quinta-feira, janeiro 22, 2004

CURIOSIDADE DA SEMANA
DE ONDE SURGIU O APELIDO MARQUISE?

O nosso homenageado desta semana possui um apelido que antecede nossa convivência, quando em 1994 mesmo ele passou a fazer parte da nossa turma, sendo ainda em 1995 colega de alguns de nós (quando nossa turma foi "rachada" em 3, em claro receio da força que possuíamos, não sei que tanto medo aqueles professores tinham de nós, devíamos ser conspiradores com excelente moral com o Diretor Geral inclusive, o que podia gerar uma faxina - que ainda se faz necessária e esperamos que o Adriano lute sempre pelos nossos ideais lá dentro).

Bom, a lenda sobre o apelido de Marquise é a seguinte: logo no início do CEFET, se não me engano em 1991, o mancebo Cláudio tinha uma vasta cabeleira (hoje substituída por uma bela pista de pouso de moscas e aedes aegypt de traficantes colombianos). Esta cabeleira transpunha sua proeminente e reluzente testa e fazia um belo de um topete (velhos tempos, hein Marquise?) que parecia mais a entrada do Edifício Edison Passos (sede do Clube de Engenharia, na Av. Rio Branco 120). Pois então, associaram aquela linda(?) cabeleira a uma marquise de edifício, originando o apelido que de tanto sucesso poucas pessoas lembram o nome verdadeiro deste polêmico rapaz.

Nas suas andanças teatrais, comprovando sua vocação artística e homossexual, o fumacento babuíno testudo adotou o nome artístico de "Cláudio Marckyze", o que era sem dúvida muita viadagem.

Atualmente, depois de anos, uma testa ainda maior e mais reluzente e uns quilinhos a mais que formam uma protuberância abdominal de grau indecente, porém com a mesma boca suja e sinceridade dos tempos áureos em que ele exercia sua vocação de "urubu" e catava todos os dragões disponíveis da área (de vez em quando ele até dava uma melhorada de nível, mas em geral ele era completamente "sem critério", como dizem hoje em dia), Marquise é um homem que vive uma relação estável com Dulce (não, não é a ex-Diretora de Ensino, ele curte coroa mais essa infelizmente já faleceu, ela era muito gente boa!) a 4 anos, e diz que ela é a mulher da vida dele. É possível que no casamento ele passe a assinar em seu nome o apelido que se tornou tão famoso que já parece mesmo um sobrenome do moçoilo caxiense.

Sergio Telles aturou Marquise, Adriano e Cris nesta segunda
numa reunião do pessoal. Fora a "divertida" confusão arrumada
com policiais a tarde, onde felizmente todos sobreviveram sem ferimentos.

quarta-feira, janeiro 21, 2004

ANTES TARDE DO QUE NUNCA...

O CHOPP DE DUPLO COLARINHO

Ano de 1995, inúmeras comemorações cercaram nossa formatura no técnico, dentre idas a Marius, a Maxim´s, ao Sindicato do Chopp... foi um ano muito concorrido. Muitos de nós éramos iniciantes no álcool, mesmo os mais velhos.

Marquise, que fumava desde que nasceu e já tomava umas canas desde que era bezerrinho, tava dando uma exagerada numa de nossas saídas no Sindicato do Chopp. Ao se virar de costas, derramei um potinho inteiro de sal no chopp dele, e o sal depositou inteirinho no fundo, ficando uma camada branca lá. Eis que o rapaz vira de volta e toma aquele líquido e afirma...

"NOOOOSSA, mas esse chopp tá diferente... tá muuuuuito gostoooooso..."

Já tava pra lá de Bagdá, ainda nos tempos do Saddam. Olhou para o líquido e se deparou com aquele torrão branco no fundo, um meio copo de líquido amarelo e mais um pouco de colarinho branco... quando complementou:

"Esse chopp tá esquisitão... tem dois colarinhos... mas uma coisa que nunca vi... nunca mesmo... tem um colarinho que foi pro fundo..."

Nessa a gente já tava mostrando pra ele o pote de sal vazio... ele quase matou a mesa inteira mas depois matou o chopp e jura que foi um dos melhores da vida dele...

