quinta-feira, maio 16, 2013

Pequeno Adriânus

Nasceu em 15/5/2013 Didi Juninho, o pequeno filho do Adriano, também conhecido como Adriano Júnior. A galera do Gidat, presente e ausente, se une para desejar muita saúde e paz ao pequeno mancebo, bem como ao Pai e à mamãe Cris!

Gustavo Moore não sabe se o pequeno petiz tem a cara do pai, mas se tiver, o importante é ter saúde!

segunda-feira, agosto 29, 2011

Como matar aula em 1993

Um aluno cefetiano da época citada deveria conhecer alguns lugares para passar seu tempo livre. Ás vezes, matar o tempo era uma questão de bem estar espiritual: não raramente professores faltavam sem aviso prévio ou liberavam a turma bem antes do esperado, obrigando os alunos a alguns hobbies obviamente extra-curriculares.

Dentre as panelinhas entre alunos formadas pela falta de conteúdo didático estão os adoradores de quadrinhos, os jogadores de baralho, os jogadores de RPG - que chegavam a viver uma realidade paralela de tão fissurados que eram, Os frequentadores de bares - não estou falando de cachaceiros ainda, os tocadores de violão, os frequentadores de flipper e até os frequentadores de biblioteca.

A grande maioria matava o tempo (ou as aulas) no própio campus ou em algum lugar próximo, mas a idade aliada à liberdade providenciada pela instituição e a gratuidade do jaleco fazia com que alguns colegas literalmente viajassem em dias úteis. Não era difícil encontrar enjalecados em shoppings bem distantes do colégio ou a caminho de praias, parques e outros destinos completamente fora do roteiro.

Este belo jardim não tinha espaço suiciente para tempos tempos livres...

Os lugares onde se encontravam mais cefetianos, entretanto, ainda eram o Ceará e os fliperamas da região. Eu mesmo já joguei muito Street Fighter e Capitain Commando no flipper da S. Francisco Xavier onde hoje é uma loja de tintas. Lá via também muita gente do Pedro II, do Colégio Militar e do Ferreira Viana.


Fico pensando em como esse tempo é morto hoje em dia... talvez em lan houses e em bares com outros nomes... mas ainda tenho boas lembranças da área em que eu cabulava as aulas e devo dizer que mesmo elas me deram um pouco da noção mais marginal e contestadora da vida, que sem tal noção, não vale a pena ser vivida.

Gustavo Moore nunca cabulou o trabalho, mas que já deu vontade...

quinta-feira, janeiro 27, 2011

O sertão vai virar mar!



Dia 22/01/2011 um evento histórico e quase catastrófico aconteceu: Sergio e Adilton se encontraram e aperteram as mãos! A teoria diz que o número de Sergíos (unidade que mede a chatice) chegaria a tal nível que formaria um buraco negro inverso e toda matéria chata e não chata seria repelida.


Desta vez, papai do céu teve piedade de nós...


Gustavo Moore estava no local e não conseguiu evitar o encontro, mas ainda sua frio de pensar na provável catástrofe

domingo, outubro 10, 2010

Meus bons amigos onde estão?

Notícias de todos quero saber...

Ainda me lembro de quando meu pai falou que o casamento faz com que seu circulo social mude a ponto de você perder vários contatos antes frequentes. Há 15 anos atrás eu os encontrava quase diariamente no colégio por pura obrigação, mas sem a menor tristeza. Há dez eu encontrava todos os que me eram caros simplsmente por prazer, mas a afinidade aumentava conforme diminuia a frequencia.

Por um tempo, quase semanalmente saíamos para comer pizza, jogar sinuca ou videogame e outras idiotices. Gastávamos pouco e não nos importávamos com luxo ou em nos vestirmos/ portarmos bem. Tínhamos entre 20 e 25 anos e lotávamos o carro velho do raro colega que o possuísse. Era divertido passar perrengue, era divertido ter que empurar o carro caso ele enguiçasse, bem, era divertido até pensar na hipótese.

