sexta-feira, outubro 08, 2004

"O que será do amanhã, como vai ser, o meu destino...?"

Falamos muito de 1994... agora talvez seja um momento de refletir... e em 2014, o que será de cada um de nós? Se hoje em dia temos já espalhados em 2 continentes gidatianos, imaginem quanto tivermos beirando os 40 anos, onde estaremos. Acho que é um tema que renderá mais alguns posts e comentários, portanto lanço como um exercício de previsão. Posso prever alguns, com certo grau de precisão:

- Adriano (mais fácil) - estará dando aula no CEFET, casado com a Cris a mais de 10 anos e com uns 2 filhos pentelhos (apesar de eles não quererem). Portanto, continuará morando no Rio, possivelmente exatamente onde já mora. Será o ponto de encontro das reuniões esporádicas que iremos fazer, quando um grupo de pessoas estiver por aqui pela cidade;
- Gustavo - estará com muitos projetos, subirá dentro do InfoGlobo e ainda morará com os pais, e continuará sem comer ninguém e reclamando que todas as mulheres do mundo possuem "sinusites" como costuma afirmar. Outro que não sairá do Rio;
- Sweet - finalmente vai parar de enrolar a Luana ao anunciar o casamento no final de 2014, cuja cerimônia ele chegará de táxi, afinal até lá não terá adquirido um carro. É possível que vá morar em Niterói;
- Brasil - Concluirá a duras penas seu doutorado, e passará para a Universidade de Rondônia, indo dar aula em meio a cobras e onças. Com isso, terá que sobreviver seu relacionamento com a Márcia de forma virtual, através da internet. Isso se os ET´s não o levarem de volta de onde ele veio.
- Jota - Outro que manterá as raízes na cidade, na direção de seu conglomerado de panificações e fábricas de enxugar gelo. Seu patrimônio será tamanho que levará o Brasil à liderança mundial em gelo seco (produto final da fábrica), desenvolvendo um método exclusivo para exportação do produto que vem acoplado com o luso "dando uma polida" durante a viagem. Logicamente, estará morando no Rio ou em arredores;
- Betoni - Após beber mais que o Zeca Pagodinho e completar seus estudos na Alemanha, será tragado para o Oriente e estará trabalhando na Índia, o país do futuro. É o sonho da vida dele conviver com aquela cultura milenar e asseada. Virá ao Brasil no final de 2014 pra me dar umas porradas porque eu acertei a previsão.
- Bruninho - Irá trabalhar em São Luís do Maranhão, novo pólo industrial-exportador brasileiro, e após cansar-se de leitinho, dedicará suas horas livres ao cultivo do palmito, sua nova adoração. Irá casar com uma maranhense (do interior).
- Beto - Acho difícil que esteja na França até 2014, pois até lá será considerado "persona-non-grata" devido a suas histórias de pescador que em francês devem convencer menos ainda. Virará escritor de ficção científica e lançará um best-seller que conta as aventuras do Brasil em Rondônia. Provavelmente morará na Espanha ou na Itália, na costa do Mediterrâneo, onde poderá pescar sossegado e se inspirar para novas histórias. Será um morador famoso em sua cidade, sendo atração turística local ir ouvir as lorotas.
- Mimi - Terá até lá uns 4 moleques correndo pela casa sem parar, e deverá ser transferido para o Rio, finalmente, depois de ter corrido diversos lugares do país, incluindo Rondônia, passando uns tempos hospedando o Brasil na sua residência militar. Até lá, o Rio parecerá mais com uma selva do que Rondônia, e ele será transferido pra cá por "merecimento".
- Garga - Em função de um tratamento de fertilização artificial, sua esposa terá um filho e finalmente ele poderá começar a fazer sexo com ela. Ele não agüentava mais esperar. Em função de outro tratamento, não brochará mais. Será que vai haver tratamento também para mau-humor? Ainda estará morando em Petrópolis, sua amada terra.
- Soneca - Infelizmente, não mudará muita coisa. Espero que não esteja ainda na Embratel até lá, muito menos morando com os pais e enrolado nas contas. Também esperamos que páre de ter caso com o EDVAAAAARRR, que até lá deverá estar casado e isso é feio, ficar traindo homens comprometidos. Caso tome vergonha e se forme, deverá estar trabalhando com algo ligado a som e música, seu maior sonho. Deverá ir morar de vez pela Ilha Grande, de onde terá acesso ao mundo normal através da internet.
- Flávio - Estará morando com a quinta ou sexta mulher da vida dele, em algum canto de nossa região metropolitana. Revolucionará o mundo jurídico, conquistando num concurso uma vaga para Juíz de Família da 24ª Vara que tratará exclusivamente de processos envolvendo a trupe GLS. Será uma vara bem liberal, topará tudo que vier pela frente. Estará mais maluco do que nunca, e terá um "personal-driver" (vulgo motorista) que o conduzirá mais rapidamente para todos os lugares. Apesar da distância, ainda implicará sempre que possível com tudo que o Soneca faz, e mesmo com o Brasil em Rondônia continuará admirando seus pêlos e sua forma atlética. Nos fundos da sua vara de família será plantada uma pimenteira que arde noite e dia.
- Marquise - Estará trabalhando no interior de São Paulo ou na periferia de Belo Horizonte em algum pólo metal-mecânico, como setor de compras ("enrolador/enganador"). Talvez possa ser absorvido pelos pólos emergentes no sul do país ou em Fortaleza ou São Luís. Terá diversos casos em diferentes cidades, cada mulher mais broaca que a outra e dentre elas alguns travecos também. Teremos que ir defendê-lo em alguns processos por conta de pensão alimentícia.
- Eu - Não quero fazer previsões para mim mesmo. Se tiver vivo, já estarei contente. Espero estar com mestrado e doutorado concluídos na área de transportes e morando em algum lugar que me dê boa qualidade de vida e segurança, além de um monte de mulher me dando mole. (ou seja, o Rio é pouco provável que eu fique). Espero as gracinhas sobre meu futuro nos comentários.
- Paulinho - Como a gente num sabe nem o que ele faz em 2004, é difícil saber o que ele fará em 2014. Talvez esteja ele aqui no blog postando sobre nós todos.

Sergio Telles não é a Mãe Dinah mas prevê que os números da Mega-Sena para o próximo sorteio são 04-14-18-19-27-44. Se algum de vocês ganhar, favor entrar em contato pelo 266-meia mole-meia dura e ser gentil comigo, doando parte do prêmio em função dos direitos autorais.

quarta-feira, outubro 06, 2004

EDUARDO, O ÍMÃ DE VEXAMES

Uma das características mais marcantes de "Seu Mininu" é a capacidade que ele tem de atrair pra si situações embaraçosas. Uma vez, quando voltava de niterói de madrugada (o que é que ele pode ter ido fazer lá?), um afro-brasileiro afeminado pergunta no curral do ônibus:

(dramatização)

- Hmmm... pofo pagar a pafagem pra vofê, bofe?
- Oooh, que isso? Não precisa não...
- Eu infisto!!!
- Ah, obrigado... pode deixar, não se incomode!
- Não é incômodo nenhum! Eu pago com o maior prazer!!

Sweet, que é pão duro que nem o Tio Patinhas, mas não tão endinheirado, resolve ceder.

- Oooh, você faria isso por mim??? Puxa, você é um cara legal!!! Você é meu amiiiigo!!! Como é bom encontrar pessoas solidárias e desinteressadas!

Sendo madrugada, Eduardo pôde escolher qualquer lugar na condução para se sentar, mas não contava (mesmo?) que o gayzão fosse sentar bem ao seu lado. Eis que o Lacraia Cover solta:

- Vofê é um rapaz bonito, hein, bofe? Qual é feu telefone? A gente podia marcar...
- Oooh, desculpe... eu sou compromissado!!!! Eu mereço ser punido por isso, mas eu estou comprometido!!!
- Ah, imagina, lindão, pode trazer ELE também! Eu não fou fiumento.
- Não, desculpe discordar, mas é que eu gosto de, ahn, bem, mulher, sabe?
- Calma, meu Hércules de óculos. Comigo vofê nem vai notar a diferenfa!!!

Assim, o afeminado clone do Lafond foi tentando convencer o pobre Woody Allen Jr a, digamos, "afrouxar" a arruela. Pra sorte dele(s), Eduardo é um tipo muito teimoso e se mostrou irredutível - e ainda ganhou uma passagem grátis!!!

Algum tempo depois, lá em Maricá, ele passeava com a namorada que ele tinha na época. Ia na frente de toda a galera que já vinha os zoando por algo que eles já faziam há mais de 4 anos (ou melhor, que eles não faziam!), quando uma brasília amarela com alto-falante passa vendendo laranjas:

(dramatização)

- LARANJA! LARANJA! LARANJA! QUEM VAI QUERER AS LARANJAS? LARANJAS VINDAS DIRETO DA GRANJA(???), OLHA A LARANJA AÍ... EI, VOCÊS DOIS! É, O CASAL! ISSO É NAMORO OU AMIZADEEE?

