segunda-feira, março 21, 2005

A DIFÍCIL ARTE DE REVER CONCEITOS

Gente, vocês podem não acreditar, mas eu vi os três filmes do "Senhor dos Anéis"... e até que foram legaizinhos! Bem, não foram a maravilha que todos os nerds de plantão espalham por aí. O filme não prende a atenção como "Guerra nas Estrelas", não é inteligentemente bem-humorado como "De Volta Para o Futuro", nem tem a boa história de "Advogado do Diabo" ou "Matrix". É um filme bom, ponto. Destaca-se mais pela imaginação do Tolkien, que criou todo um universo, do que pelo enredo, fraco demais. Os efeitos especiais e as paisagens fazem a diferença.

Interessante como nos contradizemos ao longo da vida, meio que para queimar a língua (não o anel, que fique bem claro!!!). Até os 20 anos de idade minhas 3 principais opiniões eram:

- Eu odeio computador e estpero jamais trabalhar com um - jamais deixarei uma máquina fazer meu trabalho.

- Jornalista e advogado é tudo babaca e vendido.

- Só um governo de esquerda salva este país.

Pois bem, como é estranho fazer parte do sistema que eu tanto critiquei e saber que não teria passado do segundo período da faculdade sem o micro. Aliás não teria sequer um emprego - talvez cobrador de ônibus ou pintor de paredes. Neste exato momento, teclo num macintosh de dentro de uma redação de jornal, cercado de pessoas normais que eu vivia olhando de lado por desconfiar que "espalhavam a mentira" ou a vendiam como verdade. E qual seria a verdade a ser escondiada? A minha opinião de governo justo? Bem, na verdade ainda tenho esperança no presidente eleito em 2002, mas claro que ele não poderia criar o ministério do "abra cadabra" para resolver tudo o que não foi sendo feito em 500 anos. Pelo menos na política ainda não inverti totalmente a opinião, mas que eu achava que ia ser de outro jeito, ah, eu achava...

Um colega nosso diria: "Ooooh, como você sabe que é ruim se nunca provou?". Ora, claro que eu não preciso tomar veneno pra saber que mata, ou me valer das experiências retro-furiculares dele pra saber que é ruim, mas em outros casos, é bom tomar cuidado com o que dizemos. Assim, como no vestibular, as palavras "nunca" e "sempre" podem ser a diferença estre a certeza absoluta e a reprovação irreversível.

Ah, sim! Em uma coisa eu estava certo: o livro do Senhor dos Anéis é uma merda!

Gustavo Moore saiu das Organizações Globo e voltou a pensar que a família Marinho é o câncer da nação