Uma segunda história aconteceu em 2001 acredito, numa vez que decidimos sair perto da casa dele, no Centro de Caxias, numa pizzaria que ele dizia ser "a melhor da Baixada". Comi lá a pior pizza da minha vida, sem falar da amiga do rapaz que era coisa de cinema (trash, é claro, só que ela não seria diva, mas sim o monstro mesmo). Numa hora lá, pedimos uma pizza portuguesa em que veio um toletão branco redondo que não conseguíamos deduzir do que se tratava... Suspeitávamos ser um tomate verde... Mas Marquise, querendo tentar defender a "qualidade" do lugar cismou que era um provolone, foi que então o obrigamos a comer para saber, e, pena quem não viu, mas ele comeu o tomatão verde que nem cachorro come pedaço de carne de churrasco, você joga o bicho já engoliu.

A cara do Marquise de arrependimento valeu aquela noite, que ficou marcante pelo nó que nos perdemos entre a casa do Brasil e o Centro de Caxias, onde no meio do caminho tinha uma praça em que saíam 5 ruas sem nenhuma sinalização, demos um monte de voltas, passamos pela tal praça umas 7 vezes até conseguir achar a saída...

Sergio Telles lembra também duma dessas saídas em que foram 9 num Fiat Uno para a Barra encher a cara no Bar do Oswaldo... essa eu acho que ninguém do nosso grupo estava, mas eu sei que cheguei em casa meu tênis tinha catchup nele, para se ter idéia do nível da baderna... Velhos e deliciosos tempos de estagiários milionários nós tínhamos!

terça-feira, janeiro 20, 2004

MARQUISE, O ÁGUIA DE DUQUE DE CAXIAS

Ruy Barbosa foi um grande político e intelectual do início do século passado. Apesar de jamais ter virado presidente, vítima de não ser do esquema "café-com-leite" que elegia políticos mineiros e paulistas como presidentes, foi um brilhante senador e por sua genialidade e capacidade de negociar criou inclusive uma imagem muito boa da diplomacia brasileira, até hoje em dia exemplo para o mundo. Por essa importância, os seus contemporâneos o tratavam como o "Águia de Haia". por tal habilidade em um Congresso Internacional ocorrido em terras holandesas em 1914, se não me engano.

Pois nosso amigo Marquise foi o Águia de Duque de Caxias do GIDAT. Esteve representando nosso grupo em terras paulistanas com enorme sucesso, sendo que o mesmo prometeu contar para nós sua saga na viagem a São Carlos com o BITT, jamais revelada. Complementando, teve a missão de palestrar por duas oportunidades para o Auditório 2 (o da Física) completamente lotado sobre o tema "Laser e suas aplicações", aproveitando-se de sua capacidade didática e do bom potencial de voz para superar aquela multidão de 200 alunos ávidos pelas novidades. E ainda teve a missão de conseguir as holografias (junto comigo e o Brasil) junto ao Prof. Lesche da Física da UFRJ, e ainda teve a difícil missão de comunicar ao prestativo colaborador o fim que o Brasil (BRASIL, DE UMA VEZ POR TODAS, BRASIL!!!) deu às holografias artesanais feitas com tanto carinho e dedicação em combinações de jogos de espelhos que exigem profundo saco e precisão.

Ocorreu uma palestra cerca de 2 ou 3 meses antes, a gente já tinha tanto material do Laser pois atuávamos em parceria com o Célio da Mecânica que praticamente foi mais um membro do Laser bem como o auxílio do pessoal da Coordenação de Física capitaneada pelos professores Gaetani e Lemos. Possivelmente na palestra feita durante a FETEC, quando já tínhamos a fibra óptica e os outros materiais, Marquise demonstra todas as potencialidades desta maravilhosa fibra, que incrivelmente podia transmitir luz por seu duto interno espelhado independente do trajeto a ser feito. Em sua demonstração parecendo uma serpente indiana, Marquise apontou a caneta laser numa ponta da fibra óptica e na outra ponta jogou puro raio de um laser de semi-condutor (baixa potência porém excessivamente concentrada, o que pode causar danos à vista como o próprio Marquise parece sofrer na vista esquerda por excesso de exposição a raios laser) pra cima da platéia, que num movimento semelhante a uma "ola" fugia daqueles raios onde ele parecia o próprio Darth Vader com o sabre de luz numa batalha com o Luke Skywalker.

