terça-feira, abril 06, 2004

MÃES... UM DIA ELAS VÃO TE ENVERGONHAR

Fábio Luís Mimi não foi sempre Mimi. Durante o ginásio o então funkeiro (sim, você leu corretamente!) era chamado de... porquinho! A tendência de Fábio Luís a ter apelidos escrotos sempre foi para ele um fardo.

Em uma cansativa tarde no final da década de 80, depois de ouvir A-Ha ("...Me, I'm touchy, tochy you. Me, I'm touchy, and you know what to do..."), Technotronic ("Pump up the jam, pump it up...") e Milli-Vanilli ("...Girl you know it's true..."), Fábio foi dormir. Já havia cumprido suas obrigações escolares (havia aprendido orações coordenadas e subordinadas) e já havia feito seu dever de casa (polinômios- tirando o Brasil, alguém se lembra/usou pra alguma coisa na vida real?). O merecido descanso do guerreiro não poderia ser atrapalhado... e não foi!

Algum colega, provavelmente querendo tirar alguma dúvida sobre os afluentes do Amazonas ou sobre as capitanias hereditárias, ligou para a casa do valente morcegão e mandou chamá-lo. A mãe, que atendeu o telefone, solidária a Mimi solta a pérola:

"Ele não pode atender não: está dormindo que nem um porquinho..." (note o sotaque do interior de Minas)

Claro que o espírito de porco, que precisava da ajuda na matéria e teve sua súplica negada, tratou de chegar cedo na escola no dia seguinte e espalhar o papelão, deixando o pobre Drácula completamente confuso, afinal a sua mãe omitiu o fato de ter mencionado um pequeno suíno no curto diálogo.

Por fatos como esse eu devo dizer: você que adora a sua mãe, ainda não soube do que ela seria capaz, ainda que sem querer, pra te sacanear de verdade!

Carlos Eduardo Pacheco não escreveu este post. Foi Gustavo Moore