sábado, março 27, 2004

HOMENAGEADO DA SEMANA
MIMI (simplesmente Mimi...)





Fábio Luís Firmino é algo que podemos chamar de um exemplo de determinação. Aquele garoto calado e introspectivo logo na primeira semana de aulas no CEFET se transformou em meu grande amigo de curso.

Adorador de RPGs, principalmente dos repletos de dragões, Heavy Metal melódico (com tendências para o gótico de Black Sabbath) e dos jogos de videogame violentos, Fábio foi se soltando aos poucos. Seus olhos brilhavam de emoção a cada vez que preenchíamos algum tempo ocioso de aula com nossas idas ao flipper perto do colégio Militar e ele podia finalmente ver o Johny Cage arrancar cabeças com um soco. Quando o tempo sem professor era o último, ou melhor ainda, os dois últimos, nossa alegria era ir num fliperama na 28 de Setembro que sempre tinha as máquinas mais atuais (que fique bem claro que raramente gastávamos dinheiro no flipper: ficávamos às vezes duas horas em frente a uma máquina só olhando).

Mas além das divertidas horas em frente a algum jogo, tive a chance de conhecer o verdadeiro Fábio Luís em três idas pra Maricá, três aniversários meus e três dele além das muitas saídas esporádicas. Quando eu soube que ele morava numa cobertura em Copacabana, tive a mesma visão preconceituosa demonstrada há duas semanas no post do Bruninho: “iih, deve ser um daqueles riquinhos que sempre tiveram de tudo na vida...”. Quando fui pela primeira vez na casa dele tive a amarga sensação de quebrar a cara e ver que a mãe se matava de trabalhar para os donos do apartamento e que ele dividia um quarto minúsculo nos fundos com a tia. A mãe dele, que mal me conhecia, me tratou como um rei e trata assim até hoje. Tudo o que eu pude fazer depois de sair do apartamento pela primeira vez foi sentir a mais profunda vergonha de ter pré-julgado daquela maneira meu amigo.

Ainda no primeiro ano, assim como foi descrito no post do Paulinho, descobrimos as cartas amorosas secretas do rapaz, em que a namorada chamava-o pelo afeminado apelido de... MIMI!!! E parte de sua tão bem construída fama de rapaz sério, discreto e contido foi por água abaixo. Recebeu como prêmio um grande ISA (o popular “sacode”) e a homenagem de Paulinho, que fazia questão de gritar lá do outro lado sala de dois em dois minutos, com a voz bem fininha: “Mimi!!!”


Mimi ficou tão puto por terem descoberto seu apelido
que chegou a contratar um assassino profissional



Todo o sacrifício da mãe para criá-lo sozinha e todo o investimento dos padrinhos foram recompensados pelo seu esforço e ele passou para o IME (Associação Brasileira de Normas Técnicas), um dos vestibulares mais cascudos do país (eu mesmo cheguei a tentar esse vestibular, mas não passei, graças a Deus). Atualmente ele está com a vida mais estável de todos os do grupo: é tenente no nosso glorioso e bem equipado exército e está casado com a Tatiana, também nossa amiga desde aquela época. Vive em Taubaté e ajuda na manutenção dos nossos Black Hawks (helicópteros de transporte, um dos melhores do mundo assim como os Mil-mi e os Chinook). Nisto um ponto em comum comigo, já que também trabalhei com manutenção de aeronaves (só que eu era peão mesmo, sujo de graxa e sem patente). Quando não está fardado, costuma se vestir de preto do pescoço ao dedão do pé, mesmo quando vai tomar sol na praia e se pudesse, manteria suas unhas enormes e envernizadas como na época do CEFET.
Sua última aparição no Rio foi durante o carnaval, quando ao se recostar em um frade na Rua Riachuelo, foi confundido por um pederasta passante com um garoto de programa.
E assim começa mais uma semana de homenagens. Ao Mimi desejo muito mais sucesso e que, se for da vontade dele e da esposa, nasçam muitos vampirinhos. Força, amigo!!!