Marquise exibindo as propriedades da fibra óptica durante a palestra



É bem possível que a Coordenação de Física ainda tenha cópia da primeira palestra, pois eles na época registravam tudo pelo pessoal do Prof. Clemente que era diretor da sala de recursos audiovisuais, que ficava perto ali da Física naquele corredor entre o A e o Bloco E, perto do Serviço Médico e era quem cedia os retroprojetores e as câmeras de vídeo (canhão de luz nem pensar). Eu botei uma parte dessa gravação naquela fita de making-off do GIDAT, onde inclusive eu aparecia com lindas madeixas parecendo a Cachinhos Dourados e com um corpinho de 70 kg!!! Quem vê, acha que é meu filho.

Pois Marquise de habilidoso diplomata não tem é nada. Dono de uma língua afiada como Facas Ginzu, ele sempre com suaves afirmações especialmente com nossos parentes (uma vez ligou pra minha casa e confundindo a voz do meu pai com a minha, o chamou carinhosamente de "seu viado", o que tornou Marquise uma persona non grata na Ilha do Governador e adjacências e se não me engano, fez o mesmo com o irmão do Brasil - esse sim hoje em dia um diplomata do Itamaraty), como também tratava carinhosamente nossos professores.

Em uma aula do Lincoln, este professor que sempre era muito rígido e por muitas vezes tinha um tom debochado nas afirmações, o que criava certo ódio em alguns alunos em função da forma ríspida e o clima tenso que era criado, Marquise após uma daquelas teorias do Lincoln sobre métodos pedagógicos do tempo das cavernas, veio a esbravejar, em tom irônico:

- Mas o senhor, se considera um excelente professor?

A turma foi abaixo com tal atrevimento, e junto as notas da prova seguinte. Porém, Lincoln fazia mais era pressão psicológica mesmo, suas provas eram fáceis e o tempo para fazê-la mais do que suficiente, mas de fato o método de ensino do professor era bastante ultrapassado, espero que hoje em dia, até pela experiência acumulada e pelas reciclagens que deve ter feito, esteja mais adequado a realidade do século XXI no ensino técnico.

Em outro momento, numa aula do professor Didi Mocó de Sistemas de TV (o nome dele era Aécio, bem merda como o governador de Minas mesmo), após aquelas enrolações no melhor estilo Mauro Otto que o sofrido e sofrível professor tentava nos dar, após centenas de bocejos, alguns gritos loucos do Renan (aquele que foi orador da formatura, um cheirado doidão que depois de dar dois todas as fórmulas em eletrônica resultavam em raiz de 2) e uns xingamentos da Soama (uma menina chata que implicava com todo mundo e resolveu perguntar pro Didi Mocó se ele era formado mesmo uma vez, dando o maior rebu), do nada Marquise do alto de sua sabedoria e com a classe de um rinoceronte copulando declara, para quem quisesse ouvir:

- ESSA AULA DE TV É TÃO MERDA QUE EU APRENDO MUITO MAIS SOBRE TV EM CASA, DEITADÃO E PELADO, VENDO MINHA NOVELA OU UM JOGUINHO. MUITO BOA NOITE PARA VOCÊS, QUE ATURAM ESSE BOSTA!

Professor Didi Mocó incrédulo ao escutar tamanha pérola do Marquise


E se mandou... nem preciso dizer mais nada, a turma caiu na gargalhada, o paraíba desmoralizado nem falou nada, fingiu não escutar, e a monotonia correu por mais um tempo, sem mais a presença deste lustroso ilustre...

