sábado, fevereiro 07, 2004

ÁGUA ... ABRE A ÁGUA !!!

Este post pertence a todos - exceto alguns imundos e fedorentos - que já passaram por este causo.

Devem se lembrar das aulas de educação física, onde apresentávamos nossos físicos extremente atléticos. Não fomos às olimpíadas pois questionávamos a sua importância para o nosso futuro da área técnica (o pessoal que não é associado ao GIDAT pare por aqui).

Após o conjunto árduo de tarefas físicas - cinco voltas no campo, o que não devia perfazer nem 500 m devia ser o mais pesado de todos - nos encaminhávamos ao vestiário (com excessão de alguns maus exemplos que ainda faziam questão de ir a aula com uma nhaca nojenta) cuja válvula de abertura dos chuveiros - os quais provavelmente foram desenvolvidos pela Petrobrás, já que tinham uma força capaz de perfurar rochas de mármore - ficavam em poder dos professores da matéria (provavelmente visando o desperdício dos alunos - um "exemplo" de economia de água).

Para termos o merecido banho e seguirmos então à próxima aula - que não fôsse a do Bergo, senão era outra coisa qualquer - gritávamos em coro do banheiro:

"ÁGUA .... ABRE A ÁGUA ..."



O acesso restrito aos chuveiros permitiam que alguns dos nossos termissem primeiro que os outros, sendo que estes $@#%*! gritassem de forma antecipada:

"ÁGUA .... FECHA A ÁGUA ..."



Para logo a seguir se repetir a frase pelos não tão afortundos em velocidade

"ÁGUA .... ABRE A ÁGUA ..."



E assim de forma contínua efetuava-se a tarefa até todos terminarem o banho.

O fato mais inusitado se deu quando alguém - não me lembro quem - foi o último a tomar banho e ainda quis lavar a cabeça com xampoo (fedorento é uma coisa ... tratamento WALTER'S COIFFEUR é outra). O pessoal um tanto brincalhão gritou em coro

"ÁGUA .... FECHA A ÁGUA ..."



Desejo satisfeito imediatamente pelo professor, sendo que este último indivíduo estava do jeito que veio ao mundo, sem enchergar PÔRRA nenhuma cheio de sabão nos olhos, mãos e cabelos gritando:

"ABRE A ÁGUA PÔRRA !!!! ABRE A ÁGUA PÔRRA !!!!"



Quando adentrou o professor dando esporro puto da vida e perguntando o que estava acontecendo. Ao ver a cena inusitada, satisfez o desejo do infeliz.

Eduardo Sweet nem sempre tomou banho no vestiário, mas começou a fazê-lo quando começou a ter problemas sociais ... pelo menos me sobrava espaço na sala de aula

sexta-feira, fevereiro 06, 2004

CURIOSIDADE DA SEMANA

BIN LADEN, PINOCHET E ADRIÂNUS TEM ALGO EM COMUM... O QUE SERÁ?

Cada um assola a humanidade de uma forma diferente. Cada um nasceu e vive em partes do mundo e em situações bem distintas. Cada um tem uma corrente política e uma linha de ação frente ao império americano bastante diferente. Então, o que une os 3?

Uma data... A DATA!

11 de setembro de 1973 - Salvador Allende é derrubado por um golpe do General Pinochet no Chile e se suicida, instaurando-se uma das mais sangrentas ditaduras militares no mundo. Atualmente Pinochet é senador vitalício e vive perseguido por tribunais internacionais de direitos humanos, sobre a morte de civis opositores a seu regime sangrento.

11 de setembro de 1976 - Adriânus nasce forte, saudável e com o bigodinho por fazer numa maternidade carioca. Anos mais tarde ele se tornaria aluno do CEFET e aterrorizaria seus colegas com choques de descarga de capacitores cerâmicos e TRIAC´s. Atualmente é professor da instituição onde pretende tocar o terror e reprovar geral, além de deixar as menininhas gostosas ameaçadas de reprovação visando favores de primeiro grau.