Gustavo Moore soube que os uísques de Bruno Betoni, ao contrário dos namorados de Michael Jackson, têm todos mais de 12 anos.

segunda-feira, março 22, 2004

HUMOR AZEDO

André Felipe já era meu conhecido desde 1991. Na época ele já havia recebido a sinistra alcunha de "Gargamel", não pela falta de humor, mas pela aparência realmente similar à do caçador de smurfs. Eu andava bastante com ele na época e posso dizer que ele não era tão mal-humorado - o que ajuda a ratificar a tese de que ele ficou assim depois dos boatos (sic) sobre a sua pouca sustentabilidade erétil. Chamava muito a atenção o fato de ele estar sempre resfriado, o que não deveria ser incomum para quem enfrenta uma amplitude térmica diária de mais de 30 graus centígrados. Na verdade, ele morava em Vila Isabel na época e não devia enfrentar tão grande variação. Quando voltávamos de ônibus do Méier, íamos contando piadas, falando de música (ele, pelo menos na época, era roqueiro) e sacaneando os professores e colegas. Ele falava um pouco com o Paulinho, que já o sacaneava na época, mas sem apelação (digamos, sem instrumentos pontiagudos e/ou armas brancas) e talvez por isso ele tenha grudado em seu pé no primeiro ano do CEFET.

A famosa musiquinha do Garga surgiu quando alguém na rua teve a grande idéia de cantar "O Papa é Pop", música dos chatíssimos Engenheiros do Hawaii, trocando "pop" por "broxa". Daí foi só alterar a letra, trocando "papa" por "Garga" e acrescentando outras pérolas no refrão, ficando então:

O Garga é broxa, o Garga é broxa,
O Garga não come ninguém
O Garga broxou porque é ruim de rola
O Garga não come, o Garga não come, o Garga não come...
NINGUÉM


E a cereja no bolo era quando alguém emulava a voz do ranzinza rapaz sem melanina e logo depois da música soltava "como é que você sabe?". De fato esta frase era a única defesa do pobre Gargamel e, de fato, era uma boa defesa embora desgastada de tão previsível.

No segundo ano, Mimi ajudou a compor a clássica cover do Ed Motta, outro chato da MPB (Associação Brasileira de Normas Técnicas), junto com Oswaldo Montenegro e Belchior. A canção tratava do dia-a-dia da pobre vítima da era pré-viagra e foi baseada no som "Manuel"

Gargamel, foi pro céu
Gargamel, foi pro céu

Vinha pro CEFET cansado às 3 da manhã
Lia no seu livro teorema de Thevenin
Não entendia nada, o frescão tava lotado
Olhou para o seu membro, ficou desanimado
se eu morasse no Rio, minha vida não seria assim

(refrão)

Dia após dia, ouvia sua mulher lhe falar
Transar é fabuloso, ser broxa é que não é legal
Não entendia nada, o frescão tava lotado
Olhou para o seu pinto, ficou desanimado
se eu fosse tijucano minha vida não seria assim
well, well,well, well, well...


Só tive a experiência de rever André umas duas vezes em 1996 e depois disso nunca mais, mas espero que ele só tenha motivos de felicidade agora. Ainda tenho saudadesdo tempo em que ele era um cara mais descontraído e calmo e agora que ele está empregado e longe do Paulinho deve ter todos os motivos para voltar a ser assim.

Gustavo Moore aopsta qeu tme um mnote de bbaacas tnetando dceifrar etsa farse qeu um oturo bbaaca ecsreveu

"Gargameeeel! Foi pro céu!"

Assim começava uma música da época, adaptada para irritar o homenageado desta semana, o Sr. Andre Felipe Gargamel.



Gargamel passando pelo pátio do CEFET, perseguindo um gato para fazer catburger


Morador de Petrópolis, terra dos biscoitos amanteigados de D. Pedro, Gargamel, mas tarde abreviado para Garga, ganhou este apelido por ser parecido com o próprio vilão dos Smurfs, antigo desenho animado que passava na Globo.

Garga era um cara de temperamento bastante complicado... Como diria Mução, é mais grosso que "cano de passar tolete", se você brincasse com ele tava arriscado a receber um fora com muita irritação e stress.

André ficou famoso por suas músicas, todas adaptadas pelo Moore e mais alguem, a partir de músicas daquela época. Certamente durante esta semana poderemos ler as letras originais das músicas: "O garga é brocha" e "Gargamel foi pro céu".

Stressado por natureza, tinha ainda a péssima fama de ser brocha... Fama esta herdada de uma vez em que foi segurar uma ponteira feita com fio rígido e a mesma desmontou, perdendo sua entumecência.

Mas os apelidos pegavam porque ele ficava muito revoltado com qualquer coisa, sempre repetia quando era chamado de brocha:

- Como é que você sabe?

E não adiantava nada, o pessoal fazia até corinho para cantar as músicas, irritando ainda mais o petropolitano (ou será petropolitanês?).

Bom, não vejo a hora de ler as histórias que serão postadas! Esta é a semana do Garga! Falta muito papai smurf?

Adriano M. Moutinho
gosta de jogar Street
Fighter com o Ryu
e o Ken.

domingo, março 21, 2004

"Bizarre! fotos eróticas do Sérgio!"

