sábado, dezembro 29, 2007

PROFISSÃO: PROFESSOR
Perfil: Vilma


A mais tresloucada criatura que já deu aula no CEFET deve ter sido a tia Vilma. Dona de vários tiques nervosos como piscar os olhos e mover os lábios descontrolavelmente para o lado direito, nossa querida professora de Física era incapaz de dizer corretamente um nome, mesmo lendo-o no diário. Por exemplo, o Adilton (uma espécie de Mega-Sergio) , ela insistia em chamar de "Adélio". O Rodrigo big dog virava "Ronaldo", o Tennessee, com tantas letras duplicadas ficava só na primeira sílaba mesmo e, por algum motivo alheio à qualquer lógica, ela vivia confundindo Fernando com Davi.

Vilma era louquinha de pedra, mas não fazia muitas merdas. A melhor coisa que fez foi a filhinha, colega nossa de classe... menina de muita "catiguria", mas que a gente não podia olhar muito, já que o namorado também era nosso colega. Aliás, dizem que a própria era muito apreciável na época da faculdade, quado ela, ao som de Pink Floyd descacetou o cérebro com muitas doses de revista Contigo, baseados de orégano e refrigerantes Convenção.

Tinha uma teimosia muito característica de pacientes psiquiátricos. Paulinho uma vez quase chorou ao tentar explicar que 1/4 era exatamente a mesma coisa de 0,25. Precisou ir ao quadro negro para defender sua tese (e sua nota, que estava em jogo). Também sismava em chamar o número 14 de "catouze" e não deixava ninguém fazer as provas "a lápes". Não gostava de escrever muito no quadro negro, por isso, trazia de casa enormes cartazes com a aula já pronta. Devemos reconhecer que isso era bem prático, mas muito estranho, mesmo para um professor de física...

Provavelmente ainda dá aula no CEFET, mesmo sofrendo de TOC, Tique, Traque, Parafuso a menos, Mal de Roberto Carlos e outras 20 doenças psiquiátricas à sua escolha

Gustavo Moore (hehe) está se sentindo (hehehehe) bem normaaaaal hoje (UAAAAAAH-HAHAHAHAHAHAHAH!!!!) bi bidi bidibi tati bitati!!!

quarta-feira, novembro 28, 2007

PROFISSÃO: PROFESSOR
Perfil: Rebouças


André Rebouças foi nosso professor de química no primeiro ânus, digo, ano e assustou muita gente logo de cara. Era de feiúra e magreza gritantes, nariz curvado, ausência de queixo e bochechas, olhos (do rosto, claro) profundos e outras características que o tornavam muito esquisito... diria até esquisitão!

Tinha um senso de humor variável, de modo que evitávamos brincar com ele. Certo dia, ele contou a piada mais racista que poderíamos ter ouvido e, só pelo fato de ele ter contado, levou a turma às gargalhadas (aquela da Benedita da Silva e do Macaco Tião, lembra?). Costumava mostrar desprezo pelas pequenas coisas que fazíamos e que o desagradavam, dizendo que eram "coisa de pobre", que dizia com ênfase no PÓbre.

Com toda a sua fleuma e impáfia, mesmo sendo um tipo tão caricatural, Rebby conseguiu um grande feito: Manteve a turma incrivelmente disciplinada. Era uma das poucas aulas em que o Sergio não se manifestava, o Paulinho ficava quieto, o Leonardo não fazia gracinhas, etc. Na verdade o velho alfinete só perseguia um aluno: Tennessee! O fato de saber que o distinto cavalheiro morava em Caxias e que, além disso, não tinha o menor interesse na aula e em sua autoridade eram um prato cheio para uma saraivada de acusações de pobreza. Tennessee ficava tão preocupado com o desprezo do mestre, que chegava a bocejar e se espreguiçar de pavor!

Seu destino, assim como o de outros mestres descritos, é desconhecido por mim. Como diziam que ele era de práticas de alcova pouco ortodoxas, além de ser magro demais, acredito que já tenha virado porpurina. Espero mais uma vez estar errado.

Gustavo Moore acha que caluniar os mestres é coisa de PÓbre, mas, frofa-se: ele calunia assim mesmo!

sexta-feira, novembro 02, 2007

PROFISSÃO: PROFESSOR
Perfil: Bergo

Professor de física do terceiro ano, Bergo é mais um exemplo que prova que professores de Física e pessoas normais são personalidades incompatíveis. Depois de encararmos a mucho louca professora Vilma (que merece um post a parte) nossas turmas deram de cara com essa figuraça.

Bergo tinha um fraco pela cervejinha, o uísque, a caninha e outras delícias alcoólicas, e teria todo o direito de tomá-las na quantidade que bem entendesse, se não o fizesse no horário das aulas! Seu point favorito era o Ceará: famoso bar, botequim e borracharia em que alguns corajosos alunos do CEFET ainda se arriscam a comprar seus lanches. Chegou a falar com um colega de minha turma que realmente gostava de beber quando ficava triste. E falou sem mais nem menos, sem o colega sequer perguntar ou puxar assunto!

Sua distração etílica permitia que alguns colegas trapaceassem na correção das provas: alguns já faziam a prova a lápis para apagar e "ajeitar" os resultados na revisão da correção. Suas aulas não eram ruins, ele era tido como um cara de bom coração, assim, a turma não discutia muito com ele, mas também era um péssimo disciplinador, de modo que os poucos colegas que prestavam atenção nas aulas é que tinham que pedir silêncio. Num jornalzinho que a turma escreveu, chegaram até a colocar uma musiquinha, baseado no pagode (argh!) "Lá Vem o Negão" e que se chamava "Lá vem o Bergão"

LÁ VEM O BERGÃO
Lá vem o Bergão cheio de disposição
Entornar, entornar, entornar
Querendo tomar toda a caninha
Nem Pitu ele perdoa não
Tomou uma Skol com a linda morena
Entornar, entornar, entornar
Branquinha entornada por Bergão não é problema
Branquinha entornada por Bergão não é problema

Vem Bergão, vem depressa, vamo outra aula matar!
Vem Bergão, a hora é essa! Vamo lá no Ceará!
Na rua, na esquinha e na calçada
É melhor não vacilar
Basta bater uma vontade
Pro dono do bar lucrar...