(em tom de voz inaudível)

- É namoro...
- NÃO OUVI! É NAMORO OU AMIZADEEE?

(em tom de voz ainda mais baixo)

- É namoro...
- TÁ NA CARA QUE É AMIZADE! PAMONHA! PAMONHA! PAMONHA!

Se houvesse um buraco na terra, Eduardo enfiaria a cabeça lá. O fato é que buracos haviam de sobra no local, mas de todos eles emanavam risos direcionados a sua pessoa!

O último evento, segundo a cronologia seria o do dia em que ele estava em Fortaleza com nosso chefe. Andavam pela calçada quando um indivíduo estranho distribuindo panfletos olha pra ele e diz, entregando um papel:

(dramatização)

- Espero vofê lá, tá bom?
- Oh, obrigado!!! Nem sei onde é, mas vou siiim!

Quando resove olhar o papel, etava escrito: "Baile de Gala - Miss Brasil Gay"

Por algum motivo, o panfleteiro achou que ele era um frequentador em potencial da boate. Nem vou me prolongar em zoar esse episódio, até porque até hoje ele é zoado no serviço.

Gostaria que nossos 4 leitores enviassem sugestões de como o Sweet poderia se livrar do assédio constante dos vexames cotidianos. O único que eu posso dizer é: ande mais com o Brasil, porque ele é uma moça!

Gustavo Moore disse que sua vida é um livro aberto. Um livro beeeem chato!

domingo, setembro 05, 2004

Aniversário do Bruninho, o Rei do Leitinho

Hoje, dia 5 de setembro, comemora-se o aniversário do Bruninho, nosso GIDATiano morador de Vitória, que no ano de 1994 foi uma das vítimas dos ataques terroristas, sendo o mais grave ocorrido em 11 de setembro, quando ao atacar o Adriânus a sujeirada foi tão grande e a participação de pessoas de fora do nosso grupo, encerrou a série bem-sucedida de 'brindes" aos nossos aniversariantes, com farinha no Brasil, leitinho no Bruninho e um troço nojento podre no Adriano (e em quem tivesse por perto).

terça-feira, agosto 31, 2004

E POR FALAR EM EVOLUÇÃO...

Lendo a revista "Hype" deste mês, não pude deixar de notar um artigo falando sobre o ano de 1994. Havia grande destaque para o rock no citado ano, pois surgiam o Oasis, os Raimundos e havia sido lançado o acústico do Nirvana, póstumo de Kurt Cobain - o maior músico da década de 90, foda-se o Renato Russo da década anterior.

É impressionante como aconteceram coisas importantes em anos terminados em 4: em 1914 começava a 1a guerra; em 1954 suicidava-se Getúlio Vargas; em 1964 houve um golpe militar; em 1994 morreu o Senna (não foi traumático pra mim, mas temos que reconhecer que as transmissões esportivas perderam muito da graça de antes) e o Brasil foi tetracampeão com um time medíocre.

Ainda me lembro de como era uma tortura, por exemplo, gravar uma música qualquer: eu colocava uma fita na vitrola, sintonizava o rádio e ficava esperando alguma música decente tocar. às vezes depois de horas de espera, eu podia gravar uma música sem o início (tinha que esperar começar a música para identificá-la), com uma qualidade apenas razoável, muitas vezes com aquelas malditas vinhetas da rádio. Ainda haviam os locutores imbecis que faziam questão de falar antes de a música terminar, de modo que horas de espera iam direto pro ralo, assim como a medalha de ouro do maratonista agarrado pelo maluco em Atenas. Pra piorar, quando se conseguia gravar uma fita inteira (pura questão de sorte, já que a fita sempre acabava no meio de uma música), bastava ouvi-la mais de cinco vezes para que a qualidade da mesma começasse a cair e o som ficasse completamente abafado em menos de um ano. Hoje, com uma boa conexão podemos baixar uma música em alguns minutos com qualidade de CD, sem gastar muito dinheiro em um disco com 12 músicas ruins e apenas uma boa. Agora eu entendo a raiva das gravadoras, afinal, é preciso que o artista tenha muita qualidade pra fazer um CD com muitas músicas boas que justifiquem a compra.

No início da década de 90 era difícil e dispendioso se piratear um CD (ver meu post anterior), a pirataria de LPs só havia emplacado no meio underground e, mesmo que emplacasse no mainstream, já seria muito tarde para aplicá-la naquela época de transição de tecnologias. A única opção mesmo era a heróica, a subversiva, a qubradiça, a mofável e inaudível fita K7.

Falta de qualidade à parte, hoje em dia, com a facilidade de acesso mesmo às gravações mais raras, vivemos um revival de anos 80, em especial das coisas mais trash. Já fui em festas que tocavam, entre os dances e rocks habituais, músicas tipo Gretchen e Balão Mágico, que seriam tremenda mente criticados (inclusive por mim) cinco anos antes. Meu grande medo é que daqui a dez anos haja um revival dos anos 90 e 2000 e que a galera vá ao delírio ao ouvir Kelly Key, Tchan e Padre Marcelo (que por essa época será papa). A Simony vai fazer filmes pornô com o Jairzinho, a Sandy terá seu quinto filho, o Júnior assumirá a masculinidade, deixando todos de queixo caído, o Schwarzenegger será presidente dos Estados Unidos, a Madonna virará freira, o Rodolfo dos Raimundos, pastor e o cara das Casas Bahia alçará vôo em sua carreira em Hollywood. Só espero que até lá o Garotinho não seja nosso presidente. Que Deus nos proteja.

Gustavo Moore daqui a dez anos terá sua foto publicada no Aurélio, junto com o verbete "burro"


segunda-feira, agosto 09, 2004

Ainda sobre a evolução tecnológica...

Não poderia deixar de citar que naquela época a gente ainda entregava trabalhos escolares feitos em papel almaço, com figuras recortadas ou xerocadas e coladas, encadernadas naquelas capas com um grampo que sempre ficava enferrujadasso...

Computadores à época tinham limitação de memória, HD ridiculamente pequeno, só tinha como trocar arquivos por disquetes (afinal nem internet existia), impressoras que levavam horas pra imprimir e saía uma porcaria, softwares com limitações grandiosas em função das limitações do hardware existente.

Com relação a meu trabalho no GIDAT, sobre Laser, o que era "novidade" à época, fibras ópticas, laser de semi-condutor, leitores ópticos, hoje têm às dezenas na casa de quase todo mundo, fora o comércio que hoje praticamente 99% abandonaram aquelas registradoras barulhentas (ainda podemos vê-las em algumas padarias, quase que como relíquias) e agora usam leitores opticos para registrar automaticamente o preço dos produtos, podendo tb com alguma sofisticação promover controle automático do estoque também. Fora que as redes de fibras opticas correm estradas e conectam diversas regiões do país, com uma capacidade elevadíssima de transmissão simultânea.

E para obter uma foto escaneada, a dez anos atrás? Precisávamos ir numa empresa especializada, haviam umas 2 ou 3 na cidade, e pagar uma nota pelo serviço, fora o tempo de espera. Hoje em dia, pode tirar foto diretamente digital, pode escanear uma foto tirada em máquina tradicional, pode captar imagens via web cam e mandar ao vivo... uma evolução infinita...

Os celulares que eram para poucos, pesados e que viviam carregando o tempo todo, hoje possuem bateria que dura até 1 semana e uma infinidade de opções que deixam em segundo plano o objetivo principal, que era conversar.

Para pesquisar um assunto, então? Semanas perdidas em bibliotecas ou mandando cartas para especialistas no tal assunto que você precisava estudar, até conseguir coletar uma pilha de livros dos quais diversos deles estariam obsoletos... Hoje em dia, vai num Google e em segundos milhares de páginas se não te dão a resposta com a dimensão necessária, apontam caminhos para livros ou outras fontes de pesquisa que tenham o conteúdo desejado, num piscar de olhos. A disseminação do conhecimento evoluiu nesses 10 anos muito mais que em toda a humanidade até então, em função da internet e da melhoria das demais mídias existentes.

Na questão dos costumes, pouca coisa melhorou. Se já não precisamos mais pagar 1 milhão de cruzeiros por um lanche, que amanhã poderia estar custando 1,5 milhão, sofremos um certo empobrecimento ao longo desse tempo. Trocar de carro já não é mais tão fácil, pagar despesas básicas como serviços públicos, transporte, saúde e educação tornaram-se caríssimos, consumindo quase tudo que conseguimos ganhar. Arrumar um emprego já não é questão de apenas procurar, e diploma tá muito longe de ser garantia de vida estável. A maioria das carreiras dependem de constante atualização, oferecida em cursos que são mais caros que sua remuneração esperada e que a maioria das empresas não quer bancar pros funcionários.

