempre era o último a ser escolhido para os times, sempre depois das meninas, do moleque míope perneta e do cone da CET-Rio. Era uma negação em esportes com bola assim como nos esportes sem bola - nestes pelo menos minha vergonha não era tão aparente - e por isso mesmo era contra frequentar as aulas, afinal escola é pra se estudar e não pra se fazer força... bem, tá certo... eu não fazia nenhum dos dois!

Mas tendo entrado no CEFET em 1992, tive uma grata surpresa ao saber que lá havia uma piscina semi-olímpica, e logo uma enorme decepção que ela era tão útil quanto um carro sem volante. A água apresentava uma cor diferente a cada semana graças aos lactobacilos vivos nela contidos. A situação melhorou no ano seguinte quando a consertaram e - incrível - passaram a limpá-la quase todo mês.



As primeiras árvores com movimento voluntário
nasceram na piscina do CEFET!

Aquecida pelo relento da madrugada e aromatizada pelo santo cloro ultra-concentrado, a piscina nos deixava coloridinhos: roxos de frio, brancos de medo de micoses, com a pele salpicada de pontos vermelhos de dermatose com os cabelos verdes pela química sinistra. Aliás, uma piada recorrente na época era que a tabela periódica dobrou de tamanho depois que analisaram a água.

Atualmente, serve como ringue de patinação no inverno e tanque para mistura de concreto para o pessoal de Edificações no verão. Estando no CEFET, não deixe de conferir! Pague para entrar, reze para sair!

Gustavo Moore já frequentou piscinas na Riviera Francesa, em condomínios na Barra e em Mônaco, mas garante: a do CEFET era mesmo a pior