sexta-feira, fevereiro 27, 2004

AS GLAMOUROSAS, POPOZUDAS E PURPURINADAS PANTERAS DA A-ELT

A eletrônica nunca foi um celeiro de beldades, entretanto, devemos destacar que, se bem tratadas (e adestradas) algumas gurias da sala daraim um bom caldo.

A primeira na lista de chamada no primeiro ano, Alessandra, era uma garota tipo mignon: baixinha, delicada, com uma vozinha doce e muito simpática. Tinha uma avantajada região glútea, o que a deixava com uma aparência meio desproporcional, parecia que ela "engordava" com aquele popozão, mas na verdade ela estava em boa forma. Largou o curso no terceiro ano. Cheguei a encontrá-la mais umas duas vezes na Sães Penha, quando soube que ela estava prestando vestibular pra medicina ou nutrição, sei lá.
Provável destino: deixou de ser uma figura de destaque numa turma cheia de homens pra ser apenas mais uma numa faculdade cheia de mulheres da melhor qualidade. Casou-se com o primeiro cara que deu idéia nela numa dessas choppadas.

Shelly tinha um nome esdrúxulo e um tremendo corpão. Era muito minha amiga e, pelo que sei, ainda é minha vizinha de rua. Saiu do namoro com um cara do meu prédio pra ficar noiva do Leonardo. Não estranhei que isso viesse a acontecer, até porque botei a maior pilha. Saiu do CEFET no segundo ano para a Federal de Química (até hoje me pergunto como alguém pode suportar um segundo grau inteiro baseado em química. Eu mal suportei o meu em eletrônica). Na última vez que a vi, no meio do ano passado, ainda estava namorando a "engraçada" criatura.
Provável destino: Foi deixada no altar devido a uma peça pregada pelo noivo. A própria achou muito engraçado. Depois de formada em fisioterapia, arrumou um emprego como go-go-girl naquele bar do filme "Um Drink no Inferno".

A musa nissei Cristiane Matsura, uma espécie de Sabrina Sato com cérebro, era uma garota magrinha e que passava despercebida no Martins de Vila Isabel, onde a conheci em 1989. Em 1992, a secura geral, aliada à falta de opção e à beleza que realmente a japinha possuia, a elevou à categoria de musa. Simpática e com um par de coxas que me faziam qualquer um ter reações "involuntárias", a bela prestou vestibular pra Educação Física. Imagina ela de biquini, de roupa de ginástica... aaah... *aham* bem... ela era mesmo uma boa colega... hmmmm... MAS QUE DROGA, BABEI NO TECLADO!!!
Provável destino: Se inscreveu em um desses reality-shows radicais e foi eliminada por se recusar a comer um morcego refogado. Atualmente dá aulas de lambaeróbica em colônias naturistas... aaaaaaah... *aham*

Havia uma outra Cristiane na sala que era filha da Vilma. Era bonitinha, gostosa, coisa e tal, mas tinha namorado. Pô, coitada da garota... Namorar aquele idiota e ainda ser filha da pior professora do CEFET... essa eu não sei de onde veio e nem que fim levou, mas chutemos um...
Provável destino: engordou 30 kg e vive à base de remédios contra estresse, tendo que ir ao manicômio 2 vezes por semana para visitar a mãe e levar as fraldas geriátricas da mesma. O namorado a trocou por um negão.

Havia uma outra garota não exatamente atraente, mas que chamou muita atenção de alguns membros do GIDAT (não falarei seus nomes, todo mundo sabe quem são). Ela era a Andréa. Com um charme paulistano-europeu-de-trás-os-montes, ela era branquinha e bem magra, alguns diziam que era uma garota enjoada e patricinha, mas havia um certo exagero. Quando acabou o segundo grau NINGUÉM havia pego a menina. Ela chegou a entrar pra uma faculdade de jornalismo e começou um noivado, mas não sei se concluiu os dois.
Provável destino: Se mudou para Portugal, onde foi eleita a mulata do carnaval 2001 da Cidade do Porto. Montou um botequim em que eram vendidos, entre outros quitutes, aqueles ovos cozidos cor-de-rosa. "...é rosa p'rque é m'nina, se fosse m'nino seria azul, ó pá!"

