sábado, março 06, 2004

"Choremos de nostalgia, meus amigos CEFETIANOS e GIDATIANOS"

Sim, estes são fragmentos encontrados em um baú que eu mantinha fechado por quase 10 anos. Parte da nossa vida, orgulho para muito de nós!

Aqui estão alguns de meus alfarrábios, um pouco de lixo que mantenho comigo pois sou nostálgico de carterinha!



Panfleto da Edutec (que continha a FETEC) de 1993


 




Cartaz da FETEC de 1994, onde tivemos o GIDAT.


 




Parte interna da programação da FETEC-94, pode-se ler Bit como
coordenador geral e Sérgio como aluno "colaborador"


 






Calendário acadêmico de 1992, o nosso primeiro ano!


 






Panfleto do GIDAT, distribuído na entrada do CEFET.


 




Panfleto de programação do ICT, que ocorreu em 1991.


 




Placa do Timer, montado no primeiro ano do CEFET!




Panfletos de programação do EDUTEC de 1993.


 




Revista do CREA de 1994, durante o GIDAT. Bit gesticulando e
eu gordão apontando para o braço mecânico. A revista era "sem noção", disse que nós montamos o braço e tínhamos usado linguagem C! Tudo errado...


 




Convite para a formatura no Maxim's! Onde o Soneca torceu a rodinha...


 




Convite para assistir o GIDAT, "Em mãos" é a letra do Soneca!




Convite para a formatura oficial, Bit, Arídio e o falecido
professor Marcelo eram os paraninfos. Mauro Otto não foi paranifo, foi homenageado, assim como o Sr. Gurmercindo Rodrigues, o "Café"!


 




Putz! Lista de exercícios do pró-técnico do Professor Álvaro!
Lembra jota?


 




Primeira tarefa de algum ano do CEFET, ensinando como usar o
miniscope, agora devidamente aposentado.


 




Circuito da risada eletrônica, montagem do segundo ano na
FETEC. O layout da placa tinha um erro onde apenas o capacitor C4 e o
push-button estavam conectados à fonte de alimentação.


 




Prova do quarto semestre do professor João Bastos, em outubro
de 1992.


 




Prova do Arídio e prova do Bit no quarto ano! Pode-se ler a dedicatória! Valeu
Bit!



É isso aí pessoal!

Adriano Martins Moutinho
é maluco e ficou muito tempo
scaneando estas figuras, para
deleite de outros malucos.


"Cerveja preta é melhor porque sobe para as pernas!"

Como já havia dito em outros posts, o quarto ano foi a iniciação etílica para vários dos integrantes do Gidat. Desacustumados com tamanha ingestão proposital de destilados e fermentados, alguns integrantes da turma conseguiam ver Aldebaran a olho nú e outros faziam pose para fotos explícitas, mas essa é outra história.

Durante esta semana, pudemos ver alguns relatos sobre a personalidade de nossa liderança espiritual Sr. Jotalhão, sendo que ele certamente era o mais boêmio de todos os integrantes do Gidat, um exemplo a ser seguido, uma inspiração!

Mas esta história remonta de algum ano durante o CEFET. Após várias incursões no Petisco da Vila, Jotalhão, acompanhado de Bruninho e talvez mais alguém, que não me recordo, resolveram atacar de cantores de serenata e fazer uma declaração de amor explícita a toda rua 28 de Setembro, justamente e coincidentemente na porta da casa onde morava uma certa menina que estudava no CEFET.

Betoni ficou meio envocado, pois era amarradão nesta menina, depois de alguns acordes de músicas de grande mela-cuequisse e para terminar o dia, Jota vira para mim e diz:

"Não estou B-Bébado não, eu só tomei chop escuro! C-Chop escuro não desce para a cabeça, ele sobe para os pés."

Preocupado com o baixo nível de sangue na corrente alcóolica do rapaz, resolvi seguir, em zigue-zague pois eu também não estava lá muito bem, até o carro do mesmo para me assegurar não haveria nenhum problema...

Éramos loucos, mas não malucos, em nenhuma das saídas do grupo ocorreu qualquer problema maior que um chop consumido com excesso de sal ou qualquer outra coisa, graças a deus.