Entramos na vida adulta - os trintinha - ainda bem unidos, mas não podíamos deixar os nossos compromissos para trás. As reuniões rarearam e tinham menos gente. Alguns de nós passaram a pegar plantão nos fins de semana e feriados, outros foram trabalhar longe, tendo que se mudar, outros apenas passaram a investir em outros grupos de amigos mais sintonizados com seu momento pessoal.

Mas quem anda fazendo o quê? Acho que vale a pena aqui uma atualização.
  • Bruninho - Não sei. A última vez que o vi foi em 1999, passando pela UFRJ. Fazia Engenharia Civil
  • Robocop - Também o vi pela mesma época no mesmo local da última vez
  • Paulinho - Pra mim a maior incógnita. No casamento do Mimi me disseram que ele havia passado para a Petrobrás e só
  • Mimi - Casou-se e tem uma filha. A última vez que o vi foi em 2007 no meu casamento
  • Beto - Acho que ainda está na França. Parece que se divorciou recentemente
  • Gargamel - Também não faço idéia...
  • Sergio - Ainda vejo bastante. Ás do concurso público, mora atualmente no Flamengo e parece que votou na Dilma
  • Adriano - Mora na Tijuca e ainda é professor do Cefet
  • Brasil - Casou-se e mora perto da mãe. Dá aula no Cefet de Nova Iguaçu. Esse eu não vejo há pelo menos 2 anos
  • Flávio - Tem estado nos últimos encontros que fui. Trabalha na Embratel
  • Soneca - Trabalha na Embratel como Flávio e tem perdido os cabelos como o Brasil. Mora no Rio Comprido
  • Queiroz - Acho que está morando em Minas. É engenheiro de telecomunicações.
Gustavo Moore está morando em sua casa com mulher e filho. Tem 33 anos, é alto, forte, bonito e mentiroso

domingo, julho 11, 2010

Ueba! Viva a paternidade!!!

Era só isso mesmo... só pra tirar a poeira do blog e comemorar o nascimento de meu primogênito!

Daniel Moore é filho de Gustavo Moore

terça-feira, novembro 17, 2009

O primeiro dia do resto daquele mês

O comentário do Sergio foi tão pertinente que mereceu virar post. Até porque, sabe-se lá até quando vão durar os comentários neste blog de novo... Então lá vai!!!

Eu lembro pouca coisa do primeiro dia, lembro das listas num dos pavilhões do Bloco B.

A classificação na primeira fase fui conferir na porta do CEFET, na segunda acompanhei pelo jornal mesmo. Sequer sabia que saía em jornal, de tão desorientado que estava. Meus pais não queriam que eu fizesse e inclusive não queriam pagar a taxa de inscrição pois acreditavam ser dinheiro jogado fora.

Fiz contra a vontade de todo mundo. Valeu de muita coisa, especialmente para minha formação cidadã, já que técnico mesmo nunca me serviu de nada. Isso já tinha percebido antes do fim do curso, poderia ter sabido ainda antes caso fosse minimamente orientado.

Só para completar, o primeiro dia de aula foi 13 de abril de 1992.

Sergio Telles se lembra com precisão de tudo o que aconteceu no primeiro dia de aula, mas já se esqueceu do almoço de ontem, ao contrário de Gustavo Moore, que ainda suspira pelo fabuloso frango frito de 23horas e 17 minutos atrás...

sexta-feira, setembro 18, 2009

Minha estréia no CEFET

Esta é a minha versão do tema do post do Flávio. Desculpem, não esperem originalidade de minha parte...

Sim, ver o nome numa lista de classificados no vestibular é muito bom, agora imagine a mesma sensação de vitótria no início de sua adolescência e imagine seu nome também lá em cima, antes do número 50 (eu fui o 34 ou 37, não me lembro bem). Eu ainda andava meio triste por não ter passado para o Colégio Naval, mas mudei ao ver o orgulho de meus pais, em especial do meu pai, um ex-cefetiano.