Brígida tinha como qualidade... bem... ela era gente fina. Não sei que fim levou, nem de onde veio (planeta, laboratório, etc), então passemos adiante.

Uma mezzo gordinha mezzo calabreza chamada Fabrícia atraiu a atenção de alguns na sala. Era, digamos, bem equipada para aventuras "espanholas". Morava na Ilha do Governador e tinha uma qualidade que a tornava quase perfeita: ela não ia com a cara do Sérgio. Chegou a namorar com Rodrigo Moerbeck, este sim, o clone do Salsicha (o Brasil dublava)
Provável destino: Raspou a cabeça, virou Hippie e hoje prega o amor livre. Como os hippies odeiam tomar banho, não se importando em viver na sujeira, parece que está morando na beira de uma das praias da Ilha. Ainda odeia o Sergio (bem, nada de anormal nisso).

A Érica Tinha um rosto bonito quando este aparecia. Normalmente os cabelos tampavam até a cintura uniformemente (como o primo It da família Addams), de modo que a princesa quase sempre se encontrava com sono (vivia em escuridão constante). Era outra das moças do Martins que tirava boas notas.Vivia com o Guilherme, mas, parece, nunca rolou nada entre eles. Não tive notícias de faculdade ou outra coisa correlata
Provável destino: Comprou um fusca a álcool anteontem.

A musa das musas e, segundo boatos da época, amiga colorida do Sergio, Renata... bem, desta não falarei da beleza. Apenas adiantarei que era algo como uma mistura de Robin Williams, Popeye, aquele cara loiro de "Quanto Mais Idiota Melhor", Pinóquio e o Tarzan da Disney. Tinha a voz, digamos, enjoada e não se dava com muita gente: apenas com a Brígida, com o já citado Sergio e com o Bathathinha, um gordinho aviadado que também era completamente apático. Raramente ria, o que a fazia parecer sempre com cara de quem está cheirando bosta. Teve um tórrido romance com Tennessee, que de tão hilário, merece um post a parte.
Provável destino: Disputou o primeiro concurso de beleza intergalático com musas de outros planetas. Foi penúltima colocada. Virou modelo, saindo em várias revistas famosas, como a do Chico Bento, e teve uma participação especialíssima no Programa do Ratinho.

Musas do CEFET... quem seria capaz de não amar tão meigas criaturinhas

Gustavo Moore diz ser um proxeneta, um sevandija, um sacripanta, mas não faz nem idéia do que significam estas palavras.

quinta-feira, fevereiro 26, 2004

O RAPTO DO MENINO DANADO

Poucas pessoas tiveram contatos com o ex-menor infrator Paulo Marcelo da Silva Souza Ramos Santos Albuquerque Moreira Brizola Alencar Prestes Hitler Kuerten (...) Popov Yeltsin Gaspar Baltazar Belchior Telles de Oliveira Pacheco depois de 1995. Sabe-se que Paulo Marcelo da Silva So... bem, vocês sabem, havia desagradado muita gente e, portanto, feito muitos inimigos.

Mas haveria alguém em especial que lucraria com o seu rapto?

Através de diversas investigações, foi revelado que a fábrica de canetas BIC o havia demitido do controle de qualidade, já que ele fazia questão de testar a flexibilidade dos receptáculos e a resistência mecânica das tampas UMA POR UMA, contraindo L.E.R. (Associação Brasileira de Normas Técnicas) muito antes de os computadores dominarem os ambientes de trabalho. O prejuízo junto ao INSS (Associação Brasileira de Normas Técnicas), bem como ao estoque da empresa causaram uma grave crise econômica, aliada à administração sob suspeita de Paulo Maluf, na época sócio de Eurico Miranda (o clone do Sandro de Meteorologia). O presidente da citada empresa fez questão de demiti-lo pessoalmente e ainda se utilizou deste ato para fazer campanha política em São Paulo nas últimas eleições (não é a toa que o Maluf não foi eleito) com o slogan "Paulinho na merda: foi Maluf que fez!". Quando foi demitido, Paulo Marcelo não jurou vingança nem esbravejou: apenas se agarrou no terno do simpático réptil paulista e gritou "aaaaahaaaahh Malufeee Malufeeeaaaaahhh aaaahhhaaa" por algumas horas seguidas, só o soltando depois de alguns seguranças o espancarem e tacarem água fria, o que causou muitos protestos do jovem cramulhão que falou: "pô, vocês não sabem brincar, hein? Não precisam apelar pra violência, pô!!!"