A violência já era alarmante a 10 anos, com arrastões, muitos seqüestros, assaltos a banco, mas atualmente a situação está mais próximo de guerra civil, com áreas de domínio pleno do tráfico e de impedimento da entrada do Estado constituído (criação de estados paralelos dentro do espaço urbano). A sensação de corrupção é maior atualmente que era a 10 anos, especialmente na esfera estadual, entregue a Rosinhas e Garotinhos da vida. Considerando que nosso governador a 10 anos era Nilo Batista, não houve muita evolução nesse aspecto. A prefeitura só retrocedeu, pois manteve nos 10 anos o mesmo Cesar Maia de sempre, cada vez mais inoperante. No governo federal, se tinha o topete do Itamar e agora se tem a barba do Lula, sem sombra de dúvida uma evolução.

E na sociedade, parece-nos melhor, uma vez que Carlas Perez já não são mais as estrelas do momento, esse ano a maior estrela até agora foi a Juliana Paes, que ao menos é uma atriz com talento (e QUE talento...) Não está sendo um ano em que morreu estrelas como Kurt Cobain, Ayrton Senna e o Mussum (viva o Mussum!), mas sim dos malígnos Brizola e Roberto Marinho, só falta agora o Papa pro mundo ficar perfeito!!!!

Sergio Telles posta pela primeira vez após ter completado 27 anos.

As velhas novidades de outrora...

Quando paro pra pensar nas coisas que considerávamos novas há dez anos, quando éramos meros estudantes do segundo grau, percebo o quanto o tempo passou.

Uma vez eu conversava com o Adriano enquanto a turma esperava no curral para ir pra educação física. Ele me falou a seguinte pérola:

- Pô, eu queria mesmo é um Sega CD... já pensou? jogar num videogame com a potência do mega-drive com a qualidade de CD?
- Mas o CD é muito caro! Será que não dá pra piratear um CD?
- Ah, dá mas não vale a pena... já pensou alguém comprar um leitor laser pra fazer isso? sem falar na memória que esse troço deve gastar! Não vale mesmo!

Dez anos depois, o Mega Drive virou uma relíquia, o CD virou a mídia mais pirateada e o Sega CD, bem, ele não viveu tempo suficiente para pegar o boom da pirataria. Aliás, na época eu soube que o Mimi tinha acesso em sua casa a um micro com CD rom. Eu fiquei maravilhado.

- Cara, como é um programa em CD rom?
- É fantástico! Tem centenas de imagens e opções. O troço consome tanta memória que tem que ficar carregando. Aliás o HD tem menos espaço que um CD!
- Caraca!

E o videocassete então? Na época em que um vídeo 4 cabeças era um luxo, começavam a aparecer os 5 cabeças - simplismente demais! Demais mesmo era apertar a tecla SAP e ouvir os filmes na língua original! Foda é que era só na Globo, onde uma das poucas séries que passavam era o (argh!) Barrados no Baile!

Bem verdade que algumas coisas não evoluíram: de fato o Windows 95 não foi a maravilha que se anunciava, não houve uma explosão nas vendas dos aparelhos de fax e a Vera Fischer ainda é considerada um símbolo sexual. Nós ficávamos loucos com os filmes nacionais cheios de sacanagem que assistíamos na CNT nas madrugadas de segunda (ou sábado, sei lá!) e o Maluf ainda se dá bem nas pesquisas eleitorais. Há dez anos atrás, muito dificilmente o Ratinho ou o Big Brother fariam sucesso. É... infelizmente a evolução tecnológica e a social não andam juntas...


Gustavo Moore, por sorte não tinha dinheiro na época pra comprar um Jaguar (o videogame, não o carro).


quinta-feira, agosto 05, 2004

27 anos de bem-aventurança para a humanidade

O mês de agosto é conhecido como o mês das desgraças. Foi em agosto que aconteceu o escândalo watergate, foi em agosto que explodiram as bombas de Hiroshima e Nagasaki e, o pior de tudo, foi em agosto que nasceu Sergio, o horrível! Mas como os deuses são misericordiosos, para compensar tudo isso (em larga escala!) também foi em agosto que nasceu Anderson Brasil, para a bem-aventurança de toda humanidade!
O grande galã (atualmente o único conhecedor dos telefones da Juliana Paes, Jennifer Lopez, Pamela Anderson e outras beldades), possuidor da inteligência de um Einstein, a voz de um Frank Sinatra, a beleza de um Tom Cruize, está hoje a fazer 27 anos. Parabéns para ele!
E fiquemos a noite a rezar para agradecer tamanha graça ter sido concedida, dele ter nascido! :-p

Anderson Brasil é matemático, professor de matemática na UFRJ, e está chocado por estar tão perto assim dos 30 anos.

terça-feira, agosto 03, 2004

Feliz Aniversário, Sergio!

02/08/197x foi uma data trágica para a humanidade. Em um mundo já tumultuado e assolado pela fome, pelas doenças e pelas guerras nasceu Sergio Telles, o falastrão e espansivo monstro de marshmellow dos caça-fantasmas. Atualmente, nosso recreador-mor tem se dedicado a animados encontros na casa do Adriano, seu fiel e indeciso escudeiro, regados a pizza, sorvete e refrigerante. Esses encontros foram denominados por ele mesmo como "gordos em ação" e pode ser definido como um evento único e concorridíssimo restrito a um público elitista seleto. Na realidade, o evento é uma prévia do mega-campeonato de sinuca disputado mensalmente em seu playground e que reune pive... digo, jovens de todas as partes do Rio de Janeiro.
Brincadeiras a parte, os mais sinceros parabéns ao polêmico e escrachado Sergio. Muita paz, saúde, sucesso e cala a boca, Sergio!!!

Gustavo Moore é presidente do IPP. O vice é o Eduardo, que é vascaíno.

domingo, julho 18, 2004

Soneca, o Leonardo Da Vinci sonolento
 
Muito aqui se falou a respeito de Soneca, o nosso intrépido líder, e suas aventuras desventurosas. Poucos, porém, sabem de seu intelecto científico desenvolvido e de suas invenções geniais, engendradas por ele num dia desses qualquer lá no CEFET.
A broca que faz furos quadrados é provavelmente a mais famosa delas. Resultado de uma pesquisa que durou anos, esta maravilhosa invenção permite a você criar um furo perfeitamente quadrado em sua parede! Embora corram certos boatos escandalosos a respeito do possível mau uso deste aparelho (dizem as más línguas que, no período de maior carência do Soneca depois de desmanchar com a Hélia, o Soneca encheu a parede de seu quarto de buracos - cuja utilidade eu nem quero imaginar) não se pode imaginar como seria o mundo sem esta maravilhosa invenção.
A lâmpada que faz escuridão é uma opção para quem não suporta a luz do sol. O que seria do Mimi sem ela?
Na época o Soneca inventou mais um monte de invenções malucas, e eu não consigo lembrar das outras, alguém lembra? A mais recente de suas invenções é uma boneca inflável totalmente indistinguível de uma mulher verdadeira, que era apresentado a todos como sua namorada Hélia. No entanto, as necessidades financeiras de nosso amigo (conhecido por não ser capaz de recusar assinaturas de revista de nenhum vendedor durante as bienais do livro) o fizeram vender uma versão menos sofisticada desta tecnologia revolucionária para empresários americanos que rapidamente a colocaram no mercado (veja no endereço http://www.eroticshopping.com/affiliates/menupage.cgi?category=LoveDolls&identifier=348213). De qualquer modo, aqui vão alguns pedidos, sugestões de invenções para nosso Leonardo da Vinci sonolento:
O toca-CDs que faz silêncio - baseada no mesmo princípio físico da lâmpada que faz escuridão, este engenhoso aparelho é ideal para quem tem vizinhos que gostem de sertanejo ou simplesmente não suportam mais ouvir o Sergio falando (cala a boca sérgio!). Uma versão seletiva, que se acione automaticamente a cada vez que passe na rua um carro de som com propaganda eleitoral, também seria altamente desejável. Ou quando tocasse no rádio aquela música do "tô nem aí" (tirando o Sergio, existe coisa mais irritante?).
(em homenagem ao eduardo) Um carro de baixo custo, feito de papel higiênico: de modo que ele finalmente possa comprar um carro. COMPRA UM CARRO, SWITCH!!
(em homenagem a mim mesmo) Um jegue de baixo custo.
(em homenagem ao adriano) Um arquivo .jpg duplo, que na verdade contém duas imagens. Uma, seria aquela da paisagem inocente que apareceria caso a namorada abrisse o arquivo no computador. Quando a namorada estivesse longe, o cara digitava a senha, o arquivo automaticamente se tornava aquela fotografia de sexo hardcore que foi puxada na internet.
(em homenagem ao sergio) Uma pintura hipnótica que, ao ser mostrada a uma mulher, faça-a automaticamente acreditar que seu nome seja Aliiiiiineeeeeee.
(em homenagem ao gustavo) Uma régua de 50 cm e 20 cm de grossura para ele utilizar lá nos seus desenhos (e pra outras coisas também, afinal, uma vez que ele já foi arquiteto e eu nunca ouvi falar de alguma coisa como ex-gay...)
That´s all folks!
Anderson Brasil está de férias da faculdade e, embora ainda tendo muitas coisas pra fazer nessas breves duas semanas, aproveitou essa época do ano mais light para cumprir uma promessa antiga de postas aqui e até, quem sabe, ajudar a revitalizar este blog, que anda mais parado do que a Av. Brasil na hora do Rush.

segunda-feira, junho 21, 2004

1.000!!!