Terminando esta semana, gostaria de desejar que a convivência com o nosso amigo André Luiz J. Vieira Afonso possa ser tão legal como foram todos estes já mais de 13 anos, vida longa e próspera para o nosso líder Jotalhão!

Adriano Martins Moutinho
é professor do CEFET
e membro vitalício da ABODAMM
"Ejecta!"

Seguindo a semana de "Homenagens" ao nosso ilustre ator de extrato de tomate Jotalhão Vieira Afonso, gostaria de contar uma história que não ocorreu no CEFET, mas durante a UERJ, enquanto eu, Jota, garga e outros Cefetianos faziam Engenharia.

Um certo professor, não me lembro nem de quê, daria uma difícil prova no dia. Todos preparavam suas colas, hmmm, quer dizer, estudavam na sala quando entra o organizador de prova Jotalhão, indicando qual a melhor posição que cada aluno deveria ficar para maximizar a nota.

Jota então começou a resolver muitos problemas do tipo: fico na frente do fulano e atrás de cicrano pois eles sabem a matéria, o que criará um fluxo de papeizinhos voantes que certamente ajudará muito no desenvolver das questões.

Após seguidos minutos de ajustes, o professor chega na sala e avisa que a prova será realizada em outra sala. Jotalhão, confuso, não se deixa abater como líder, avisa imediatamente à turma:

"Pessoal!! Ejecta!!!"

Todos, seguindo a orientação do nosso líder espiritual, correram em direção à saída da sala com o claro intuito de buscar rapidamente uma semelhante organização na nova sala. Passado o susto, parte da turma passou a gritar também "Ejecta!" como reverência ao nosso líder e mestre de oratória.

Adriano Martins Moutinho falou
com o Bit e o mesmo que começou
a ler este blog, façamos o favor de não
escrever M...
"Gostaria de fazer uma ressalva!"

Todos os 17 leitores deste blog já devem ter percebido as mensagens colocadas pelo servidor de comentários após cada post. Eis que agora, depois de tantas semanas, teremos um mistério esclarecido.

Quando não há nenhum comentário em algum post, fato bem raro, aparece escrito "nenhuma ressalva", frase herdada do nosso orador, cujo vasto vocabulário assustava até mesmo os mais assíduos leitores do pai-dos-burros.

O fato aconteceu em 1995, durante uma aula do Bit, à noite, no quarto ano. Todos nós estávamos muito cansados pois trabalhávamos desde de manhã, entretanto fazíamos o possível para prestar atenção.

Assustado com o grande volume de conhecimentos ministrados na aula do Bit, ao contrário da lenga-lenga de certo outro professor do terceiro ano, Jotalhão diz, em voz alta, para total delírio da turma.

"Professor, sobre nossos conhecimentos do ano passado, eu gostaria de fazer uma ressalva!"

Logicamente, Jota não conseguiu fazer ressalva nenhuma, pois a turma veio abaixo e impediu o enculturado aluno de falar qualquer coisa. Ouvia-se gritos de reprovação e aprovação, entre outros de "Jotalhão" e "cala a boca Sérgio", que nem estava presente neste célebre momento.

Depois de alguns minutos, o Prof. Bit percebeu imediatamente do que se tratava a ressalva e nos disse que não haveria qualquer problema, as aulas tentariam remontar a matéria perdida nos anos anteriores e ninguém seria, logicamente, prejudicado.



Hamburger de gato vendido no CEFET naquela época, não tem nada a ver com o texto!


E não foi só desta vez que a turma impediu o Jota de falar, várias vezes o nosso orador oficial aparecia à frente da turma e tentava esboçar algum comentário importante, sendo certamente impedido por vários gritos de "Vampo", que significava "Vampo ceará".

O ceará, nesta época, fora adotado como segunda casa não só pelo Jota, mas também pelo resto da turma. O quarto ano foi uma aventura etílica para vários cefetianos. Em um de suas poucas oratórias que foram ouvidas pela maioria, Jotalhão disse:

"Pessoal! Não haverá aula hoje, vamos para o Ceará!!!!!"

Nem precisava pedir, todos iam para o famoso e sujismundo pé-sujo, onde os simpáticos atendentes serviam iguarias etílicas como a cachaça 51, velho barreiro, caninha da roça e outras que depois de certa hora, pareciam todas iguais...