O figurante de Mary Poppins também causou desagrado no CEFET (Associação Brasileira de Normas Técnicas) quando depois de dar toalhadas em todos no vestiário (cena esta que um colega meio portuga de outra turma adorava apreciar), esperneava e se recusava a tomar banho, contaminando a sala com um cheiro azedo de chorume indiano.

O Soneca também lucraria com o sequestro de Paulinho, já que ele impediu seu maior feito na vida: o de olhar fixamente para um único ponto por mais de dez minutos. Uma vez, voltando do intervalo com o imaturo mancebo, me deparo com a seguinte cena: Anderson Brasil, o crocodilo marciano da baixada, olhando fixamente para um relógio e falando para um catatônico Soneca: "9 minutos, 9 minutos!!!". Perguntamos o que estava acontecendo e Carlos Eduardo Xexeco fala:"estou quase quebrando meu recorde de permanência de olhar para um ponto fixo...". Antes mesmo de terminar a frase, Paulinho agarra a camisa de Soneca e grita: "Aaaah Soneeecaaah, não vai conseguir, aaaahhh". Claro que eu, me aproveitando de suavulnerabilidade, arranquei um naco da borracha de nosso chapado amigo (por minha sorte, ele não viu na hora). Depois de brava resistência de quase 10 segundos, eis que Soneca, no auge de sua fúria grita "POMBAS!!!!".
Paulo Marcelo ainda conseguiria o feito de, alguns meses depois, fazer Dudu Xexê griar um palavrão pela primeira vez na vida (este fato aconteceu de verdade e foi anotado na agenda de Paulinho, como um feito histórico).

Fábio Luís Firmino era um rapaz sério e respeitável até que um dia nós tivéssemos descoberto suas cartas amorosas durante o sagrado ato de virar mochilas do avesso (apenas uma pausa: a do Bruninho era a pior de se virar porque era a mais cheia de cacarecos). Entre cartinhas com corações e carneirinhos completamente mal-desenhados desaprovados pela ABNT (Comitê Olímpico Brasileiro) típicos de adolescentes apaixonados, vimos a seguinte abertura de texto: "Querido Mimi...". Nosso próximo ato seria narrar as cartas na íntegra para toda a sala de aula. Aquilo bastou para que o pobre Fábio ficasse puto por mais de um mês conosco, principalmente quando Paulinho, do outro lado da sala gritasse, afinando ainda mais a voz: "MIMI !!!" ou uma variante de um Sucesso de Jordy "Aah, Mimi, vem sentar aqui!", acompanhado da segunda estrofe "Aah, Gugu, vai tomar no cu!".
Claro que o fato de Paulinho inverter toda hora a polaridade das pilhas da calculadora de Mimi, de modo que ele nunca conseguisse fazer um exercício de cálculo também contou para o ódio do vampirão, que depois daquele dia ficou mais soturno e introspectivo, ou seja, aviadou de vez.

A lista se extenderia por mais de 500 linhas se eu fosse enumerar os suspeitos um por um, mas as camisas puxadas de Gargamel e Adriano, os tapas na testa de Queiroz (que de tão grande provocava até eco) e os pescotapas em Beto, em mim e no Brasil nao poderiam deixar de ser mencionadas.
E você, leitor, o que lucraria com o Sumiço do Dennis Pimentinha Meio-quilo? Cuidado!!!! Estamos de olho!!!

Gustavo Moore sonha em ter uma plantação de aliche.

quarta-feira, fevereiro 25, 2004

PLANTÃO DO GIDAT:

CARNAVAL GIDATRISTEZA 2004... FLASHES DA FESTA PROFANA



As cinzas chegaram, as últimas serpentinas sendo atiradas e a poeira baixando, tiramos o saldo final do carnaval do GIDAT... seguem as notícias:

Beto: destaque do Gala Gay, em visita expressa ao Brasil pra variar não entrou em contato com ninguém e daqui a pouco já estará no aeroporto se mandando pra Paris de volta.