Estamos chegando ao milésimo acesso deste humilde blog. Gostaria de agradecer aos colegas que tornaram possível este verdadeiro marco na história da Internet a aos mais de 875 acessos acidentais que ajudaram nesta estatística. Te cuida, Google!!!

Gustavo Moore gostaria de dedicar este post ao mentor intelectual do blog: Pedro Ernesto!

sexta-feira, junho 18, 2004


Total de donativos arrecadados pelo pessoal para aquisição do carro do Sweet.



SWEET, SE VIRA PARA JUNTAR O RESTO E COMPRA UM CARRO!!!
O Profissional Eduardo PG Oliveira

Dentre os colegas da A-ELT, posso me considerar um dos poucos privilegiados a já ter trabalhado com um colega de segundo grau. Assim como Adriano & Paulinho e Soneca & Flávio, Eduardo e eu chegamos a ser colegas de escritório. Trabalhávamos em uma firma de design de sites, a Infomarket (na verdade era uma firma de design, mas eu nunca vi nenhum projeto lá que não fosse de webdesign). Não posso esconder que se tive o estagio lá, foi graças ao Eduardo que me indicou, ao mesmo tempo, devo indiretamente (beeeeem indiretamente) parte da culpa de ter conseguido o estágio no InfoGlobo aonde estou até hoje como trainee. Eu explico: antes de ir para a Infomarket, eu não tinha o hábito de acessar o site do Globo. Assimilei tal hábito por osmose, já que todo mundo lá acessava o tal site quando não tinha PN pra fazer (eventualmente a gente acessava o rotten.com) e num desses acessos descobri que tinham aberto o concurso. O resto foi por minha conta.

Eduardo era um cara dedicado, aliás, muito dedicado, que perdia sono, férias e folgas - e chegou a perder a namorada - de tanto trabalhar. Não tinha tempo pra nada. Apesar de viver, supunha eu, estressado, nunca perdia o bom-humor e tratava a todos com a maior delicadeza. Era sem dúvida e sem tirar o mérito dos outros colegas o mais competente do local. Uma vez, depois de cometer um pequeno deslize no trabalho (sim, muito raramente ele errava, mas nada de absurdo) os chefes começaram a simular um esporro nele e ele ficou vermelho como um tomate e com um sorriso amarelo como uma banana, falando baixinho "desculpe, oxi, desculpe..." foi a minha deixa pra soltar um "preciso ser puniiido", bordão que deve ser o segundo mais soltado sobre ele.

Só havia uma pessoa que ele realmente não aturava. Era uma cliente com voz de velha fanhosa que vivia ligando para que ele fizesse alterações pequenas aos olhos dela, mas que consumiam horas de trabalho. Uma vez ela ligou pra lá e ficou enchendo a paciência dele com as tais "pequenas alterações" por mais de meia hora. Ele, coitado, tentava explicar o porque de aquelas alterações não serem possíveis. Foi aí que ela tentou engrossar com ele dizendo que ele "não tinha capacidade" ou "estava fugindo do trabalho", não lembro bem, e ele, pela primeira vez que eu tenha visto, levantou a voz. "Não, Pompéia, olha aqui: tal serviço não pode ser feito por tal motivo e pronto!". Que fique claro que ele não a xingou, nem tentou enganá-la: saiu da situação como um lorde inglês ou, como diriam as mulheres, não desceu dos saltos. Acredito que depois, quando chegou em casa, ele deve ter pego uma agulha e enfiado debaixo das unhas pra se auto-flagelar, mas naquele dia ele descobriu que masoquista é uma coisa, capacho é outra.

Meu estágio por lá acabou dia 21 de março de 2003, exatamente um ano depois do início, sendo que quando eu cheguei, SweetChuck já era quase sócio de lá. Seu próximo passo profissional é pedir a aposentadoria por tempo de serviço. Se isso acontecer, quando vão achar outro igual?

Gustavo Moore é designer sim, porra, qual é o problema?!

segunda-feira, junho 14, 2004

Merda Acontece!!!

Maricá, carnaval de 2003. Apesar do mesmo cenário, o filme agora é de comédia. Sem videogame pra jogar, CD pra ouvir, lugar pra ir (sem carro) e principalmente, sem programa de TV decente pra ver (quem vê TV no carnaval?), resolvi levar o videocassete com uma fita do Hermes & Renato.

Achou podreira? Pois saiba que o Sergio estava completamente motivado a comprar um vídeo pornô em uma banca da praça XV. Sorte de Eduardo e Luana que ele não tenha achado nada "à altura" de seu gosto. Aliás, Eduardo falou: "Se o Sergio colocar o vídeo, eu saio", depois corrigiu para "Eu saio com a Luana", no que Sergio corrigiu: "Quando eu colocar o vídeo, melhor eu sair e vocês dois ficarem a sós aprendendo"

Voltando ao assunto: a super mal-gravada coletânea de Hermes & Renato estava realmente muito engraçada. Eu me lembro de olhar para os outros telespectadores da casa a cada piada e juro que todos riam sonoramente. O Sweet era o que abria o sorriso mais largo, a Luana achava tudo um horror, mas mandava repetir a cena. Eu estava perdendo o ar de tanto rir das piadas que eu já havia visto mais de 5 vezes e o Sergio conseguia rir mais alto que o Bira do programa do Jô. Vimos a fita toda e revimos mais três vezes, decoramos o samba-enredo dos Unidos do Caralho a Quatro "Deeesde os tempos mais primóoordios...". Sem dúvida, a parte mais engraçada foi o programa "Merda Acontece" com o supra-sumo da escatologia, apresentado por um cara vestido de... cocô!

No dia seguinte Sweet retornou a seu estado ultra-conservador-republicano-monárquico-eclesiástico e me disse: "Quer saber? Não achei aquele troço engraçado não". É, eu sei que tem muita mulher que finge orgasmo e agora sei que tem muito cara que finge o riso... mas não tão convicentemente...

Gustavo Moore sou eu, assim como o Pelé é o Edson.

domingo, junho 13, 2004

"Sweet, Eduardo, Dirac - o ranger bobão!"

Nunca gostei de RPG, mas depois de algumas partidas com o mestre Mimi passei a achar muito legal, resolvendo então comprar todos os livros de regras de AD&D, uma versão avançada da que foi usada pelo pessoal original da caverna do dragão.

Li muito, melhorei meu inglês e resolvi mestrar uma aventura, que acho que foi pelo menos razoável, pois durou pelo menos alguns anos...

Jogávamos todo domingo à tarde na minha casa. Eu era o mestre e fazia o papel de Randal, o ladino. Brasil era Muskrazy o clérigo-mago-louco, Flávio era o anão guerreiro e Eduardo era Dirac, o Ranger Bobão.

Bobão porque sempre tinha as idéias mais absurdas. Era só eu inventar que tinha um pedaço de qualquer coisa no chão que ele quisesse matar e comer. Depois de alguns jogos virou padrão perguntar se o gosto era bom de todos os bichos que ele matava no jogo...

Mas uma única vez ele deu uma dentro, foi quando o grupo adentrou a sala final de uma aventura. Era uma sala de pedra onde havia um trono também de pedra. Fui muito claro na minha descrição de que não havia nada na sala ou no trono, mas Dirac, o ranger sem-noção, resolveu pegar as suas cimitarras, uma espécie de espada curvada, e cravar no trono de pedra de forma totalmente inesperada.

Como neste trono estava o mago final, que deveria surpreender o grupo com sua invisibilidade, a aventura acabou ali mesmo. O mago se safou pois um outro mago veio e o salvou, mas a batalha entre o grupo e o magão ficou para outra ocasião.

Sem noção, inteligente, esperto, bobão e extremamente simpático são as qualidades do nosso caro colega Eduardo (Sweet Chuck da vingança dos Nerds). O que faz dele um dos melhores não-gidatianos integrantes do nosso grupo de grandes amigos.

Adriano Martins Moutinho sonha em um
dia escrever a trilogia de vários livros
"Os guerreiros de Gabyr", onde contará
as aventuras de Randal, Muskrazy, Dirac
e Enock para encontrar as pedras
preciosas em que o deus Gabyr
foi aprisionado.

segunda-feira, junho 07, 2004

Homenageado da semana:
Eduardo Sweetchuck





Nosso homenageado desta vez é um indivíduo que não chegou a participar do GIDAT. Na verdade, ele só ficou conhecido da turma nos últimos anos de CEFET. Destaca-se pela simpatia e pela inteligência, ambos tão extremos que às vezes chegam a prejudicá-lo.