Adriano Martins Moutinho
tem um aluno com a cara do
paulinho em uma de suas
turmas no CEFET.

domingo, fevereiro 29, 2004

"É peixe! É peixe! É peixe! É peixe!"

André Luiz Vieira J. Duncan Afonso foi certamente uma das figuraças do tempo do CEFET. Conhecido por todos os professores como padeiro, trazia suas próprias rosquinhas e outras iguarias de sua padaria para deleite de todos os esfomeados.

Vascaíno de família, Jota foi o nosso representante de turma, orador oficial, numerólogo e político. Eleito o elefante mais popular pelo jornal "the mentes", André sempre foi muito carismático e inteligente, principalmente como líder, tomando sempre as melhores decisões quando ocorriam problemas com professores e a turma.

O conheço desde o curso pró-tecnico em 1991, quando ainda não havia sido contratado pela Cica para estrelar as latas de extrato de tomate. Na época, o ainda desconhecido da mídia André Afonso era contratado da Peixe para fazer um comercial da época, onde se dizia repetidamente - "É peixe!".

Durante muito tempo a turma do pró-tecnico repetia em coro - "É peixe!" - quando o pesado mancebo adentrava o recinto. Apelido este que poderia ter sido herdado para o curso técnico, se o agora jotalhão não tivesse recebido uma irrecusável proposta da concorrente.


Jotalhão assistindo aula no curso pró-técnico


Mas naquela época o Jota brilhava mesmo como CDF! E não adianta dizer que não! Era o melhor em quase tudo, só perdia (ou empatava) nas aulas de matemática, tendo feito parte de uma minoria que conseguiu passar pela prova.

Jota foi um dos tantos que muito mudou durante o curso técnico. Quando entrou na instituição virava a cara para o hambúrguer podrão de gato da lanchonete, comendo apenas algumas torradas com leitinho desnatado. Após quatro anos, virou assíduo freqüentador do ceará e de outros bares, e assim como todos nós, passou a entornar de tudo.


Jotalhão assistindo aula na faculdade, um pouco mais magro. Como sempre dizia: "Não sou gordo, meus ossos é que são pesados!"


Depois de cursarmos juntos o pró-técnico e quatro anos de CEFET, com direito ainda a uma passagem de alguns meses na Unisys, eis que o personagem de Maurício de Souza resolve seguir também o curso de telecomunicações na UERJ comigo novamente, garantindo mais uns cinco anos de convivência.

Jota na faculdade foi bem diferente do CEFET, assim como todos nós. Enquanto no curso técnico, pelo menos no início, era bem mais certinho e caxias, na faculdade era um pouco mais "esperto" e boêmio, qualidades muito necessárias para terminar qualquer engenharia.

Assim, deixo as histórias desta figura para os próximos posts, esta semana é dedicada ao Jotalhão, o elefante mais amado do Brasil!

Adriano Martins Moutinho viu o
Jotalhão pelo menos
três vezes por semana
durante uns 50% de sua vida,
é certamente o meu colega de
mais longa data. Somos técnicos,
engenheiros e ex-shit-stags da Unisys

PERSONAGEM DA SEMANA

JOTALHÃO





André Luiz Vieira Afonso é um típico filho de imigrantes portugueses: participa diretamente dos negócios da família, tem capacidade e competência para se formar nas coisas que ama fazer mas acaba virando mesmo administrador.

Um dos poucos que acertou sua vocação já desde o técnico, Jota se formou em Engenharia de Telecomunicações na mesma turma do Adriano, do Gargamel e do EDVAR, que apesar de não ter sido da nossa turma no CEFET é citado em nossos posts e comentários muito mais que a maioria de nossos colegas originais.

Desde o início do CEFET, Jota dividia-se entre os estudos e cuidar das padarias, todas muito bem administradas e competitivas, resistindo ao crescimento inevitável das grandes redes de supermercado. Ao longo do tempo, ainda por lá, eles começaram a diversificar os negócios, alguns deram certo, outros nem tanto. Um exemplo de insucesso foi a Fábrica de Enxugar Gelo que o Jota adquiriu no quarto ano, disseram pra ele que esse era um processo revolucionário de fabricar gelo seco mas na prática ele viu que não era bem assim. Acontece...