Betoni: curtiu o calor e as curvas das mulatas no carnaval mais famoso do mundo, em Zurique, na Suíça. Relatos contam que ele pegou uma mulher por lá, e tipo, pegou e não largou mais, uma senhora de 74 anos que ele iria pedir uma informação e a mão dele congelou no momento que tocava o ombro da senhora e ficou assim por algumas horas. Isso que é amor de carnaval!

Mimi: aguardando por uma carona nossa parado na esquina de Rua do Lavradio com Rua do Riachuelo, na Lapa, o morcegão do GIDAT foi abordado por um pederasta que confundiu-o (com toda razão) com um garoto de programa e o abordou sobre condições de pagamento do programa, que ficou agendado para a próxima vinda dele ao Rio... Lamentável...

Jota: flagrado pela reportagem do GIDAT em plena terça de carnaval a noite explorando seus funcionários na padaria de sua propriedade na Praça João Pessoa na Lapa, enquanto ele se divertia em alguma suruba onde o importante é que "carnaval vale tudo". Haja KY...

Adriano: convidado para desfilar no Bloco do GIDAT, preferiu ficar em casa dando banho em gato e trocando as lâmpadas queimadas de casa... Ficou todos os dias de cueca samba-canção saint-tropeito jogando no computador sem parar, com a desculpa que "estava preparando as aulas".

Sergio: teve a casa livre os quatro dias de carnaval para usar de matadouro e manteve a média dos demais carnavais: não pegou nem vento! Ainda convidou o pessoal pra uma parada super furada na segunda de carnaval, quando uma chuva repentina e torrencial seguida de uma tentativa frustrada de se jogar sinuca tornaram a combinação ideal para constar num possível livro "Como não fazer uma saída maneira", livro este que muitos de nós teriam capítulos e capítulos para contar.

Gustavo: Assim como Sergio, ficou no zero a zero no carnaval, e pra piorar ainda recebeu olhares fulminantes de um baitola de quase dois metros lá no sábado na Lapa, que deve ter detectado que o nobre mancebo ítalo-brasileiro faz faculdade nas Belas Artes e que isso é coisa de queima-rosca mesmo. E ainda vai ficar nesta quarta-de-cinzas lá escutando a apuração para montar o quadro que sairá na edição de quinta do Jornal Extra. Pura adrenalina...

Brasil: recebeu nossa visita no sábado, quando descobrimos que ele possui livros do Harry Potter e outros que só servem para enfeitar a estante, pois o mesmo nunca os leu! Ele estava meio tímido mas como era carnaval acabou mostrando a rodinha pra gente, e podemos garantir que ela está como nova, toda costurada! A medicina é demais mesmo! Só não faz milagre, pois nem plástica melhoraria a fachada do Brasil...

Marquise: destaque principal do tripé censurado da caxiense Grande Rio, veio totalmente nu com uma máscara de Darth Vader. Dizem que o motivo do Joãozinho Trinta ter mandado cobrir o tripé era que o efeito luminoso da espada de Marquise iria fazer a escola perder ponto em Alegorias e Adereços, pela reduzida dimensão e potência do feixe de luz.

Paulinho: passou o carnaval de 2003 em São Paulo, lugar tão chato quanto ele. Lá ele foi julgador do grupo de acesso C no quesito "Evolução", e devido às notas indecentes dadas por ele encontra-se foragido e ninguém tem notícias desde então. Acreditamos que ele fez uma plástica e mudança de sexo e tava lá no julgamento do grupo especial de São Paulo esse ano, tendo sido identificado pelo Kubrusly pelas notas insanas "Esta mulher não entende naaaaaaaada de evolução! Isso me revolta!"

Bruninho: Ainda abalado com a falência do grupo Parmalat, Bruninho saiu pelo carnaval de Vitória em busca de novos fornecedores de leite para ele. Consta que foi montada uma cooperativa com 480 saradões para atender a demanda do rapaz.