Posso considerá-lo meu maior amigo atualmente, até porque ele já provou seu companheirismo mesmo em momentos difíceis ou tristes - devo me lembrar que quando eu precisava desesperadamente de um emprego/estágio ele me arrumou um lá na Infomarket, onde trabalha até hoje. Ao ler este perágrafo ele vai abrir um sorriso de orelha a orelha e falar pro monitor: "Oooooh ilustre!!! Me dá um abraço!!!"

Não sei bem por onde andou até o segundo grau, mas sei que foi um bom aluno na época do CEFET, sendo muito apegado a um tal "Zorro". Sinceramente, acho que esse tal de Zorro não deve ter existido - foi um amigo imaginário ou uma fantasia tipo Clube das Mulheres. E vamos considerar: o cara jurou que o Edvar era loiro, é bem capaz de ver coisas que não existem.


Eduardo ainda ansioso por notícias de seu amigo imaginário

As opiniões políticas de Sweet quase sempre geram polêmica. É muito comum vê-lo enquanto radical de centro-direita pró-FHC discutindo com Sergio ("Aaaah, vai lamber o cu do ACM, Sweet"), com o Soneca ("Pombas! Eu já falei! O negócio é anexar a Argentina e depois fechar as fronteiras!") e comigo mesmo ("Porra, moleque! Eu já falei que tem que investir em indústria! Que se foda a agricultura!"). Talvez a única vez em que ele tenha se dobrado às nossas investidas foi quando ele votou no Lula. Foi mesmo uma vitória, porque ele era Serra convicto... mas só pra mostrar que ele não mudou nada, ele defende todos os atos continuístas do Lula e critica os inovadores (bem, vou parar por aqui porque o assunto não é política).

Bonitão e atlético, atrai a atenção das mulheres por onde passa, mas quem conseguiu fisgá-lo foi mesmo a Luana, que justamente por não ter nada a ver com ele, tornou-se o par perfeito. Ela costuma propor as idéias mais absurdas nas horas mais impróprias. A campeã foi a da véspera do caranaval, em que ela sugeriu que saíssemos no bloco de piranhas... não dá pra imaginar nenhum de nós vestidos de mulher, fala sério!!! Só o Brasil que é uma moça... Destemido e heróico, Eduardo sempre leva a namorada pra casa, Sempre de barca ou ônibus ainda que de medrugada, pois a mãe não permite que sua pequena sequer durma em casa.

Por falar em mãe, é de se notar que Sweet é o homenzinho da casa, estando sempre pronto a fazer as tarefas domésticas e, principalmente, as compras. Sempre que vai ao Mundial da Sães Pena, sorri e pede desculpas a cada velhinho que esbarra em seu tornozelo com seus carrinhos de feira. Eduardo faz questão de ceder o lugar na fila a alguém mais velho mesmo que só esteja comprando uma maçã e o velhinho esteja com três carrinhos cheios.

Sem mais delongas, vamos caprichar com as homenagens ou sacanagens ao nosso querido colega. Como ele mesmo diria... "Eu preciso ser puniiido!!!"

Gustavo Moore quer vender um carro. Sweet, compra um carro!!!

domingo, junho 06, 2004

"Isso não é sinuca!!!"

Depois de um longo tempo sem posts, eis que volta, para alegria de todos os meus 3.14 ouvintes, o blogador que vos tecla, o inigualável, Adrianus...

Mas vamos deixar de papo e voltar ao que interessa. Não precisa nem dizer de quem é esse bordão do título, do nosso caro colega o Flávio maluco, o portador de KY mais famoso do CEFET-RJ.

Sobre sua maluquice, não precisa nem dizer. Apelido ganho sem querer, dado pelo Guilherme da nossa turma e colocado em prática pela primeira vez pelo Gumercindo, ou "Sr. Café" para os íntimos.

A estória foi o seguinte, Guilherme pediu para o Café, ascensorista do elevador do bloco E na época, para aguardar com o elevador pois o "Flávio maluco" estava chegando. Como o Flávio não chegava, Café começou a esbravejar para todo o bloco E:

Flávio maluco! Flávio maluco! Flávio maluco! Flávio maluco!

Imortalizando o apelido, que na verdade se adaptava muito bem à pessoa.

Uma das estórias mais legais que lembro do Flávio foi durante uma aula de química do terceiro ou segundo ano. Nossa professora era uma chata, que adorava dar notas baixas e esporro em quem estivesse por perto. Depois de pegar o Cláudio Sporro-boy conversando ela resolveu encher o saco da turma inteira, falando mais ou menos assim...

"Se vocês ficarem conversando na sala vai ser pior, depois vem a prova e aí sabe o que pode acontecer? Sabem? Sabem? Sabem?"

Lógico que todo mundo sabia o que poderia acontecer, mas Flávio, no auge de toda a sua sapiência resolveu ter certeza e perguntou.

"O quê?"

O que deixou a professora mais irritada ainda, fazendo todo mundo rir e dizer "Este é o Flávio maluco!". Isso não aconteceu por mal, ele ficou apenas, eu acho, curioso com a seqüência de perguntas da professora.

Mas apesar de suas doideiras é um dos mais inteligentes da turma, provando ser muito bom mesmo em outra área, terminando o curso de direito há pouco tempo, um pouco diferente de eletrônica, em que também era muito bom, mostrando a todos que não possuímos de forma nenhuma apenas uma inclinação na nossa vida...

Adriano Martins Moutinho é Fã do Flávio,
mas não amigo colorido como postado
anteriormente pelo Sérgio. Esse sim é
viado de carteirinha! "CALA A BOCA SERGIO!"

quinta-feira, maio 27, 2004

IPPêee...

Um fato muito importante foi cortado da trilogia original de "A Caaasa do Espaaanto" Uma cena tão forte, tão horripilante, que passaria a censura do filme para 81 anos. A criação do IPP - Instituto Paulista de Piadas.

Na época discutíamos sobre como certas piadas fizeram sucesso, como aquelas do tomate na estrada, da galinha atravessando a rua, as de papagaio em geral, etc, etc, etc. Foi aí que eu me lembrei de um fato importante: uma vez fui para Guarulhos ajudar na manutenção de um 727 (o Brasil vai perder algumas horas tentando descobrir se é primo) e, pela extensão do serviço, tive que ficar lá até a noite. Chegando na hora de jantar, percebi que no refeitório todos se matavam de rir com as falecidas "Olimpíadas do Faustão", que só foram realmente engraçadas no primeiro mês de exibição. Notei que muitas pessoas, apesar de já terem acabado de comer, permaneciam no recinto apenas para assistir à minuscula televisão. Outras coisas me aguçaram o sentido para o "Padrão de Qualidade Paulista", ou PQP: o sucesso de programas como "A Praça é Nossa" e "Domingo Legal", a prosperidade dos "engraçadíssimos" humoristas cearenses, o surgimento dos grupos de pagode mauriçola, do Supla e do Silvio Santos, que eu odeio pelos programas que põe no ar, mas admiro por ser o carioca mais esperto do mundo , conseguindo transformar a imbecilidade alheia em $$$.

O IPP surgiu com o intuito de preservar a memória de piadas e sacadas que adoraríamos esquecer, então, por que preservar a memória? Ora, porque a melhor maneira de lembrar uma coisa é fazer força para esuqecê-la, se tentarmos lembrá-la, logo a esqueceremos! Putz... essa foi horrível! Ainda bem que existe o IPP para que tiradas como esta fiquem eternamente na geladeira.

Gustavo Moore é mais popular afiliado ao IPP do que o Sergio afiliado ao PT (Essa também foi horrível).

quinta-feira, maio 13, 2004

HOMENAGEADO DA VEZ:



FLÁVIO MALUCO



Flávio Quintella é o nosso defensor de fracos e oprimidos, nosso homem de bom-senso do grupo. Com o curso concluído em Direito pela UFRJ, faltando apenas colar grau em função de um desastre burocrático que não sei se já foi solucionado, Flávio continua a trabalhar como colega do Soneca lá na Embratel. Certamente, se tivesse com o bacharelado na mão, já teria tirado a carteira da OAB e tava bem longe de lá.

Durante o CEFET, e inclusive depois de lá, Flávio era o amiguinho colorido do Adriânus, freqüentando a casa do mancebo rotineiramente. Andavam sempre como "Cosme e Damião" por onde iam.

No GIDAT, Flávio não participou não sei lá bem dizer o porquê, mas lembro que tinha alguns que eram contra a parte do laser existir, então não duvido que foi por panelagem mesmo. Na verdade, não se tinha mais nada pra fazer, ele só iria servir pra ficar reclamando (especialidade) mas até para isso já tinha alguém, o Gargamel. Relatos extra-oficiais dão conta que ele preferia aprimorar os conhecimentos dele em casa, sozinho.

