quinta-feira, maio 27, 2004

IPPêee...

Um fato muito importante foi cortado da trilogia original de "A Caaasa do Espaaanto" Uma cena tão forte, tão horripilante, que passaria a censura do filme para 81 anos. A criação do IPP - Instituto Paulista de Piadas.

Na época discutíamos sobre como certas piadas fizeram sucesso, como aquelas do tomate na estrada, da galinha atravessando a rua, as de papagaio em geral, etc, etc, etc. Foi aí que eu me lembrei de um fato importante: uma vez fui para Guarulhos ajudar na manutenção de um 727 (o Brasil vai perder algumas horas tentando descobrir se é primo) e, pela extensão do serviço, tive que ficar lá até a noite. Chegando na hora de jantar, percebi que no refeitório todos se matavam de rir com as falecidas "Olimpíadas do Faustão", que só foram realmente engraçadas no primeiro mês de exibição. Notei que muitas pessoas, apesar de já terem acabado de comer, permaneciam no recinto apenas para assistir à minuscula televisão. Outras coisas me aguçaram o sentido para o "Padrão de Qualidade Paulista", ou PQP: o sucesso de programas como "A Praça é Nossa" e "Domingo Legal", a prosperidade dos "engraçadíssimos" humoristas cearenses, o surgimento dos grupos de pagode mauriçola, do Supla e do Silvio Santos, que eu odeio pelos programas que põe no ar, mas admiro por ser o carioca mais esperto do mundo , conseguindo transformar a imbecilidade alheia em $$$.

O IPP surgiu com o intuito de preservar a memória de piadas e sacadas que adoraríamos esquecer, então, por que preservar a memória? Ora, porque a melhor maneira de lembrar uma coisa é fazer força para esuqecê-la, se tentarmos lembrá-la, logo a esqueceremos! Putz... essa foi horrível! Ainda bem que existe o IPP para que tiradas como esta fiquem eternamente na geladeira.

Gustavo Moore é mais popular afiliado ao IPP do que o Sergio afiliado ao PT (Essa também foi horrível).