11 de setembro de 2001 - Bin Laden lidera o ataque que destruiu o WTC, em Nova York, além de ser o comandante da Al Qaeda, principal grupo terrorista anti-império da atualidade. Foi perseguido insistentemente, sem sucesso, por todo o Afeganistão ao longo de 2002, e atualmente parece que vive sossegado num apartamento de 3 quartos com vista para o Central Park em plena Nova York, onde planeja seus próximos triunfos contra o capitalismo.

Portanto, muito cuidado com quem vocês estão brincando!!! Pode ser um tirano, um terrorista, ou um professor de eletrônica!!!!!

Sergio Telles ouviu falar que a bateria do Adriano anda com carga baixa já tem um tempo e nem um longo período de carregamento tem dado jeito.

quinta-feira, fevereiro 05, 2004

PONTUALIDADE LONDRINA, PRECISÃO SUÍÇA, FRIEZA ALEMÃ, ESTILO FRANCÊS, CHARME LATINO, CONCENTRAÇÃO ASIÁTICA, ELEVAÇÃO DE ESPÍRITO INDIANA... NADA DISSO É O ADRIÂNUS

Realmente quem chegou pra ler esse post deve ter achado que estaria no blog errado, afinal, nenhum de nós temos nada dessas características. Adriano, como um dos que mais possui a essência do grupo, num podia ser diferente.

Em termos de pontualidade, nada melhor que o exemplo de quando ele marcou às 8 da manhã com o Betoni e o Beto na porta do seu prédio na Tijuca para de lá pegarem o 634 pra ir pro Fundão... ele chegou da rua (onde será que ele estava...?) com "apenas QUATRO horas de atraso, e os trouxas lá esperando...

A precisão do rapaz se mostra nítida no seu desempenho "esportivo", especialmente na sinuca, onde foi capaz de criar uma nova jogada (assim como a ginasta Danielle dos Santos criou um novo salto), chamada "Bola Sete na Caçapa Sete", ao acertar a bola preta direto duma lixeira de metal a uns 3 metros da mesa, fazendo um esporro fenomenal e todo mundo se mijando de rir na seqüência. É o puro futebol moleque... Pena que a Cristiane não apóia o treino do desportista, teria tudo para ser destaque nacional do esporte.

Uma segunda história sobre precisão remonta aos tempos do CEFET, quando Adriano insatisfeito com a vida e com o sucesso dos vôos de barras de giz entre as pás do ventilador, pegou o apagador e testou se daria certo. Na primeira viagem, perfeita... subiu, passou pelas pás, e desceu... na segunda, pegou em cheio numa pá e voou rumo ao corredor, destruindo o vidro da divisória que também ficou meio arriada de cima a baixo, virando uma segunda porta depois de alguns dias... de uma outra sala, destino final do tal apagador voador, se escutava o comentário sonecóide de um professor inconformado...

"Só podia ser coisa de aluno do técnico..."



Sua frieza fica bem nítida ao começar a esbravejar sobre a utilidade do IPVA, o imposto pelo qual Adriano possui 20 mil argumentos para a inexistência deste. Quer deixá-lo irritado, lembre a ele que o IPVA do carro dele vence amanhã... (O meu de fato vencia hoje)

Seu estilo é de um tiozão suburbano, bermuda saint-tropeito, chinelão que dá dois do pé e o cabelo desgrenhado devido à mania de ficar remoendo ele com os dedos, além da postura ao ficar sentado digno de um cachorro velho. Isso sem falar das camisas com estampas do South Park, suas preferidas.

O charme do rapaz não foi capaz sequer de despertar o interesse da Brígida ou da Renata, se não fosse o papo ser interessante, jamais o seu olhar de mosca morta atrairia alguma ninfetinha para o seu ninho de amor. Quem sabe agora, abusando do seu "poder" como professor, não muda esse jogo...