Meu garôooouto!!!... Meu paipai!!!!



Fui conduzido a uma sala onde estava minha futura turma. Ainda me lembro de muitos naquela ocasião. O Adilson, o Beto, a Renata, o Sergio (já bem falador)... Paulinho, Flávio, Guilherme, Erica e Gargamel já eram conhecidos da época de Martins, além da Shelly que não foi naquele dia. A primeira impressão foi ótima: a sala enorme não tinha aquele jeitão de cursinho e sim de um colégio tradicional e antigão (que eu já havia visto no diada prova). E o que dizer do enorme pátio com jardim? E as quadras com piscina (podraça, mas piscina)?

Devo confessar que me senti apreensivo pelos poucos veteranos que lá se encontravam e gritavam coisas carinhosas de longe como: "Vai morrer, calourôoo" e davam risadas montruosas... um mimo, uma coisa muito cuti-cuti da parte deles.


Nossos colegas mais velhos foram uns amores


Tivemos uma palestra, ganhamos um manualzinho com mapa das dependências - mapa este que fiz questão de decorar em pouco tempo, tendo colado-o na minha agenda - e depois fizemos um mini-tour pela nossa "cidade-escola". Levaria menos de um ano para que aquilo perdesse o encanto para mim, mas acho que no fundo eu sempre gostei daquele lugar, como se gosta de um time do coração que só perde, ou de um piloto de F-1 que não ganha nada, mas é seu compatriota. Aprendi muito naquele lugar e devo muito ao Cefet, desde aquele dia há quase 20 anos.

Gustavo Moore gostaria de ter uma máquina do tempo para voltar a aquele dia, mas ia aproveitar pra ver o número da loteria da semana seguinte

segunda-feira, setembro 14, 2009

O FATÍDICO DIA

Naqueles idos tempos em que eu ainda acreditava que xereca era algum tipo de inseto.....tive a agradável surpresa de ver meu nome, no jornal Folha Dirigida, entre os primeiros da classificação geral do concurso para ingresso no corpo discente do CEFET-RJ, maravilha das maravilhas.....Meu pai orgulhoso levou-me até lá para conferir turma, curso, etc...que estavam impressos e afixados próximos à entrada.


Eu ainda receoso com essa enxurrada de novidades, enquanto vou fazendo as devidas verificações relativas à minha inscrição, recebo uma estranha saudação: Você também é dessa turma(1A-ELT) ?! Prazer eu sou o Beto! Nosso companheiro integrante do GIDAT, traz até mim uma dura realidade com a qual eu teria de conviver: novos amigos. E ele foi o primeiro de todos os novos(desconsiderando os já conhecidos no Curso Martins), mas ficou só nisso porque eu nunca transo no primeiro encontro.....





Imediatamente após esse contato imediato do 3ºgrau, meu pai e eu fizemos um rápido passeio pelo agradável jardim, tão majestoso e magnífico para uma escola, que me causou profunda e feliz impressão.





Eu ainda não sabia exatamente qual ônibus pegar para chegar até lá, meu pai estava ensinando várias formas diferentes de fazer isso....e eu não entendia nada! Era apenas o início da jornada, mas as merecidas férias tinham chegado e eu ainda não me tinha dado conta da importância destes fatos.


Flávio Quintella não escreveu este texto pensando em anos incríveis.........

quarta-feira, agosto 19, 2009

Como estudávamos (ou não estudávamos) em nossa época

Já havia escrito há alguns anos neste mesmo blog sobre o ambiente sócio-cultural do início e meados dos anos 90 - desculpem, não tenho paciência de procurar, mas acho que foi em 2004 mesmo - e acho que seria uma boa hora de falar menos sobre o mundão pré- torres gêmeas e mais sobre a nossa rotina diária e cotidiana do dia-a-dia estudantil. Vamos por tópicos:

Salas de aula: carteiras de um braço só - coitados dos canhotos - na maioria das salas, quadro negro mofado, giz, ventilador barulhento e sala com tacos soltando. Apesar da descrição macabra, o ambiente das salas era bom. Nos blocos A e B, perto do pátio bem arborizado, havia um misto de tranquilidade e nostalgia já que aquela arquitetura da década de 30 nos fazia lembrar de tempos melhores que não vivemos. Nos blocos C e E, as salas pareciam mais bem pensadas e cuidadas, embora a claridade fosse excessiva de manhã.