Sergio Telles adicionou ao seu linguajar
cerca de 300 expressões grosseiras aprendidas
com seu amigo Marquise. Ah, e quem é fresco
com lance de grosseria tem mais é que dar o cu!
"O Darth Vader de Caxias"

Quando bolamos as semanas de homenagens, tentamos manter uma relação de importância para o Gidat na ordem dos mesmos. E quem mais poderia estar na segunda semana senão o lado escuro da força? O Sr. Claudio Sá Borges.

Possuidor de uma magnânima e incomensurável mente, sendo também conhecido como Markizie, foi de suma importância para um dos projetos mais interessantes do Gidat - o laser.

Apenas o Soneca, homenageado anteriormente, teve tamanha influência sobre o grupo. Markizie trouxe para o nosso stand um potente laser e outras informações técnicas e montagens, além de ter dado várias palestras sobre o assunto, em uma época em que não tínhamos ainda nem 18 anos.

Cláudio foi responsável por 1/3 do projeto do Gidat, correndo atrás de material até mesmo fora do Rio de Janeiro, merecendo toda a nossa admiração e respeito!

VALEU MARKIZIE!!!!

Adriano Martins Moutinho
é campeão mundial de Pitfall
e acha legal que o Markizie
tenha parado de fumar,
pois ele pareceria um viado
baitola se continuasse.

domingo, janeiro 18, 2004

PERSONAGEM DA SEMANA
MARQUISE



Nosso personagem esta semana nada mais é que nosso líder (i)moral Cláudio Sá Borges, caxiense de corpo e alma, um verdadeiro lutador que apesar das adversidades que a vida apresentou conseguiu ter seu espaço.

Possui um gênio forte que logicamente rende boas histórias, que serão contadas nessa semana. Possui talento artístico, não decepcionava nem um pouco em suas apresentações no auditório abafado de carpete do Bloco I, como no "Sapato Vermelho", entre outras que nem lembro mais.

Dos membros do GIDAT, Marquise foi o único que não ingressou no CEFET em 1992, inclusive ele tinha repetido o ano anterior e caído em nossa turma. Dos integrantes do GIDAT, além dele, apenas o Jota e o Betoni não faziam parte da enturmação original da 1AELT, antes de serem executadas as transferências de turno.

Marquise exerceu uma liderança diferente mas importante. Com seu jeito descontraído e a experiência das montagens de teatro, auxiliou muito na parte de adaptar o ideal pro real do projeto do GIDAT, especialmente nos momentos decisivos, da semana anterior da FETEC. Tinha uma capacidade excelente e um domínio bastante forte do assunto do Laser, inclusive porque esteve com os principais contatos que fizemos para essa pesquisa, o Prof. Lesche do Instituto de Física da UFRJ (o dono das famigeradas holografias do Brasil) e também em São Carlos, visitando a empresa que cedeu o laser de hélio-neônio bem como a caneta laser, uma leitora de código de barras e um pedaço de fibra óptica, hoje em dia materiais de relativa simplicidade porém à época eram novidades no Brasil.

Nosso colega tinha forte participação extracurricular dentro do CEFET, no mesmo grau ou até superior à minha... participou do Grêmio (como gestão e como comissão eleitoral), de Grupos de Teatro, foi apresentador da TV CEFET (onde ele fazia caras e bocas que o levaram a faturar umas "gatiiiinhas" como aquela menina morena que ele andou catando, lembram?) dentre outras coisas que pintavam, ele estava dentro.

Com seu jeitão rebelde, língua solta e uma aparência um tanto curiosa, esse ser das trevas com seu andar militaresco era muito cativante e conhecia mais de meio CEFET. Era uma referência em termos de honestidade e confiabilidade, originárias pela sua sinceridade. Como era o mais velho dos integrantes do GIDAT e único maior de idade à época, foi o responsável pela movimentação financeira do Grupo e o único que podia viajar com o Bit pelo CEFET a São Carlos.

Atualmente Marquise ainda mora com a mãe, acredita-se que seja Administrador de Empresas formado ou quase pelo próprio CEFET (o único dentre nós que fez a graduação lá também, eu cheguei a passar pra Engenharia de Produção em 1999 mas larguei o curso logo no início, quando decidi de vez que Engenharia não era minha praia) e deve continuar a mesma figura de sempre. Ao longo da semana ele já deverá estar postando no blog e contará mais da vida pós-CEFET dele.