Gargamel: Passou o carnaval mau-humorado como sempre, irritado porque perdeu esses dias de serviço e vai ficar tudo atropelado a partir de quinta-feira. Ainda assim manteve a tradição de sair na velha guarda na Unidos da Brochóvia, e quando indagado o que ele sente por estar como o mais respeitado integrante da agremiação, ele pergunta "Como é que você sabe?"

Eduardo Sweet: passou quase todo o feriado dentro do mercado, fazendo compras pra mãe dele, coisa que ele mais faz na vida, o mestrado dele deve ser de automação de sistemas de comécio varejista, só pode... (afinal ele sempre alega que não pode sair com a gente porque tá escrevendo a tese...) Além disso, confundido com um turista, foi assaltado devido a tar andando de ônibus no meio da madrugada em plena Praça XV, na saída de um bloco em que a Luana foi vestida de homem e o Sweet de gueixa. È por essas e por outras, que, mais uma vez, evocamos o nobre refrão: SWEET, COMPRA UM CARRO!

Flávio: assistiu ao desfile da Sapucaí pela TV e afirmou: "Carnaval de verdade era no tempo dos meus avós, onde o pessoal fazia cordões com guerra de confetes e serpentina... isso aí não é carnaval!"

E, PARA TERMINAR...

Soneca: além de trabalhar quase todo o tempo, como em todos os feriados, Soneca nesta terça de carnaval que estava de folga, recusou-se a sair no Bloco do GIDAT pois estava indo assistir a trilogia do Senhor dos Anéis na casa do Edvar!!! Foram as palavras do próprio, desculpa que ele deu pro Gustavo... Esse Soneca, nem Jesus salva...

Aguardem, a qualquer momento, estaremos de volta com mais um.... PLANTÃO DO GIDAT, CARNAVAL GIDATRISTEZA 2004!

terça-feira, fevereiro 24, 2004

PAULINHO, O QUEBRA-TAMPAS DE CANETAS


Paulinho, o Zé Gotinha da Freguesia que odiava banho...



Com um certo atraso devido às celebrações momescas, posto pela primeira vez sobre nosso colega Paulinho, que foi meu melhor amigo durante os 4 anos do CEFET e depois disso sumiu do mapa, tendo aparecido por poucas vezes em reuniões do pessoal e tal.

Farei um post breve, deixando as histórias pitorescas para depois de quinta. Paulinho era meio isolado quando chegou no CEFET, ele enchia sempre o saco do eternamente mau-humorado Gargamel, e aos poucos foi se integrando ao resto do pessoal, em geral fazendo gracinhas e apanhando de todo mundo, quando perdiam a paciência com as briuncadeiras sem-noção dele.

Cheio de "musiquinhas" e formas "especiais" e carinhosas de tratar os colegas, Paulinho destacava-se por furtar materiais especialmente do Soneca, que tinha sempre sérios problemas durante as aulas. Tampas de caneta eram todas detonadas, os clipses delas eram quebrados com uma chave de dedos que ele sempre fazia. Eram cerca de 20 canetas mutiladas semanalmente, todo mundo era atingido. Algumas vezes, ele de onda pegava a tampa e chamava algum colega pra dar a "guilhotina" na tampinha, logicamente a gente dava logo uma baita porrada pra machucar a mão dele junto, aí, pra variar, ele dizia:

"Pô, moleque, sabe brincar não? Que cara bruto, num sabe brincar!"


Paulinho era um menino tímido, sempre ficava sem jeito nas fotografias


No laboratório, Paulo Marcello Perez Rodrigues de Britto sempre fazia os experimentos comigo, porque os 2 eram os mais impacientes. Por isso mesmo, queimamos a Árvore de Natal (osciloscópio), como já relatado anteriormente. Era uma diversão quando a Renata Popeye caía junto conosco no nosso grupo de medidas, (geralmente o Cruel tava com a gente, algumas vezes o Beto também, mas sempre eu e o Paulinho, a gente já chegava junto de propósito) o Paulinho e a Renata ficavam disputando quem ia montar o circuito, saía quase sempre porrada e uns insultos, era hilário. A gente acabava muito rápido e ficava zoando e atrapalhando os outros (fingindo que tava dando força), mas de vez em quando o espírito-de-porco não estava presente e a gente até ficava um pouco como monitor dos outros grupos, o pessoal era muito mais lerdo que a gente, e a maioria não sabia manipular os osciloscópios pré-cabralinos.