Flávio é uma figura folclórica. Polêmico, sempre cria questionamentos sobre os assuntos mais idiotas possíveis. Questionou certa vez o porquê do prato típico mineiro "Feijão amigo" ter esse nome... "esse feijão é amigo, é amigo de quem?". A mesma pergunta vale para os números primos, zoação inclusive já citada recentemente, como diversas frases que entraram pra história que ele repetia à exaustão, como "Cala a boca, Sérgio" (com um papelzinho amarelado e amassado que o capricorniano teimava em não jogar fora), "Brasil, de uma vez por todas, você é um débil-mental", "Brasil, como você está peluuuuuuuudo" (alisando-o intensamente enquanto comentava), "Soneca, larga de ser viado" e " XXX de cu é rola", sendo XXX qualquer palavra da língua portuguesa.

Outra coisa folclórica de Flávio era sua mania em falar bem de seus parentes, especialmente nos dotes culinários. A avó dele cozinhava bem como ninguém na face da Terra, em qualquer lugar q estávamos ela sempre era bem lembrada por ele. Seu pai é mestre em devorar pimentas, e nisso longas histórias acerca dos feitos de seu pai eram apresentadas por ele, mesmo com o "interesse" profundo de todos da mesa.



No campo amoroso, Flávio teve comportamento um pouco diferenciado. Após anos de seca extrema, que como quase todos do grupo eram intercalados com casos que ninguém sabe se existiram mesmo e que tem a maior cara de lenda, Flávio teve um namorico com uma grande amiga minha, Denise, que não deu em nada e pouco tempo depois apareceu namorando uma menina do bairro dele, cujo nome agora não me lembro (quem souber escreva nos comentários). Esse namoro chegou a virar "casamento", moraram juntos, depois separaram e ultimamente o Flávio andava com uma amiga por aí, quem sabe dele é o Soneca.

O destaque de nosso guerreiro colega é que ele em sua pochete carrega um tubo de KY gel, que ele faz questão de exibir pros amigos, certamente procurando alguém pra usá-lo nele, só pode ser. Ou então ele leva uma grana da Johnson&Johnson pra fazer propaganda do produto.


Muita gente tem fama de vaselina, mas só no nosso ciclo de amizades podemos dizer q temos um amigo KY... que defende sua bandeira com unhas e dentes!

Outras histórias do Flávio, sempre nascendo em função das polêmicas frases que ele emite, surgiram quando ele começa a discutir as regras da sinuca. Lógico que nós não somos os donos da verdade, e estamos ali praticando um lazer onde o que menos importa é a regra, que ao longo do tempo e do bom-senso sofre alterações suaves, adaptando ao nosso "achismo". Mas todo mundo acha justo.

Eis que de vez em quando vem o Flávio, e ao notar que nossas regras são um pouco "adaptadas", logo esbraveja:

"MAS QUE PORRA É ESSA, QUEM É QUE TÁ CAGANDO REGRA AQUI? ISSO NÃO É SINUCA!!!!"

E a discussão dura horas, até chegarmos a um senso comum adaptando nossas idéias com as dele (isso parece mas não é nada fácil) e voltamos a jogar.

A vez de falar (mal) agora é sobre o Flávio. Lembrem-se de mais histórias desse nosso amigo que de vez em quando tem uns piripaques de desrritmia (já referido por mim como "Tic-Tac") mas no fundo é um cara com boa capacidade, apesar de um tanto esquisitão.

Sergio Telles insiste em dizer que seu nome é sem acento.

O CENTÉSIMO POST!!!

Uma marca importante atingida num dia tão especial. Há 12 anos exatos éramos libertados como "calouros", continuávamos como tal porém sem mais levar os famigerados trotes que muitos de nós fomos sujeitos à exaustão (que eu me lembre tomei mais de 10, era um saco pq o pessoal da Ilha voltava tudo no mesmo ônibus, era fácil ficar marcado).

De acordo com nosso espião, Adriânus, o trote é uma prática banida do cotidiano cefetiano após um aluno ter dado entrada no PEDRO ERNESTO com grave infecção causada por ter bebido 1 litro de água do Rio Maracanã sem respirar numa competição de calouros, em 1997.

Os números deste blog são interessantes. Cerca de 500 comentários, próximo das 900 visitas, mas um número travou-se na eterna semana do Moore: 13 (a semana de homenagem a ele).

Zagallo certamente faria festa, diria que algo "de muito gostoso" e estranho faz com que esse treze nunca mais saia dali, e que nunca se comece a semana do Flávio. E nada mais justo que pensar no que representa este número que questioná-lo extamente em um dia 13, em que se comemora a libertação dos escravos, e também aquela libertação que passamos, evoluindo de calouros inocentes para cefetianos de carteirinha (e jalecão).

E eis que neste clima de liberdade, vamos finalmente decretar o final da semana do Moore, que na verdade durou mais de 1 mês, e começar a falar do Flávio, no post 101. E que se dê continuidade às homenagens, ainda que tardias!

Sergio Telles, diferente do Presidente Lula, não precisa tomar umas e outras pra escrever essas besteiras 100 noção.

quarta-feira, maio 12, 2004

MOORE SEU BAITOLA, PARABÉNS!

Sucedendo ao nosso caro ilustríssimo colega Sweet Chuck, Gustavo Alberto Cannia Moore completa hoje 27 aninhos de pura viadagem.

Em comemoração, pretende organizar no sábado uma corrida no Autódromo de Jacarepaguá com diversos Peugeots 206 em cores que ele considera de "bom gosto", como rosa, lilás, verde-piscina, grená,. azul-bebê, champagne, damasco e outras viadagens do gênero, tendo direito atrás dos boxes a uma exposição de "invenções que não servem pra PN", com destaque para sua geladeira do projeto final.

Sergio Telles acredita que o projeto de Moore seja interessante mas com certeza seu colega entrou numa fria.

terça-feira, maio 11, 2004

PARABÉNS SWEET

Hoje, 11 de maio, é comemorado o aniversário de um de nossos maiores colaboradores: Eduardo Pereira Gaspar de Oliveira, o Sweetchuck. O próprio propôs uma celebração sexta-feira às 9 da manhã no Supermercado Mundial da Sães Pena, mas acho que não vou poder ir...

Gustavo Moore está juntando dinheiro pra comprar o Mundial e transformá-lo numa casa de bingo - com o público frequentador atual renderia muito mais!

sexta-feira, maio 07, 2004

O grande, o incrível, o fenomenal...
PEDRO ERNEEEEEEESTO!!!!!




Ano de 1993. Mimi, Queiroz e eu fazíamos nossa habitual peregrinação para o flipper da 28 de setembro quando ao passar pelo Maracanã vemos uma placa indicativa "Hospital Pedro Ernesto". Um dos dois solta: "Ué? O tal do hospital Pedro Ernesto fica por aqui?" e eu digo "sim, tamos quase lá. Ah, olha lá ele.". Só não havia percebido que havia mais uns três ou quatro estabelecimentos por perto que faziam referência ao ilustre nome. Tinha padaria Pedro Ernesto, lanchonete Pedro Ernesto, termas Pedro Ernesto... sei lá. O fato é que aquele grupinho de lojas fez os caras pensarem que tudo no bairro tinha aquele nome. Daí começou uma brincadeira boba, mas que eu lembro até hoje: sempre que se via algum comércio, chamávamos de Pedro Ernesto. "Ih, olha o açougue Pedro Ernesto", "olha o fliperama Pedro Ernesto"(nesse nós entramos), "olha a casa de umbanda Pedro Ernesto"... quando cansamos da brincadeira com as lojas, eu passei a procurar pretexto em tudo no bairro para falar sobre o Pedro Ernesto. "Ih, olha a casa onde Pedro Ernesto Nasceu!", "naquela ali Pedro Ernesto fez um aleijado andar", "naquela outra Pedro Ernesto descobriu um tesouro escondido", "naquela Pedro Ernesto deu uma topada"...

11 anos depois, finalmente eu resolvo matar a minha curiosidade e pesquiso sobre quem foi Pedro Ernesto. Pedro Ernesto do Rego Batista foi prefeito do Rio de janeiro nos anos 20 e, ao que tudo indica, foi um bom prefeito, tendo ido bastante às comunidades carentes mesmo depois de eleito (coisa que, se atualmente já é pouco comum, antigamente era quase um milagre). Foi preso quando Getúlio subiu ao poder e perdeu o cargo. Morreu de câncer aos 58 anos e teve o caixão carregado pelo povo. Bem, pelo menos segundo o site que eu pesquisei, o cara era quase um santo http://www.casaruibarbosa.gov.br/isabel_lustosa/artigos/personalidades/main_isabel_ernesto.htm
http://www.camara.rj.gov.br/acamara/histarte/verhist1.html


Como eu queria repetir pelo menos 20 vezes o nome de Pedro Ernesto no post, eu deveria enrolar mais um bocado para atingia a cota (faltam 3), mas vou abrir mão disto e me utilizar do método preguiçoso: Pedro Ernesto, Pedro Ernesto, Pedro Ernesto.