Sergio Telles confessa que tinha admiração pelo Marquise desde antes de conhecê-lo pessoalmente e aprendeu muito com este atrapalhado porém muito sincero e humano amigo. Espera poder contar com o convívio deste desgarrado novamente.
ONE TWO THREE FOUR...

Desta maneira começava a grande maioria das rápidas e parecidas músicas do grupo Ramones. Assim: rápido, sem vírgula, sem pausa. Uma música barulhenta e de final repentino e que transmitia muitas vezes letras de protesto tolas com melodias alegres que como resultado te colocavam "pra cima".
Eu me lembro de ouvir muitas dessas músicas na época do CEFET, assim como a de seus "sósias" brasileiros, os Raimundos. Gostava das letras bobas e pensava "afinal, por que as pessoas mais velhas recusam tanto esse tipo de música?". Era impossível pensar, por exemplo, em um professor da época ouvindo um "Puteiro em João Pessoa" ou outras melodias de similar sutileza.

Hoje, ouvindo algumas pérolas da Música Podre Baiana, acho que entendo a posição daqueles que nos criticavam: a maturidade nos faz pensar com sensatez e responsabilidade. Começamos a nos perguntar o porquê daquela baboseira - a racionalidade nos torna obtusos - então passamos pelo mesmo processo que muitos de nossos pais e professores já haviam passado anteriormente.

Chegando ao ponto: nosso colega Adriano está prestes a entrar no seleto clube dos professores que tanto sacaneávamos. Com esforço e talento ele chegou lá e nada mais posso fazer além de dar os meus mais sinceros parabéns. De todos nós, talvez ele fosse o que mais se dedicasse não só à eletrônica, mas à instituição propriamente dita. Tudo o que ele fez desde a matrícula, de alguma maneira, levava ao CEFET, ou o tinha no percurso, ou começava nele. Não posso falar dos outros colegas por falta de conhecimento de causa, mas eu, por exemplo, nunca quis nada com a eletrônica. A minha indiferença, causada por total falta de vocação, em um ano se transformou em dasagrado e, logo depois em raiva. Isso tudo terminou em uma repetência, três dependências e um curso concluído na base do "tenho que me livrar desta merda!!!". O CEFET pra mim era apenas um ponto de encontro com os amigos, um lugar onde eu conversava, desenhava nas aulas que não gostava (especialmente os famosos cineminhas em livros de português e física) e me via livre depois de uma manhã. O Adriano parece ter, não só se adaptado, como adotado o colégio como a segunda casa. A minha alegria no CEFET era tola, intensa e fugaz como uma música dos Ramones e a do Adriano era suave, quase imperceptível, mas duradoura, como em uma música clássica. E foi ela que, no fim o trouxe de volta.

Agora que o CEFET terá um professor que gosta de Raimundos só me resta dar ao novo mestre o velho conselho: não se torne aquilo que você sempre criticou. Evite as panelinhas, não forme uma ABODAD. Apesar da estabilidade no emprego, não mate aulas pra frequentar o Ceará (ou o flipper, assim como eu fazia), não torne os momentos de humor de suas aulas mais importantes que os de instrução, não seja omisso, mas também não se intrometa demais, não desmunheque em sala de aula (vamos lá, eu sei que você consegue!), não marque alunos em particular: se algum aluno não te agradar, pense que a recíproca também pode ser verdadeira e que há alguns anos você poderia estar na mesma situação dele.

Tá bom, tá bom... é muito "não", mas nenhum é tão difícil de cumprir. É só dispensar aos raimúndicos adolescentes a mesma atenção que você gostava de receber e lembrar que algum deles pode ser inspirado por você a ocupar uma cadeira a seu lado daqui a alguns anos, dando o mesmo retorno à sociedade que você está para dar.

É, meu chapa, o tempo passou rápido como uma música dos Ramones, mas um novo tempo está pra começar em sua vida. Quando começa?.. One two three four...

Gustavo Moore é um filho da p*** que me deve a maior grana!!!