Não sei do destino do simpático mestre, mas espero que ele tenha se tratado e se recuperado, pois, nas raríssimas vezes em que apareceu para dar aulas (e estava em condições), fez direitinho.

Gussshhhtavo Moori (hic) quase morreu depoisshhh de beber (hic) purque correu do pitchi bull que era (hic), mashh subiu na árvore que não era (hic)!!!

domingo, outubro 21, 2007


PROFISSÃO: PROFESSOR
Perfil: Arídio

O bem-humorado professor de Eletrônica e mais 20 matérias à sua escolha tinha como passatempo predileto contar anedotas para seus alunos, mesmo que fosse 22:30 e alguns tivessem que pegar o último trem para Campo Grande. Mas Arídio Caspacassa gostava mesmo era da minha turma pré-estágio no quarto ano, que era menor e muuuito mais tranquila, que levantava plaquinhas de notas para as piadas e que se enfurecia com o apoio de Adilton (uma espécie um pouco mais insuportável de Sergio), colocando-o em mutirão para fora de sala.

Segundo levantamento feito por este blog, Arídio começou a carreira de piadista ainda no berçário, quando percebeu que seu ursinho de pelúcia sorria sempre, não importando o tipo de gracinha que ele fizesse. O fato de ser amigo de infância de Sergio Mallandro, reforçado pela adoração por Chaves e Renato Aragão (que foi inclusive seu colega de trabalho no CEFET) apenas evidenciou sua veia cômica.

Para Arídio, as piadas nunca envelheciam: viravam clássicos que mereciam uma reprise... talvez duas... talvez 895.000! Se o maçante "... E o Vento Levou" foi tão premiado e repetido com suas arrastadas 3 horas e pouco de duração, por que não "a galinha que atravessa a estrada" ou "os 5 tomatinhos"? E como não rir dos prognósticos e diagnósticos para os defeitos dos aparelhos eletrônicos? "Ah, isso é Osmar! Osmar contato!!! A solução é simples: umas porradas técnicas resolvem!!!"

Piadas à parte, Arídio sabia que o bom humor cura tudo e procurou ser sempre atencioso e simpático. Quase todo ano é escolhido como paraninfo ou homenageado pelos formandos e trabalha bem quando não se excede. Um bom professor, daqueles que atravessam a estrada para chegar do outro lado.

Gustavo Moore estava atravessando a estrada, aí o Eduardo falou "Ôoooooo, iluuustre!!! Olha o caminhão prrrb prrrb prrrb..." e Gustavo Moore respondeu: "Aonde? prrrb prrrb prrrb..."

sexta-feira, outubro 19, 2007

PROFISSÃO: PROFESSOR
Perfil: Feedback

Nossa querida professora de Português se destacava sobretudo pela simpatia e camaradagem. Suas aulas eram, digamos, muito relaxantes mas ainda assim deixavam alguns alunos em grande excitação. Um dia, a gentil senhora quis me expulsar de sala por causa de uma daquelas brincadeiras de passar papelzinho adiante. Dei o azar de justamente na minha vez ser pego. Ao notar tamanha injustiça, meu amigo Sergio levantou-se e desferiu um sonoro "PROTESTO!!!", tal qual falaria se estivesse num tribunal. Tal gesto deixou estupefatos a professora, a turma e a mim. Não precisei sair da sala, já que a discussão durou até o final daqueles dois longos tempos de aula.

Já não me lembro mais do nome verdadeiro da notável madame (que pelo sotaque, deveria ser conterrânea de Daniela e Ivete ou de Elba), mas uma coisa ainda está bem viva em minha memória: o fato de ela não ter tido nenhuma falta naquele fatídico segundo ano de segundo grau. Todos marcávamos no relógio os 15 minutos de tolerância e esperávamos ansiosos até podermos sair da sala em debandada... mas ela mostrou-se uma funcionária pública exemplar, para delírio de seus fãs!

Gustavo Moore é capaz de comer uma pizza gigante de aliche em menos de 5 minutos. Ei! Espera aí! PROTESTO!!!


quarta-feira, outubro 17, 2007

Ó RETORNO!

É isso aí! Depois de mais de um ano de abandono, eis que volto a escrever neste maldito blog. O que mudou neste último ano? Bem, envelhecemos mais um ano. Todos engordamos e perdemos cabelo. Eu me casei, o Sweet comprou um carro, o Soneca continuou sua jornada para se parecer cada vez mais com o Renato Russo, o Brasil com o Bin Laden, o Flávio e o Marquise reapareceram, Mimi e sua senhoura tiveram uma vampirinha e o Sergio e o Adriano continuam fazendo meinha toda sexta à noite, como há mais de 5 anos.

Agora estamos todos na casa dos 30, idade inimaginável pra aquela galera que jogava Street Fighter e fazia plaquinhas de circuito impresso com retroprojetoras.

Bem, foi só isso. Só atualizando pra ainda lembrar que existe o blog. Meu próximo post será mais engraçadinho. Eu prometo!!! Até 2012, galera!!!!

Gustavo Moore é homem casado e respeitável, tanto que só refere a si próprio em terceira pessoa. Respeitem Gustavo Moore, bando de baitolas!!!