Investiu também em casas de show pequenas e em farmácias, mas ao longo do tempo, já no final da faculdade, demonstra desgaste e vontade de exercer a profissão que tanto se dedicou: de engenheiro. Quem sabe ele não abre uma rede de assistência técnica, alia a experiência com lojas aos conhecimentos adquiridos na faculdade... Ou então uma empresa especializada em desenvolvimento de novos produtos para telecomunicações, isso pode ser jogo também. A dificuldade é ele conseguir se desprender dos objetivos da família, e isso é difícil.

Jota no CEFET era um cara sociável, apesar de um tanto esquisitão. Falante, líder natural, tinha o tal "dom da oratória" que tanto se fazia necessário para se tornar representante da turma. Era também um belo motivo para ser enxovalhado pelos mais exaltados ou debochados, como eu mesmo, Paulinho, Leonardo, Moore e Tennessee, que sempre o xingavam ou ficavam o impedindo de falar. Mesmo assim, perseverante, seguia sua linha de raciocínio.

Criador da CCC (Associação Brasileira de Normas Técnicas), juntamente com o Adriano e algum outro mané, superfaturou as compras de componentes, enquanto o trouxa do Adriano fazia pesquisas em 500 lojas da Rep. do Líbano, do Méier e de Cascadura. Boatos afirmam que a reforma da padaria da Lapa foi feita com recursos desviados das contas da CCC, que nunca foram aprovadas pelo TCU (Associação Brasileira de Normas Técnicas) apesar deles sempre usarem os formulários de discriminação de gastos recomendados pela ABNT (Começou Comprando Errado).

Jotalhão era e continua sendo um rapaz "bon vivant". Sempre que saía conosco as contas superavam 100 reais, em função dos vinhos e outras iguarias que eram pedidos, mas ele sempre bancava boa parte da conta, pra sorte de seus amigos pobretões. Já a um bom tempo não sai com o pessoal, apesar de estar sempre em contato conosco. A última aparição dele foi no Casamento do Mimi, onde trajava um terno de primeira qualidade feito com lâ de ovelhas premiadas das regiões montanhosas da Nova Zelândia, aquelas mesmas que estão destruindo a camada de ozônio enquanto ficam ruminando o pasto.

Jotalhão quando veio da tarde para de manhã, ainda no primeiro ano, era apenas o André, ninguém sabia de seu carinhoso apelido. Em uma conversa com o Ronaldo, da C-ELT, que muitos devem se lembrar ainda dele, e rolou o seguinte diálogo:

- E aí, beleza?
- Tudo certo. Conseguiu transferência para de manhã?
- Pô, cara, desisti, curti a turma. Quem conseguiu ir pra de manhã foi o Betoni e o Jotalhão, tão na sua turma inclusive, né?
- Que Jotalhão é esse? Por acaso é o André?
- Quem é André? Aaaaaah, esse mesmo! O Jotalhão!

Não basta dizer que no dia seguinte, ao comentar com o Paulinho sobre o apelido de nosso colega André, que era muito mais utilizado que o próprio nome, bem como nossos colegas Carlos Eduardo (Soneca) e Eduardo (Sweet Chuck), toda a turma tornou a saber de tal apelido, que se instaurou imediatamente e até hoje ficou conhecido como Jotalhão, ou Jota, apesar do mesmo já não ter mais as formas tão avantajadas que tinha nos tempos de CEFET, quando uma camisa do Palmeiras apertada fazia ele parecer ainda mais o personagem da Turma da Mônica.

É dessa figura com um enorme coração e uma família muito legal que falaremos essa semana. Importante lembrarmos na família especialmente a mãe dele, que foi um pouco mãe de todos nós no tempo do GIDAT quando ficamos lá na casa dele até altas horas encerrando as montagens dos equipamentos e do painel, além dos memoráveis churrascos sempre bastante fartos.

Adriano, você que conviveu com o moço por tantos anos, trate de escrever mais de 1 post falando das histórias dele, desde o pró-técnico até a conclusão da Engenharia.(haja saco, só faltam virarem sócios um dia na "AMM e ALVA Indústrias Associadas")

Sergio Telles, diferente do homenageado, mantém o físico religiosamente desde o início do CEFET, exceto no ano do GIDAT, quando um descontrole emocional o fez ficar fora de forma.