Concentração do rapaz até é dos males, os menores... Se der um joguinho para ele se divertir, ou uns downloads pra executar, ou ainda um desafio de desenvolver uma macro ou um programa, ele fica lá louco parece que até morreu, exceto quando o micro dá uma tela azul e se houve um singelo "FILHA DA PUTAAAAAA" seguido de algumas horas de silêncio, até que a tela azul vingativa de Bill Gates volte a assolá-lo.

Elevação de espírito do Adriano é típica de um brasileiro comum, muitas crenças, pouca dedicação a elas. Nada de anormal, exceto o santuário que há no Corsa, fato já comentado anteriormente. Dos membros do GIDAT acho que é o único que acredita em deus.

Fiz esse post pensando como se fosse um ping-pong em várias pequenas histórias que não justificariam um post isolado... Acho que ficou legal.

Sergio Telles tem o charme capaz de cativar Serjetes de todo o Brasil, pontualidade capaz de deixar uma multidão esperando por ele, precisão capaz de acertar bolinha de papel no decote da Luana, frieza total com garotos que ficam pedindo dinheiro no sinal, concentração capaz de dormir vendo qualquer filme com mais de 90 minutos, e desculpem, mas elevação do meu espírito tem que ser forte pra caralho!

quarta-feira, fevereiro 04, 2004

NEUROSES DE UMA REDE NEURAL: SÓ FREUD EXPLICA

Adriano tinha uma aparência de um adolescente normal: todo largadão, adorador de um rock de qualidade, curtia o seu RPG numa boa (chegou a até ser mestre de uma história tão doida que os personagens passeavam pela região da Tijuca, inclusive em frente ao CEFET). Mas aquela aparência pacata escondia muito.

Adriano tinha hábitos bastante incomuns: muito caseiro, devorava revistinhas de eletrônica tipo "Saber eletrônica" onde os projetos sempre tinham um furo; vivia programando seu XT em diversas linguagens fazendo programas de utilidade duvidosa, sem falar de joguinhos, estes que sempre foi um fã; era especialista em histórias de cunho homossexual tipo Dungeons & Dragons, além de ter lido os 3 livros do Senhor dos Anéis e saber tudo de cór e salteado. Assustador, não?

Passava alguns momentos em que tínhamos tempos vagos ou ociosos pela falta de algum professor (como o Bergo) no Gradiente MSX que tinha na sala dos alunos, onde podia mostrar toda sua habilidade com Basic. Uma vez, se tiver errado me corrijam, Adriano fez um programa que era capaz de traçar a função caótica na tela, assunto pelo qual o Brasil tinha orgasmos múltiplos na época. Caótica era a adolescência daqueles dois, pela madrugada.

Isso sem falar sua simpatia pelo Flávio, na época os dois pareciam uns pombinhos nos jardins do CEFET, estudavam juntos, faziam trabalhos juntos, Flávio vivia na casa dele... um amor profundo!

Outra coisa estranha era seu fascínio por podreiras: admirador do sucesso empresarial do Angu do Gomes nos anos 80, Adriano era louco de vontade de fazer um guia sobre os locais podreiras do Rio de Janeiro, locais os quais nós iríamos logicamente freqüentar com bastante orgulho, como provadores que nem os provadores de guias sérios. Iríamos filar as podreiras pro resto da vida, morrendo de rir e com direito a dizer "aí, mermão, você não tem nada que seja menos mixuruca que essa porção de bolinho de bacalhau?" (frase que eu disse pro garçon do Amarelinho da Cinelândia).

Como já falado na semana do Soneca, Adriano queria abrir o negócio do Soneca, ops, um negócio junto com o Soneca, um estúdio. A parada era tão furada quanto o reto-furículo do mancebo sonolento e acabou dando com os burros n´água antes mesmo de sair do papel (se chegou um dia a ir pro papel).