Sem falar quando não íamos para o grupo de montagem e ficávamos atrapalhando o Soneca fazendo as montagens dele, ou o Brasil ou qualquer outro trouxa que tivesse dando um mole por lá. A gente de fato era muito chato, fazíamos guerra de giz na sala durante o recreio, chegava gente na porta levava giz no olho, até as garotas não eram poupadas disso, me lembro bem uma vez a Renata (pra variar) tomou um teco feio na cara que ficou reclamando no nosso ouvido por 1 semana inteira.

Aguardem as histórias detalhadas sobre a aula de geografia em que o Paulinho assistiu de forma "diferente", do auto-ataque ninja registrado no making of do GIDAT, além das inúmeras "ovações" que ele foi submetido, foram tantas histórias que eu nem sei por onde começar. Tomara que essa figura volte a conviver com o pessoal um dia (Houston chama Paulinho).


Homenagem ao sumiço do Paulinho pós-CEFET



Sergio Telles é diretor de harmonia do Bloco do GIDAT.
"Estação ahhhhh, desembarque pelo lado ahahahahah"



Devido a sua intensa e inabalável relação com o Gargamel, o senhor Paulinho S. C. Carinho, personagem da semana deste blog, sempre foi meio afastadão do grupo, se envolvendo conosco apenas para puxar a nossa camisa, sumir com o material do Soneca ou qualquer outra brincadeira digna de Joselito sem noção do Hermes e Renato.

No entanto, após sua breve passagem pela Unisys, nosso nobre e mascote colega teve bastante contato comigo e pude notar a sua incrível inteligência e capacidade de adaptação, sendo sempre um dos mais interessados naqueles cursos chatos da Unisys.

Mas um pouco "sem noção" ele era mesmo. Uma vez, durante um curso, o personagem da semana soltou, sem pestanejar, em voz alta, lembrando as brincadeiras do Chaves com o professor Linguiça:

"- Este modem não tá funcionando porque é da marca Unisys, se fosse IBM funcionava..."

Tomou um esporro, logicamente. Aquela empresa foi a mais babaca em que trabalhei, disparado.

Durante todo o quarto ano ele usou, durante as aulas noturnas, a mesma gravata tapa-sexo que usava na Unisys, parecendo a gravata do Didi Mocó, mostrando que sempre teve muito orgulho do CEFET e da empresa em que trabalhava. Gostava tanto da área que foi um dos que começou a faculdade mais cedo, passando para a Unicamp estudando sozinho, sem cursinho...

Infelizmente, paulinho perdeu quase completamente o contato com todo o grupo. Após várias tentativas de reencontrá-lo em vão, este Blog colocará em todas as caixas de leite de caixinha um aviso de "perdido: favor retornar preferencialmente ainda vivo".

Uma das histórias mais interessantes que envolveram a mim e Paulinho foi a vez em que estávamos esperando o metrô na estação, totalmente engravatados, suando e com um calor tremendo, quando uma senhora de avançada idade nos pergunta?

"Vocês são pastores?"

Embora eu tenha ficado meio puto, Sr. Paulinho me olhou com uma cara de fazer inveja ao Costinha e começamos a rir da velha, digo, da senhora que ficou meio desorientada... O que ela queria? Orientação religiosa no metrô?

Mas por trás daquele jeitão de adolescente bobão que ele tinha, havia certamente um grande profissional. Mesmo quando já estávamos completamente enraivecidos com a Unisys que nos mandava lavar placas com água e sabão, Paulinho sempre fazia suas tarefas muito bem, agindo muito profissionalmente, mesmo depois que soube que não seria contratado por causa da idade.

Sobre isso, deixo minha indignação com as leis estúpidas deste país que se diz democrata. Paulinho era talvez o melhor e o mais interessado dentre todos que fizeram Unisys e não foi contratado por que a empresa ficou com medo do serviço militar. Paulinho era menor e serviria ainda depois do quarto ano. Para quem não sabe, se alguém estiver trabalhando e for chamado para servir a "pátria", a empresa é obrigada a pagar o salário até que o funcionário possa retornar do serviço militar. Resultado, ninguém se arrisca a contratar ninguém com menos de 18 anos! Democracia? Papo furado...