Laboratórios: o de eletrônica, vide post anterior. Os de química, física e biologia, bons apesar da falta de conservação. Não gostava muito das aulas de laboratório, mas hoje admito a falta que faziam.

Provas: Ainda haviam resquícios do tempo dos mimeógrafos. Era possível ficar doidão cheirando uma prova de matemática, mas isso era excessão. Quase todas eram impressas e sem recursos anti-cola, como ainda devem ser

Muito prazer: sou um mimeógrafo e exalo forte cheiro de álcool!

Trabalhos: Internet? Esqueça! A biblioteca era importantíssima e fundamental em nossos trabalhos de pesquisa. Tudo à moda antiga mesmo para aqueles tempos: arquivos cheios de fichinhas, cujos dados anotávamos, esperando para manusear o livro. E a entrega do trabalho? Era num negócio listrado esquisito chamado "papel almaço". Raros eram os trabalhos entregues impressos, pelo menos no início do curso.

Matando aula: O jaleco nos dava o poder de bundear por qualquer bairro livremente, mas a comodidade nos levava a cabular aulas nas proximidades da escola. Os bares (leia-se Ceará), lanchonetes, fliperamas e cantinas da região viviam salpicados de alunos do Cefet. A ampla área construída do próprio centro também era opção de lazer para quem tinha "turminhas" em outros cursos ou séries. Este item em particular pode virar outro tópico, pois foi bem interessante relembrá-lo!

Voltando pra casa: Tha big Jalecko power permitia que voltássemos gratuitamente em relativa segurança, mas na época, os motoristas de ônibus nos desprezavam e era muito comum saber de brigas entre colegas de escola e os adoráveis e fofos condutores.

Gustavo Moore provavelmente não saberia voltar a estudar como na época do CEFET. Nem antes!... tá... nem depois também...

sexta-feira, junho 19, 2009

Lugares do CEFET para se visitar antes de morrer:
O LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA


Enquanto alunos de Eletrônica
, passamos quase metade de nosso tempo de curso frequentando o citado local. Como eu o descreveria na época em que entrei: sujo de poeira e papéis de bala jogados pelos alunos (da década de 80), com micros de monitor monocromático e TVs Telefunken (da década de 70) e osciloscópios e geradores de onda importados da Hungria (sério, da década de 40). Haviam carteiras escolares abandonadas em um cantinho, divisórias de metal e vidro rachado separando os setores e o grudento piso em borracha preta só aumentavam o clima mal-assombrado do escurecido local.

O lugar conseguia ao mesmo tempo ser aberto e claustrofóbico e era fácil perceber a presença de algumas pessoas como a perfumada professora Rita, que usava tanta maquiagem, que perdia 2 kg só em lavar
o rosto ou o Eugênio, que andava sempre com uma fila de sorridentes alunos de jaleco atrás. Em anexo ao LabElt, as salas da coordenação, dos professores, de painel e de circuito impresso (a bat-caverna), onde alguns alunos diziam já terem sido atacados por um mestre afoito por jovenzinhos.

Tia Rita no açougue, antes de ir ao salão retocar a maquiagem

Atualmente, apesar de melhor iluminado e dividido, o laboratório continua mal arejado e cinzento e ao menos está mais limpo e melhor equipado. Entretanto, acredito que ainda muitas almas e briocos tenham se perdido desde que deixamos de frequentá-lo (menos o Adriano, já sem alma e brioco)

Gustavo Moore pretendia doar um ar-condicionado ao laboratório se ganhasse na Sena em 94, mas decidiu que seria melhor gastar sua fortuna no fliperama