Adriano, final dos anos 90, atingiu o ápice de sua liberdade, indo morar sem seu pai no Méier. Ele, que já havia se mudado 2 vezes (Saenz Peña pro Grajaú e de lá pro Méier, mas na casa do pai dele), mais uma vez transferia de residência. Nesse momento, passou a usufruir de liberdade, inclusive com uma assinatura de NET que o garantia momentos de extrema elevação cultural e de incentivo à prática de exercícios monitorados, que fizeram muito bem à cabeça do rapaz, que ficou bem magrinho na época.

Dessa mesma época, surgiu a oportunidade em que ele comprou um carro zero, um Corsa do modelo antigo. Rapidamente, ele deu umas afuscalhadas no carro (como na vez que ultrapassou um táxi por cima da calçada aqui em frente de casa ou quando lambeu a lateral dum ônibus da Verdun, o que rendeu ao carro o apelido de "Corsa Verdun") e depois aparaibou o carro com película fumê, aerofólio, só faltando neon por baixo pra esculhambar o bicho de vez. Isso sem falar nas 10 mil imagens de São Cristóvão e correntinha de Nossa Senhora que tem no possante.

Na evolução do namoro com a Cristiane, o Adriano passou a habitar um cômodo confortável (antigo quarto de empregada) da casa da mãe da figura, onde ele podia dormir junto com 234 gatos e 128 cachorros que existem na casa. Cristiane jura que o animalzinho de estimação preferido dela é o Adriano, mas Adriano considera seu melhor amigo de estimação o micro, pelo qual morre de amores.

Adriano só piorou seu jeito largadão, ficando cada vez mais figura. Nessa época, começou a especializar-se em redes neurais, assunto que já despertava seu interesse a alguns anos, e foi um tema polêmico, uma vez que ele fazia Engenharia de TELECOMUNICAÇÕES e de fato redes neurais pouco tem a ver com essa área. Fez um excelente trabalho, ficando a rede que ele criou para interpretar algarismos bastante bem calibrada.

O passo seguinte é o mestrado na mesma área, mas agora fazendo Informática no NCE, que é mais coerente. Lá ele está se aprofundando ainda mais, mas o que ele pretende mesmo é criar e calibrar uma rede neural que seja capaz de prever o futuro e ele aparecerá um dia falando "LIGUE DJÀ" na TV como o "ADRIANO MERCADO". Será um sucesso, apesar do Padre Quevedo dizer que "REDES NEURAIS QUE PREVÊEM LO FUTÚRO É ALGO QUE NO ECSIXTE!"

Sergio Telles quer que uma rede neural desmistifique o segredo de Tostines.

terça-feira, fevereiro 03, 2004

PIMENTA NO KIBBUTZ DOS OUTROS É REFRESCO


Adriano teve uma vida amorosa muito sem graça. Mesmo assim, há algumas pitorescas histórias que merecem constar nesta semana de homenagens. Os cerca de 4 anos com que namora com a Cristiane são um contraponto com a aridez (SECA, na mais nítida versão) que o rapaz ficou durante os outros 23 anos de sua vida.

Tudo começou em 1991, onde o recém-saído das fraldas se via assediado por uma menina no Pró-Técnico (curso preparatório para alunos de escolas municipais feito dentro do CEFET, onde ele pode conhecer o Jota, que foi seu colega ali, no técnico e também na Engenharia) e o jovial cordeiro ignorava as ações da menina, posto que um dia esta vira para ele e pergunta, na maior cara-de-pau:

"ADRIANO, ME DÁ UM BEIJO!"


Adrianta, nerd de carteirinha e sócio da Vídeo Game Center de longa data, recusou o irresistível pedido da mocreinha e ficou taxado de boiola por longos anos. Além disso, durante o CEFET, nos momentos de paz espiritual elevada das aulas mais concorridas, como a da professora da Matemática do primeiro ano Maria da Glória (a irmã gêmea do Mestre dos Magos da Caverna do Dragão), do nada ecoava-se uma voz rompendo o silêncio do local:

"ADRIANO, ME DÁ A BUNDA!"


