sexta-feira, junho 18, 2004


Total de donativos arrecadados pelo pessoal para aquisição do carro do Sweet.



SWEET, SE VIRA PARA JUNTAR O RESTO E COMPRA UM CARRO!!!
O Profissional Eduardo PG Oliveira

Dentre os colegas da A-ELT, posso me considerar um dos poucos privilegiados a já ter trabalhado com um colega de segundo grau. Assim como Adriano & Paulinho e Soneca & Flávio, Eduardo e eu chegamos a ser colegas de escritório. Trabalhávamos em uma firma de design de sites, a Infomarket (na verdade era uma firma de design, mas eu nunca vi nenhum projeto lá que não fosse de webdesign). Não posso esconder que se tive o estagio lá, foi graças ao Eduardo que me indicou, ao mesmo tempo, devo indiretamente (beeeeem indiretamente) parte da culpa de ter conseguido o estágio no InfoGlobo aonde estou até hoje como trainee. Eu explico: antes de ir para a Infomarket, eu não tinha o hábito de acessar o site do Globo. Assimilei tal hábito por osmose, já que todo mundo lá acessava o tal site quando não tinha PN pra fazer (eventualmente a gente acessava o rotten.com) e num desses acessos descobri que tinham aberto o concurso. O resto foi por minha conta.

Eduardo era um cara dedicado, aliás, muito dedicado, que perdia sono, férias e folgas - e chegou a perder a namorada - de tanto trabalhar. Não tinha tempo pra nada. Apesar de viver, supunha eu, estressado, nunca perdia o bom-humor e tratava a todos com a maior delicadeza. Era sem dúvida e sem tirar o mérito dos outros colegas o mais competente do local. Uma vez, depois de cometer um pequeno deslize no trabalho (sim, muito raramente ele errava, mas nada de absurdo) os chefes começaram a simular um esporro nele e ele ficou vermelho como um tomate e com um sorriso amarelo como uma banana, falando baixinho "desculpe, oxi, desculpe..." foi a minha deixa pra soltar um "preciso ser puniiido", bordão que deve ser o segundo mais soltado sobre ele.

Só havia uma pessoa que ele realmente não aturava. Era uma cliente com voz de velha fanhosa que vivia ligando para que ele fizesse alterações pequenas aos olhos dela, mas que consumiam horas de trabalho. Uma vez ela ligou pra lá e ficou enchendo a paciência dele com as tais "pequenas alterações" por mais de meia hora. Ele, coitado, tentava explicar o porque de aquelas alterações não serem possíveis. Foi aí que ela tentou engrossar com ele dizendo que ele "não tinha capacidade" ou "estava fugindo do trabalho", não lembro bem, e ele, pela primeira vez que eu tenha visto, levantou a voz. "Não, Pompéia, olha aqui: tal serviço não pode ser feito por tal motivo e pronto!". Que fique claro que ele não a xingou, nem tentou enganá-la: saiu da situação como um lorde inglês ou, como diriam as mulheres, não desceu dos saltos. Acredito que depois, quando chegou em casa, ele deve ter pego uma agulha e enfiado debaixo das unhas pra se auto-flagelar, mas naquele dia ele descobriu que masoquista é uma coisa, capacho é outra.

Meu estágio por lá acabou dia 21 de março de 2003, exatamente um ano depois do início, sendo que quando eu cheguei, SweetChuck já era quase sócio de lá. Seu próximo passo profissional é pedir a aposentadoria por tempo de serviço. Se isso acontecer, quando vão achar outro igual?

Gustavo Moore é designer sim, porra, qual é o problema?!

segunda-feira, junho 14, 2004

Merda Acontece!!!

Maricá, carnaval de 2003. Apesar do mesmo cenário, o filme agora é de comédia. Sem videogame pra jogar, CD pra ouvir, lugar pra ir (sem carro) e principalmente, sem programa de TV decente pra ver (quem vê TV no carnaval?), resolvi levar o videocassete com uma fita do Hermes & Renato.