Não sei se isso afetou tanto assim a vida do Paulinho. Ele acabou a faculdade e até onde eu sei trabalhou na Oi, ou outra operadora de celular, e agora está em algum lugar deste Brasil varonil! Terra chamando paulinho....


"Adriano Martins Moutinho
dará sua primeira aula oficial
de eletrônica no CEFET-CSF,
a data será mantida em sigilo
pelas organizações ABODAMM
devido ao excesso de fãs que
poderiam tacar ovos... digo, invadir
a sala pedindo autógrafos."

domingo, fevereiro 22, 2004

Homenageado da Semana: PAULINHO



Nosso homenageado da semana é o ex-pequeno notável Paulinho, o menino maluquinho cefetiano, o Jimmy Neutron da eletrônica, o Bart Simpson de Jacarepaguá.

O pequeno Paulo Marcelo (e mais um monte de sobrenomes, de modo a concorrer com D. Pedro) era meu conhecido desde a 8a série, quando estudávamos no Martins do Méier, aliás, também eram da turma o Guilherme, o Flávio Maluco, a Érika, a Matsura, o Gargamel e o Cruel, ou seja, uma grande safra da "Turma de Cobras" do Martins foi aproveitada. Eu não participava da "panelinha" dele, portanto, não posso dar uma descrição detalhada dele na época, mas o que posso dizer é que ele era um garoto "na dele". Na verdade, ele não chamava tanto a atenção porque tinha um outro moleque ainda menor que ele e, pelo menos na época, mais esporrento, chamado pelo sugestivo apelido de "Geninho". Paulinho era incrivelmente quieto e já demonstrava alguma tendência para o humor ácido típico dos adolescentes sem noção, que só aprecia quando em pequenos grupos.

Talvez a opção pela eletrônica tenha vindo de uma herança familiar, já que os pais tinham uma loja de artigos eletrônicos no Méier. Paulinho logo mostrou que, de fato, esta opção não seria resultado de uma imposição, mas de uma sincera vocação. Ele fazia todas as tarefas e provas com facilidade, em especial das matérias técnicas. Mas a inteligência e a facilidade de adaptação de Paulinho não me surpreenderam em nenhum momento e sim sua mudança de comportamento. Ele passou a ser uma típica criança super-ativa, uma espécie de Jackass infanto-juvenil. Gostava de fazer aquelas brincadeiras que provocavam riso nos espectadores e irritação nas vítimas, de preferência irritação com dor. Tinha como vítimas preferidas as outras figuraças da turma, como (em ordem de predileção) o Soneca, o Gargamel, o Brasil, o Queiroz, o Sergio, eu e o Mimi e o Adriano.

Suas traquinagens renderam bons momentos de recordação como o dia em que ele literalmente capotou com uma carteira em movimento, o dia em que ele teve que assistir a uma aula inteira de dentro de um armário, o dia em que nós descobrimos as cartas românticas que deram ao sério Fábio Luís Firmino o aviadado apelido de "Mimi" e muitos outros. Devemos ressaltar que quando Paulinho era vítima dos descontos dos pescotapas e outras gracinhas que ele mesmo propagava, reclamava, dizendo que não sabíamos brincar, que exagerávamos, etc, etc.

Depois do CEFET, passou para a UNICAMP e viveu o tempo do curso lá em Campinas, a cidade mais gay do Brasil. As últimas notícias dão conta de que ele passou para a Petrobrás e para a Polícia Federal, mas não sei se ele vai seguir carreira.

Jovem, você que já completou dezoito anos há muito tempo e foi vítima das sacanagens desse peste, compareça à junta do Gidat mais próxima de sua casa e aliste um bom post ou um bom comentário. E antes de encerrar: ah, Paulinho, senta com carinho!

Gustavo Moore filosofou uma vez: se os biscoitos água-e-sal são feitos de água e sal, seria o oceano um enorme biscoitão?