Desde aquela época o rapaz também possuía o apelido de ADRIÂNUS, exatamente pela cara de reto-furicular que fica a cada zoação que era submetido. Porém, a maior zoação acredito que ele mesmo se submetia, ao ser amigo de toda hora do Flávio, já desde então bem maluco.

Depois de anos de uma adolescência em branco, cortada por CD´s comprados em revistas de sacanagem por R$ 9,90 que traziam uns vídeos de qualidade duvidosa em espanhol, todos doados para seu amigão Flávio, Adriânus rompe o ânus de 1997 ingressando na UERJ para ser calouro do Soneca e descobre que o seu colega estava lá na sua sala de Cálculo I, e que ainda quando ele já estivesse acabando os cálculos, finalmente o Soneca teria passado (sem querer) na matéria, após 4 tentativas frustradas.

Na UERJ, Adriânus tornou-se um ser mais sociável com mulheres, afinal, no CEFET, a concorrência era desleal (lá tínhamos galãs como o Brasil, o Flávio, o Gargamel, o Cruel, dentre outros) e a mulherada realmente não o agradava (sentia tesão na época pelo XT com quem passava longas tardes de maratona pan-sexual). Foi lá que ele conheceu uma coleguinha que não lembro o nome, e é melhor não revelar mesmo, afinal ela uma hora pode ler isso aqui e dar a maior merda. Se bem que como a história num passou de um quase no melhor estilo Sergio, então o máximo que acontecerá é ela rir pra cacete de tudo.

Pois que a tal menina era judia, e judiava do nosso amigo Adriano, arrozasso de carteirinha da moça, ficou ciceroneando-a por pelo menos 1 ano, acredito. Pra não dizer que num ficou no zero a zero, rolaram umas bolas levantadas na área, mas sem perigo nenhum ao gol adversário (ou seja, umas ficadas sem fincadas). Era um tal de levar a mocinha em casa, ficar segurando o livrinho pra mocinha, tirar xerox pra mocinha, fazer a matrícula da mocinha, até lavar as calcinhas da mocinha acho que o Adriano chegou a fazer.

E eis que era um amor proibido, típico de novelas mexicanas que passam a tarde. O descendente de portugueses tosco que pretendia ousar-se e adentrar (literalmente) na cultura israelita. Pensou inclusive em operar a fimose no melhor estilo judeu, a sangue frio! Era um lance cheio de voltas, e com a "ajuda" de seu amigo Jotalhão, que por tantos anos foi seu colega de turma, acabou que a parada terminou do jeito que tinha que terminar: em PORRA NENHUMA!

Coincidentemente, nesta época Adriano fazia um curso de inglês lá na UERJ (o que é estranho, afinal o Adriano sempre foi o que melhor sacava inglês do pessoal, com certeza) conheceu uma menina meio bobinha que estava também passando por um momento difícil e tal, que fazia Pedagogia e começou a finalmente desencalhar aquela nau que já tinha até coral formado no casco de tanto tempo que ficou encalhada.

Esta feliz alma, Cristiane, finalmente mostrou ao pimpolho os bons momentos da vida a dois. Identificaram-se, depois de um tempo vieram a namorar, depois de uns meses já moravam juntos, fruto de melhores resultados financeiros nessa operação e pelo sucesso do relacionamento entre uma chata de galocha e um nerd viciado em micros. O sucesso resultou num contrato de união estável recém assinado, pelo qual Adriano assume definitivamente que ficou bobo de vez e acabou caindo nas garras felinas de sua mulher. Está fudido, coitado...


Sergio Telles possui a trajetória amorosa tão deprimente o quanto e já sabe que será vítima do mesmo tipo de comentários durante sua semana. Aliás do grupo pouquíssimos podem sair ilesos desse tipo de comentários, todo mundo um bando de zero a zero! Somos "exigentes", pra não dizer que somos sim uns "loosers" em matéria de mulheres. Aliás, as mulheres que dão condição pra gente tem que ser analisadas com bastante critério pela ciência, não acham?
"Autobiografia de mim mesmo..."