A semana do Sérgio se foi, mas ficou faltando uma última estória, a mais bizarra de toda a nossa época Suckowiana: o dia em que o Sérgio gaylizou de vez, e foi flagrado pelos paparazzos com uma certa coisa indevida na boca.

Eu digo "indevido" pois não acredito que algum cabra-macho-homem-com-H ache bonito este escândalo, este descaramento, esta pouca vergonha! Mas se alguém acha legal, tudo bem! "É viado mas é meu amigo!"

Bom, voltando a história, isso aconteceu durante o segundo ano. Naquela época o nosso colega Sérgio era um adolescente porra-louca que entornava e enxugava de tudo: vinho, cerveja, caninha, cachaça e o que tivesse. O que é importante, como sempre dizia, não é o tamanho do copo, mas o prazer que este proporciona.

Em uma festa, durante o que certamente foi o pior porre da vida dele, Sérgio não suportou o excesso de giros do mundo a sua volta e caiu no chão, não sendo, obviamente, socorrido por ninguém, pois todos estavam assim ou em pior estado.



Sérgio fazendo a festa depois de dois garrafões de vinho de R$2,50 cada no mundial


Depois de algum tempo, Sérgio conseguiu ter forças para procurar o banheiro e lá deixou tudo o que tinha comido e bebido, mas isso não ajudou a apaziguar o porre.

Enquanto o mundo ainda girava em velocidade supersônica na cabeça do nosso nobre colega, Sérgio resolveu deitar nas duas camas que pareciam existir no quarto. Todos, logicamente, correram, achando que ele iria vomitar em cima de tudo.

Mas assim que perceberam o estado lamentável de embriagues no qual o nosso ex-etílico amigo se encontrava, se prestaram a dar a ajuda que o mesmo precisava, ou seja, ficaram rindo da cara dele e pensando o que mais poderiam fazer para piorar...

Depois que foram coladas várias etiquetas de "me chute", "me soque" e "sou gay" na testa do Sérgio, Renan e Beto, duas brilhantes mentes, resolveram ir mais além, onde nenhum homem jamais esteve, e jamais estaria se estivesse sóbrio.

Usando revistas pornográficas, estas duas mentes alcoolizadas tentaram, em vão, entrar em estado ativado de excitação. Lógico, a simples lembrança do Sérgio na outra sala certamente faria os investimentos caírem, mas mesmo assim, eles tentavam...

Depois de muito tempo, um dos dois, ou algum outro, conseguiu maximizar suas "idéias" e botou o plano em prática. Usando uma câmera fotográfica foi possível registrar tamanha e igualmente inútil façanha. Havia, na foto, um membro com relativa capacidade introdutória a apenas alguns milímetros da boca do nosso pornstar, que nesta ora, para alegria dos sacanas, ainda acabou abrindo a boca para quase vomitar em cima de todo mundo.

Registrado a foto, faltava revelar. Alguém certamente ficou com fama de viado e nunca mais pôde voltar a loja de revelação. Todavia, o serviço foi cumprido (ou comprido?) e a foto, um pouco fora de foco, pode ser mostrada, obviamente, para todas as turmas do CEFET.

Sérgio, que nem lembrava ter ido a algum lugar este dia, não acreditou que era ele na foto, além de também não reconhecer o dito cujo que segurava o dito cujo perto de sua boca, pensando até mesmo que era montagem. Acho que um dos seus medos era totalmente compreensível porque, afinal, "merci beaucoup" de bêbado não tem dono!

E assim, por muitos anos, com direito ao infame trocadilho, esta foto circulou pelo Cefet indo parar na mão do Zé Paulo, do Arídio e até do pai do Sérgio. Mas isso eu não concordei, deveríamos ter contado a história antes e mostrar a foto depois, senão perde a graça!

Mas nem tudo foi prejuízo na vida do Sérgio. Após este fato, com medo de outros problemas deste tipo, nosso colega desistiu de beber e acabou tendo um grande lucro. A venda dos direitos da foto para os sites "bizarre-world", "I-wanna-pilk-now" e o brasileiro "Sua-vida-não-é-tão-ruim-assim.com" permitiram que o Sérgio pagasse uma parte da primeira prestação do seu Lada vermelho. Falando nisso, alguém sabe o que é um Lada em cima de uma montanha?

E assim termina este conto, o que foi engraçado no final é que todo mundo descobriu quem era o outro ator na foto e ele ficou com muita fama de viado, e pior, ainda teve a fama de ter mau gosto!

Adriano Martins Moutinho
graças a Deus não esteve
presente nesta "festa", mas
lembra de ter visto a foto.