quarta-feira, novembro 28, 2007

PROFISSÃO: PROFESSOR
Perfil: Rebouças


André Rebouças foi nosso professor de química no primeiro ânus, digo, ano e assustou muita gente logo de cara. Era de feiúra e magreza gritantes, nariz curvado, ausência de queixo e bochechas, olhos (do rosto, claro) profundos e outras características que o tornavam muito esquisito... diria até esquisitão!

Tinha um senso de humor variável, de modo que evitávamos brincar com ele. Certo dia, ele contou a piada mais racista que poderíamos ter ouvido e, só pelo fato de ele ter contado, levou a turma às gargalhadas (aquela da Benedita da Silva e do Macaco Tião, lembra?). Costumava mostrar desprezo pelas pequenas coisas que fazíamos e que o desagradavam, dizendo que eram "coisa de pobre", que dizia com ênfase no PÓbre.

Com toda a sua fleuma e impáfia, mesmo sendo um tipo tão caricatural, Rebby conseguiu um grande feito: Manteve a turma incrivelmente disciplinada. Era uma das poucas aulas em que o Sergio não se manifestava, o Paulinho ficava quieto, o Leonardo não fazia gracinhas, etc. Na verdade o velho alfinete só perseguia um aluno: Tennessee! O fato de saber que o distinto cavalheiro morava em Caxias e que, além disso, não tinha o menor interesse na aula e em sua autoridade eram um prato cheio para uma saraivada de acusações de pobreza. Tennessee ficava tão preocupado com o desprezo do mestre, que chegava a bocejar e se espreguiçar de pavor!

Seu destino, assim como o de outros mestres descritos, é desconhecido por mim. Como diziam que ele era de práticas de alcova pouco ortodoxas, além de ser magro demais, acredito que já tenha virado porpurina. Espero mais uma vez estar errado.

Gustavo Moore acha que caluniar os mestres é coisa de PÓbre, mas, frofa-se: ele calunia assim mesmo!