Nesta semana dou um tempo aos posts porque é extremamente estranho falar sobre mim mesmo!

Mas, como toda regra tem sua exceção, estou aqui postando mesmo assim!

Gostaria de dizer que estar dando aula no CEFET-RJ será certamente a experiência mais marcante da minha vida, uma forma de rejuvenescimento, de estar em contato com o local que fez parte dos momentos mais felizes da minha vida.

Não há como subir a escada dos blocos B e A do CEFET sem lembrar de tudo que lá nos aconteceu, sem lembrar de tantas alegrias, do GIDAT, das aulas do Arídio, do Bit, do meu espanto ao entrar no laboratório e ver aquele mundo de coisas para aprender.

Não sei se aprendi muito, ou o suficiente, mas posso ter certeza que farei todo o possivel para que o meu esforço transforme os jovens em pessoas melhores, transformação esta pela qual eu e todos nós passamos.

Sigo, com isto, um destino inevitável de família. Muitos dos Martins e Moutinhos, seja por nome ou sangue, são professores ou pelo menos possuem inclinação para tal. Vocação herdada de todos os lados, da minha mãe, do meu avô, e de muitas gerações anteriores.

Nada disso teria sido viável sem a ajuda da minha mãe Marilena. Ela me fez entrar no CEFET, me colocou no curso pró-técnico, talvez mexendo os pauzinhos, falando com conhecidos. Era ela quem chamava professores particulares quando eu não entendia a matéria, que sentava comigo para corrigir meus trabalhos, e as vezes até ajudar a fazê-los.

Eis que a vida, estúpida e inconseqüente, levou minha mãe embora em 1994, no meio do curso técnico, do Gidat, do terceiro ano. Mas sua influência estava marcada, e o meu futuro garantido por tudo que ela havia feito.

Não quero deixar este post muito triste, afinal, lerei várias histórias muito engraçadas ao longo desta semana. Quero ainda agradecer ao meu pai Antonio por toda a força e dizer a ele que minha veia acadêmica e a vontade de ser professor veio também dos moutinhos-herculanos, e das longas conversas que tínhamos sobre física, matemática e outros, ainda quando eu tinha pouca idade.

Além disso, não posso deixar de agradecer a minha namorada Cristiane, que nestes quase quatro anos de convivência muito me inspirou a entrar na área acadêmica, e ajudou em tudo que fiz de bom na minha vida. Devo lembrar que ela se formou em pedagogia lá na UERJ, tendo eu participado de muitas aulas junto com ela.

Foi apenas durante a minha convivência morando com a Cris nestes últimos anos que percebi, muito por influencia dela, a minha vontade de ser professor. Ela me deu forças e incentivo para fazer o concurso, o mestrado e tantas outras coisas boas. Te amo muito Cris!

Agradecimentos mil! A todos que participaram, pouco ou muito, desta jornada de volta ao mesmo lugar de 1991, quando entrei no CEFET pela primeira vez e, como eu mesmo já havia escrito no incompleto livro "CEFETIANOS":

"Era uma segunda-feira naquele mês de maio
quando eu teria as primeiras aulas. Nem pude
perceber, mas naquela oportunidade eu estaria
conhecendo pela primeira vez a escola onde eu
iria estudar por muitos anos..."


Valeu!

Adriano Martins Moutinho é sócio fundador
e honorário da ABODAMM, que por enquanto
conta com apenas 1 sócio. Além de técnico
e exímio programador em Basic de MSX
Mais imagens exclusivas