Achou podreira? Pois saiba que o Sergio estava completamente motivado a comprar um vídeo pornô em uma banca da praça XV. Sorte de Eduardo e Luana que ele não tenha achado nada "à altura" de seu gosto. Aliás, Eduardo falou: "Se o Sergio colocar o vídeo, eu saio", depois corrigiu para "Eu saio com a Luana", no que Sergio corrigiu: "Quando eu colocar o vídeo, melhor eu sair e vocês dois ficarem a sós aprendendo"

Voltando ao assunto: a super mal-gravada coletânea de Hermes & Renato estava realmente muito engraçada. Eu me lembro de olhar para os outros telespectadores da casa a cada piada e juro que todos riam sonoramente. O Sweet era o que abria o sorriso mais largo, a Luana achava tudo um horror, mas mandava repetir a cena. Eu estava perdendo o ar de tanto rir das piadas que eu já havia visto mais de 5 vezes e o Sergio conseguia rir mais alto que o Bira do programa do Jô. Vimos a fita toda e revimos mais três vezes, decoramos o samba-enredo dos Unidos do Caralho a Quatro "Deeesde os tempos mais primóoordios...". Sem dúvida, a parte mais engraçada foi o programa "Merda Acontece" com o supra-sumo da escatologia, apresentado por um cara vestido de... cocô!

No dia seguinte Sweet retornou a seu estado ultra-conservador-republicano-monárquico-eclesiástico e me disse: "Quer saber? Não achei aquele troço engraçado não". É, eu sei que tem muita mulher que finge orgasmo e agora sei que tem muito cara que finge o riso... mas não tão convicentemente...

Gustavo Moore sou eu, assim como o Pelé é o Edson.

domingo, junho 13, 2004

"Sweet, Eduardo, Dirac - o ranger bobão!"

Nunca gostei de RPG, mas depois de algumas partidas com o mestre Mimi passei a achar muito legal, resolvendo então comprar todos os livros de regras de AD&D, uma versão avançada da que foi usada pelo pessoal original da caverna do dragão.

Li muito, melhorei meu inglês e resolvi mestrar uma aventura, que acho que foi pelo menos razoável, pois durou pelo menos alguns anos...

Jogávamos todo domingo à tarde na minha casa. Eu era o mestre e fazia o papel de Randal, o ladino. Brasil era Muskrazy o clérigo-mago-louco, Flávio era o anão guerreiro e Eduardo era Dirac, o Ranger Bobão.

Bobão porque sempre tinha as idéias mais absurdas. Era só eu inventar que tinha um pedaço de qualquer coisa no chão que ele quisesse matar e comer. Depois de alguns jogos virou padrão perguntar se o gosto era bom de todos os bichos que ele matava no jogo...

Mas uma única vez ele deu uma dentro, foi quando o grupo adentrou a sala final de uma aventura. Era uma sala de pedra onde havia um trono também de pedra. Fui muito claro na minha descrição de que não havia nada na sala ou no trono, mas Dirac, o ranger sem-noção, resolveu pegar as suas cimitarras, uma espécie de espada curvada, e cravar no trono de pedra de forma totalmente inesperada.

Como neste trono estava o mago final, que deveria surpreender o grupo com sua invisibilidade, a aventura acabou ali mesmo. O mago se safou pois um outro mago veio e o salvou, mas a batalha entre o grupo e o magão ficou para outra ocasião.

Sem noção, inteligente, esperto, bobão e extremamente simpático são as qualidades do nosso caro colega Eduardo (Sweet Chuck da vingança dos Nerds). O que faz dele um dos melhores não-gidatianos integrantes do nosso grupo de grandes amigos.

Adriano Martins Moutinho sonha em um
dia escrever a trilogia de vários livros
"Os guerreiros de Gabyr", onde contará
as aventuras de Randal, Muskrazy, Dirac
e Enock para encontrar as pedras
preciosas em que o deus Gabyr
foi aprisionado.