Gustavo Moore gosta de escrever em muitas línguas (português)
Gustavo Moore likes to write in many languages (english)
A Gustavo Moore piace scrivere in molti lingue (italiano)
Gustavo Moore uga buga cabuga uga buga bu (uga)

quarta-feira, abril 28, 2004

A CAAASA DO ESPAAAANTO - Parte Final
maior, melhor e com pausa dramática


No dia seguinte surgiu um grande problema de ordem biológica: insetos mutantes invadiram a casa: um pernilongo gigante e um grilo igual a uma folha verde, além de uma mariposa do tamanho de uma águia nos assombraram. Nossa atitude então foi mandar o Sergio comprar um pesticida. Por que o Sergio? Ora, porque ele já tava enchendo o saco e alguém tinha que ir.

Sozinhos, achamos que iríamos ter um pouco mais de sossego, mas algo terrível aconteceu: saído direto de um bloco de piranhas que passava na avenida central, um indivíduo mascarado e com um facão na mão invadiu a casa. Parecia surpreso por encontrar quatro pessoas. Olhamos espantados para a figura sinistra e corremos para tentar nos defender. Luana foi para a cozinha e pegou uma faca. Tremendo, apontou para o elemento e gritou, ou melhor, falou em seu tom habitual de voz, que é do mesmo volume de um grito:
- Não se aproxime!!!! Eu tenho uma faca!!
- Hahahaha... isso é uma faca? Não, ISTO é uma faca!!! (pelo visto, o maníaco havia assistido "Crocodilo Dundee").
Com um golpe, ele desarmou Luana e bastaram mais três facadas para que Luana estivesse morta e totalmente esquartejada (ele deve ter dobrado ela pra cortar)

Eduardo, claro, estava por perto, mas não esboçou nenhuma reação. Quando o assassino se virou pra ele, ele sorriu e disse cordialmente:
- Oooh, senhor maníaco!! Que legal!!! Gostei, gostei!!! Me esfaqueia também, por favor!!!
- Rapaz, você não é um pamonha: é um banana! E vai morrer como tal!!!
E o mascarado passou a faca no pobre lusitano, de modo a descascá-lo completamente. Depois comeu.

Eu havia corrido até o quintal e procurei desenterrar minha arma secreta: dois quilos de sardinha salgada que eu havia enterrado para que apodrecesse e virasse aliche. O maníaco ao me ver segurando a sardinha podre quase deu um pulo de alegria:
- Aliche!!! Eu adoro aliche!!!
- P-puxa, e-eu também adoro. A-aliás eu achava que mais ninguém além de mim gostava...
E o maníaco com a voz carregada de ódio respondeu:
- Só pode haver um!!!! (pelo visto, o maníaco havia assistido "Highlander").
Pegou o facão e cortou minha cabeça fora. Morri naquele momento.

Brasil, aterrorizado e, mesmo em momentos críticos, fã de séries americanas, gritou:
- Oh, my god! You killed Kenny!!! You bastard!!!
O matador então virou-se para ele e disse:
- Osama, eu tenho simpatia pela sua causa, mas eu tive parentes mortos naquele avião. Então você pode escolher como vai ser punido!
- Mas eu não sou o Osama! Eu não me importo de morrer! Só não me deixe viver sem o canal FOCKs! Vai passar o último episódio de Friesks na semana que vem!!
- Ah, então, já que você não se importa eu vou te matar mesmo! Odeio essas bichinhas que assistem enlatados americanos!
E o maníaco guardou a faca, pegou uma bazuca (não me perguntem onde ele havia escondido a bazuca) e antes de alvejar Brasil, gritou:
- Hasta la vista, baby!! (pelo visto, o maníaco havia assistido "O Exterminador do Futuro II").

Quando sorrateiramente caminhou para o portão da casa, deu de cara com o Sergio.
- Não! Não é possível! O Sergio nãaaaooo!!!
- Aaah? Quem é você com essa mascarazinha de viado?
- Para! fique aí senão eu te mato, como matei seua amigos!!!
- Aaaah, eu sou imortal! Eu sou magnânimo! E eu tenho sempre a razão! Enfia essa p**** dessa bazuca no c*! Se me explodir eu vou me regenerar e cada pedacinho meu se transformará em um Serginho!!
- Nãaaaaaaaaaaaaaaaaoooo!!!!

Enquanto chorava copiosamente, Sergio retirou a máscara do maníaco.
- Espera aí... mas você é o...

(pausa dramática)

-...mas você é o Clodovil!!!
- Claro que sou eu, meu amor! Eu teria matado todos, mas se não fossem esses garotos cretinos e esse cachorro... (ele deve ter assistido "Scooby Doo")
- Que cachorro? E porque você matou esse bando de bicha?
- Porque eles armaram pra que eu fosse demitido da CNT há alguns anos atrás! Eu fiquei na miséria porque ele espalharam na emissora que eu era gay! Isso era uma inverdade!!!
- Aaaaaah, mas nenhum deles trabalhou na CNT...
- Como não? Eu fui informado que eles tinham uma casa aqui na rua 13!
- Aaaaaah, sua bicha burra!!! Aqui é a rua 12!!!
- Ah, é? Puxa... então foi mal aí... até mais.

Fiiiiimmm...

Gustavo Moore vai terminar o post porque lembrou que está morto, assim como os leitores do blog, que não se manifestam mais

quinta-feira, abril 22, 2004

A CAAASA DO ESPAAAANTO - Parte II

Na primeira noite maus presságios: Luana simplismente desmaiou, aparentemente sem motivos, eu não conseguia dormir apesar de totalmente arriado. Após algumas horas, quando todos se recolheram, Luana jurava que sentia a presença de alguém no armário do quarto de casal (o que diria a platéia do Ratinho ao ouvir essa?) e o Brasil estava dividindo o quarto com o Sergio que falava dormindo na mesma quantidade que de quando estava acordado (só um pouco mais baixo). Brasil ia pedir pra dormir abraçadinho com alguém, mas Soneca não pôde ir porque estava trabalhando pelo XV carnaval consecutivo (provavelmente depois do trabalho pernoitou na casa de um "casal" amigo). Havia alguma presença muito ruim na casa. Por toda a noite ouvimos barulhos de morcegos-vampiros (seria o Mimi?). Alguém acordou e foi para a sala conversar. Alguém chegou a propor aquela brincadeira do copo, a brincadeira favorita do Tim Maia, mas ninguém topou. Quando finalmente conseguimos dormir tivemos pesadelos terríveis.

Eu mesmo sonhei que o Brasil estava pelado correndo atrás de mim gritando:"Agora é minha vez!!! Agora é minha vez!!!". Eu não sabia o que o Brasil queria no sonho, mas felizmente acordei antes de ele me alcançar (foi sorte mesmo, porque o cara corre mais que o Carl Lewis com diarréia). O Sergio sonhou que todas as garotas chamadas Aline foram extintas do universo. O Eduardo, a Luana e o Brasil, coitados, sonharam que estavam ouvindo amarrados um discurso do Sergio - e no fundo tocava uma música do Kenny G.

Aquela noite foi só o prenúncio de algo muito cruel que viria a seguir...

Continua...

terça-feira, abril 20, 2004

HEAVEN KNOWS I'M MISERABLE NOW - The Smiths



I was happy in the haze of a drunken hour
but heaven knows I'm miserable now
I was looking for a job, and then I found a job
and heaven knows I'm miserable now

In my life
why do I give valuable time
to people who don't care if I live or die

Two lovers entwined pass me by
and heaven knows I'm miserable now
I was looking for a job, and then I found a job
and heaven knows I'm miserable now

In my life
why do I give valuable time
to people who don't care if I live or die

What she asked of me at the end of the day
Caligula would have blushed
"You've been the house too long" she said
and I naturally fled

In my life
why do I smile
at people who I'd much rather kick in the eye

I was happy in the haze of a drunken hour
but heaven knows I'm miserable now
"You've been the house too long" she said
and I naturally fled

In my life
why do I give valuable time
to people who don't care if I live or die

A VERSÃO REAL DA MÚSICA...


Morrissey excitou-se tanto com a versão de Gustavo da música que imediatamente decidiu praticar um sexo selvagem, comendo um monte de frutinha explicitamente


Eu queria pagar um bok (I was looking for a blowjob)
E eu paguei um bok (and then I found a blowjob)
Numa rola fenomenal...

De lascar...
Hoje não consigo nem sentar...

De tanto sentar
Eu queimei

Minha roscaaaaa...

Sergio Telles admira a capacidade de plágio de Moore, apesar de ele nessa ter implicitado desejos muito obscuros.

Um breve PS: O Morrissey não tem uns ares do Oscar Schimidt ("Eu tenho NOJO, NOOOJO"). Pela letra da música, o Morrissey não tem nojo de nada não... hehehe

PS2: Tá bem, ele também lembra o Zé Ruela do Skank, se alguém for reclamar. Mas não tem nada pra ser zoado em função disso.

PS3: Só para terminar os PS em número primo ímpar. (de acordo com o Flávio Maluco, "É primo, mas é primo de quem? Isso não é matemática!")

segunda-feira, abril 19, 2004

A CAAASA DO ESPAAAANTO - Parte I

Rio de Janeiro, véspera de Carnaval em 2002.