Nova versão de Adriano com seu micro. Note a feição de maníaco ao ver uma anta fêmea em estado natural

segunda-feira, fevereiro 02, 2004

OS CANALHAS

No longínquo 1998 aconteceu uma das mais frustrantes experiências internéticas de Adriano Martins Moutinho, o belo.
Em uma época em que a internet fervilhava de brotinhos sedentos por machos bonito$ e charmo$o$, nosso herói da semana descolou um encontro com uma candidata a affair e sua amiguinha. No caminho (Adriano, pra variar, me descolou uma carona), vi uma foto que o mesmo havia imprimido em casa. A foto era pequena e com baixíssima resolução, com pixels estourados e cores de escola de samba de carnavalesco daltônico e retratava a parte de cima do corpo de uma garota vista de longe. O "apaixonado" don Juan marcou o encontro no terceiro andar do Shopping Tijuca, o point da playboyzada pobre-metida-a-rica da Tijuca, bairro preferido das celebridades de 15 minutos, dos velhos (que invadem o supermercado Mundial todos os dias só pelo prazer de apurrinhar os outros fregueses) e dos trombadinhas que usam Nike e assaltam com garrafas quebradas.
Ao chegar no ponto de encontro, magicamente, a paixão fulminante deu lugar à decepção cortante: a tal garota era mais feia que uma dor-de-barriga. Digo, ela não era tão feia, mas, de fato, era decepcionante perto da foto propositalmente mal-tirada. Eis que o Adriano me pergunta:

- E aí, a gente encara?

Nós ainda não havíamos nos apresentado às moças: havíamos apenas visto as mesmas de longe. Eu, na verdade, percebi que a amiga da criatura podia ser vista bem mais de longe: ela deveria ter o dobro do meu tamanho e o triplo da minha largura na época. Respondi, segurando as lágrimas de uma
possível execução:

- Pô, cara, sei lá... eu não encararia, mas também arrumaria uma desculpa só pras mulé não ficá plantadas ali. (minha concordância verbo-nominal e meu vocabulário sempre foram meus maiores orgulhos)
- Mas que desculpa?
- Ah, vc tem o celular dela?
- Tenho.
- Então diz que ficou engarrafado e não deu pra ir.
- Porra, Gustavo! Hoje é sábado!!! (minha inteligência, definitivamente não era motivo de orgulho)
- Então bota a culpa no carro: diz que deu defeito, que tá na oficina, etc, etc...
- É, pode ser. Mas eu vou ligar do orelhão porque... (não me lembro direito, acho que ele não queria que a guria soubesse o número dele, em todo caso, Adriano, complemente esta informação nos comentários)

Fomos os dois para fora do shopping e ele ligou do orelhão. Depois de dar a desculpa programada, o gargamélico rapaz começou a ficar vermelho e dizer "não, não... que isso? Não, tô no Méier, claro!!!". Quando desligou, perguntei o que houve e o envergonhado, mas feliz, clone do Brad Pitt falou:

- Ela viu o número no visor do celular e disse que sabia que o telefonema vinha de um telefone público na Tijuca...

Como todo bom canalha, Adriano havia negado tudo! Nunca mais veríamos as mocréias novamente, mas como nas comédias românticas do Tom Hanks, prefiro acreditar que o episódio terminou de maneira feliz: ambas foram contratadas pelo circo de Soleil como bucha de canhão do homem-bala e dublê de leão-marinho, ficaram muito ricas e viveram felizes para sempre e, o principal: BEM LONGE DE NÓS!!!

Gustavo Moore também é fã de South Park, Chaves, Hermes & Renato e outras paradas com mais de 5 graus na escala Richter de podridão, mas ainda não chegou ao ponto de gostar de axé-music.

domingo, fevereiro 01, 2004

PERSONAGEM DA SEMANA
ADRIÂNUS



Fevereiro é o mês do carnaval. E em nosso blog fevereiro será o mês onde desfilarão homenagens aos professores do CEFET. Por obra do destino, um de nossos colegas do GIDAT agora integra este honroso quadro, e portanto será o primeiro professor a ser homenageado. Os outros três encontram-se no quadro de avisos do blog, sendo os que mais nos apoiaram na realização do GIDAT, o Bit na questão burocrática como organizador da FETEC, o Zé Paulo na questão do braço mecânico e o Arídio no projeto da Central e do transmissor por luz de led (projeto sutilmente alterado por questões de falta de tempo de execução).

Como começar a falar de um dos meus maiores amigos do grupo? Bem a seu estilo reticente, estou começando a detectar que características posso falar deste ser bastante esquisito (toda semana essa frase vai estar aqui, não tem jeito) pelos seus gostos de certa forma ecléticos, sendo um admirador de rock pesado, de baixarias no melhor estilo Raimundos e South Park e um adorador de Chaves outras iguarias de igual escala de podridão-Richter.

Além disso, como já puderam notar, ele praticamente possui o micro como uma parte do seu corpo, sem um micro Adriano é um outro ser, muito mais limitado. O Velox e o conforto de um micro gêmeo ao meu (compramos os micros em conjunto, fazendo na época um excelente negócio) propiciam ao neo-docente horas de prazer profundo em downloads no Kazaa e jogos de todos os estilos. Sua namorada, Cristiane, de forma justa sente ciúmes da vantagem que o processador Intel possui no coração do rapaz, deixando-a de vez em quando em segundo plano. Essa vida de quem mora junto é muito complicada!

Adriano talvez seja o único que possui imóvel em seu nome comprado com recursos próprios de fato (auxiliado por uma grana de herança da mãe dele). Mãe esta inclusive, que deixou nosso mundo ainda durante o CEFET, fato que demonstrou a força psicológica que Adriano possuia naquela época, muitos sequer souberam da barra que ele passou.

Adriano no CEFET era um aluno discreto. Líder da ABODE (Associação de Baba-Ovos do Eugênio) no ano de 1992, discípulo de Sother, conheci-o um pouco melhor no curso de rádio que o Arídio promoveu, muito legal o curso por sinal. Adriano tinha bom desempenho em tudo especialmente na Educação Física, onde exibia seu físico de terceira idade precoce que já o acompanhava desde os tempos juvenis.

No GIDAT, teve um papel importante no braço, foi o responsável pelo desenvolvimento da interface e da programação do braço, sendo disparado nosso melhor desenvolvedor do grupo. Essa sua tendência auto-didata a essa área aos poucos foi o direcionando para onde está estudando atualmente, fazendo mestrado em Informática no NCE-UFRJ.

Por falar na sua veia de programador, Adriano sempre teve uma fama de escovador de bits, exímio programador em basic à época e dava umas raquetadas em Assembler parece. Seu ápice foi a criação do "Adrianoid", uma versão do Arkanoid que o Soneca a preservou por muitos anos, tendo sido perdida recentemente em função do disquete que o Soneca mantinha a última cópia sobrevivente ter bichado.

Adriano, desde os tempos de CEFET, identificou-se muito com aquele ambiente. Dono de uma organização de pensamentos privilegiada, sentia-se capaz de trazer conhecimento às futuras gerações, como professor de lá. Não sei se ele teve "um", "alguns" ou "muitos" musos inspiradores, mas o fato é que ele sonhava em estar um dia ali, podendo mirar o decote das garotinhas menores de idade enquando passa sua sabedoria.

Os anos passaram, e com a graduação da UERJ em Engenharia de Telecomunicações na mão (com CR final em torno de 8,5), surgiu a oportunidade de ingressar. Botou na cabeça que seria um mero teste, afinal contava com certa estabilidade na Globosat, onde trabalha desde 1996 como testador de colchonetes, ops, técnico de manutenção de equipamentos. Pois foi que, após uma aula brilhante onde mostrou seu potencial de organizar e estruturar uma idéia da qual se preparou brilhantemente, passou surpreendendo a si mesmo e a todos. Agora, Adriano é o nosso Prof. Girafales, é o fruto do CEFET retornando a este para produzir novos frutos.




Sergio Telles conta a todos que esteve com o Mimi e Tatiana ontem no Rio, e estivemos num flipper (pra não perder o hábito). Com relação ao Adriano, conto mais sobre ele durante a semana, tenho muito o que contar sobre ele, não lembrei nem 10% das coisas, é uma pessoa que quase sempre tive contato, e talvez meu melhor amigo já a um bom tempo.