Depois de quase um mês de desorganização, a nata do GIDAT consegue uma casa para passar o carnaval. Mal sabia o pequeno grupo de jovens adultos que algo terrível estava para acontecer. Depois de uma viagem de mais de 6 horas em uma estrada congestionada dentro de um carro superaquecido (não só o motor, mas também o assoalho e os bancos) chegamos ao destino: a casa-matadouro. Sergio, Brasil e eu já havíamos nos programado de sair pela rua pegando umas caiçaras e levando-as para a casa. Eis que eu peço arrego logo na chegada. Assim que adentro na escura mansão sinto uma terrível febre e vou me deitar (espertamente me acomodo na sala, onde ficava a televisão e o video-game), mas desisto de dormir pois Sergio e Luana insistem em ver o "Scala Gay". Eduardo e Brasil ficam sem ação: não sabem se jogam War ou se discutem astronomia.

Nosso destino no carnaval estava traçado: ao contrário dos filmes de terror tipo sexta-feira 13, ninguém comeria ninguem!

Continua...

quinta-feira, abril 15, 2004

TODOS OS ÂNGULOS DE MOORE


Fazendo uma pose sensual para um redator do Jornal EXTRA


Em uma das raras choppadas da UFRJ que costuma freqüentar, quando esquece que é viado e até dá uns pegas numas menininhas
PS: observem que ele está tão bêbado que apesar de estar no meio da festa ele ainda está com seu crachá do Jornal EXTRA, para ver se impressiona alguma vítima


Moore odeia admitir que faz umas pontas lá no PROJAC onde em geral entra mudo e sai calado, e ainda por cima pega baranga!


Moore pega um solzinho da manhã no gramado em frente à EBA lá no Fundão sossegado, durante um tempo livre


Moore, último da direita, nos tempos do CEFET aderiu à moda country especialmente em seus cabelos.


Não podia faltar aqui sua banda preferida, com a qual se identifica profundamente (Ui!)


Sabemos que o homenageado se emociona com cenas românticas, não poderia faltar algo sobre essa obra que ele tanto admira!


Prato tipico espanhol preparado á base de aliche, iguaria predileta do homenageado


Para finalizar, a imagem dos sonhos de Moore: o carro que tanto desenhou por anos nas cores que mais gosta.



Sergio Telles está atrasado para uma reunião, e desculpa por não ter editado as figuras. Era só pra compensar a babaquicie de Moore.

HOMENAGEADO DA SEMANA PASSADA
GUSTAVO MOORE




O homenageado desta semana é a pessoa que eu mais gosto no mundo. nascido há pouco mais de 2003 anos em uma manjedoura, chegou a receber a visita de três reis... espere aí... ah, esse é um mané sem importância! Como eu deveria dizer, Gustavo Moore nasceu no Hospital Italiano (Grajaú) em 1977, algumas décadas após a morte do mais ilustre dos brasileiros: Pedro Ernesto. Desde o início mostrou ter o grande dom de assimilar todas as virtudes da turma A-ELT de 1992: ele tem a beleza de Brasil, a delicadeza de Marquise, a independência de Eduardo, a masculinidade e a disposição de Soneca, o bom humor de Gargamel, a simpatia e, principalmente, a modéstia de Sergio.

Possui o dom de fazer aleijados andarem, transformar água em cachaça, fazer fanhos falarem palavras complexas como "Fafá de Belém", "farofa" e outras, tocar gaita enquanto bebe água, embrulhar um guarda-chuva e uma melancia em um mesmo pacote, utilizar visão de calor e raios-x, etc, etc, etc...

Dotado, aliás, SUPER dotado de um Q.I. (Associação Brasileira de Normas Técnicas) de mais de 315, Gustavo Moore tem tudo para se tornar o próximo líder mundial. Para este feito, antes de mais nada, ele precisa aprender a encostar a própria lingua no nariz.

Atualmente é infografista no jornal EXTRA.

Gustavo Moore só tem um defeito: não sabe mentir.

terça-feira, abril 13, 2004

12 ANOS DE CEFET

Sergio acaba de me informar que hoje fazem exatamente DOZE anos que nós nos conhecemos lá no CEFET (sou só eu que me sinto com a idade do universo, quando eu penso nisso?!). Estou sem saco nem tempo pra fazer um post longo, mas como essa data não podia passar em branco então vou só dizer que TEM SIDO UMA HONRA CONHECER TODOS VOCÊS (embora, em alguns momentos, isto também tenha sido apavorante - vide o dia em que eu tive a infeliz idéia de levar a Márcia num de nossos encontros... :-p)

Anderson Brasil é matemático, professor da UFRJ e, durante a maior parte dos dias, tem mais o que fazer do que ficar postando neste blog. :-p

terça-feira, abril 06, 2004

MÃES... UM DIA ELAS VÃO TE ENVERGONHAR

Fábio Luís Mimi não foi sempre Mimi. Durante o ginásio o então funkeiro (sim, você leu corretamente!) era chamado de... porquinho! A tendência de Fábio Luís a ter apelidos escrotos sempre foi para ele um fardo.

Em uma cansativa tarde no final da década de 80, depois de ouvir A-Ha ("...Me, I'm touchy, tochy you. Me, I'm touchy, and you know what to do..."), Technotronic ("Pump up the jam, pump it up...") e Milli-Vanilli ("...Girl you know it's true..."), Fábio foi dormir. Já havia cumprido suas obrigações escolares (havia aprendido orações coordenadas e subordinadas) e já havia feito seu dever de casa (polinômios- tirando o Brasil, alguém se lembra/usou pra alguma coisa na vida real?). O merecido descanso do guerreiro não poderia ser atrapalhado... e não foi!

Algum colega, provavelmente querendo tirar alguma dúvida sobre os afluentes do Amazonas ou sobre as capitanias hereditárias, ligou para a casa do valente morcegão e mandou chamá-lo. A mãe, que atendeu o telefone, solidária a Mimi solta a pérola:

"Ele não pode atender não: está dormindo que nem um porquinho..." (note o sotaque do interior de Minas)

Claro que o espírito de porco, que precisava da ajuda na matéria e teve sua súplica negada, tratou de chegar cedo na escola no dia seguinte e espalhar o papelão, deixando o pobre Drácula completamente confuso, afinal a sua mãe omitiu o fato de ter mencionado um pequeno suíno no curto diálogo.

Por fatos como esse eu devo dizer: você que adora a sua mãe, ainda não soube do que ela seria capaz, ainda que sem querer, pra te sacanear de verdade!

Carlos Eduardo Pacheco não escreveu este post. Foi Gustavo Moore

quinta-feira, abril 01, 2004

"Ele é um vampiro, não estou brincando!"

Isso aconteceu durante uma aula no segundo ano. Estávamos conversando sobre alguma coisa sem sentido quando o Sandro da meteorologia apareceu. Tentamos inutilmente fugir, mas a presença de tão perturbante criatura criava uma modificação no campo gravitacional terretre, impedindo qualquer ação defensiva a não ser gritar.

Tentamos mudar de assunto, criar qualquer desculpa, mas o mal já estava feito e o Sandro danou-se a falar de RPG. Era mostro não-sei-o-quê que lutou com salamandra e virou lobisomem com magia negra, uma merda de dar gosto...

Ao iniciarmos um novo assunto, tentando de qualquer forma fugir da radiação emitida (que subia deseperadamente para algo em torno de 0.6 Sergíos), começamos a falar mal do MiMi, algo que é muito tentador, certamente ajudaria a cessar a baboseira errepegeniana do Sandro.

Mas aquela mente era realmente poderosa, embora não muito útil. Rapidamente, Sandro iniciou outro assunto sobre RPGs, agora incluindo o MiMi, dizendo que o mesmo tinha sido mordido por um Vampiro, se tornando o mais novo membro do clã de Drácula.

Depois de vários minutos falando sobre mais RPG, notamos que os exemplos agora usados nas histórias pareciam mais reais do que o normal!

Naquela história o mocinho MiMi estava no shopping, algo como o Rio Sul, e sua força vital começou a diminuir, obrigando nosso colega a morder um humano e sugar seu sangue para reaver a energia...

Diante de tamanha loucura, alguem ainda deu trela e perguntou, estupefacto, que diabos de RPG novo era esse que se passava no Rio Sul. Para surpresa de todos, Sando começou a jurar!

- RPG não! É a vida real! MiMi é um vampiro de verdade! - dizia Sandro, um clone misturado do apresentador Bolinha com o Ratinho.

- Tá de sacanagem, essa porra não existe Sandro, tá na sua cabeça! - dizia o Flávio.

- NÃO, vocês não sabem de nada, ele foi mordido! Ele agora é um vampiro de verdade, de VERDADE!!!

- Putz Sandro, pare com esta porra, vampiro é o caralho! - Essa fui eu que disse, me orgulho muito do meu vasto vocabulário.

- É sim, eu ví, no shopping, ele é um vampiro, ele teve que ir ao banheiro para "sugar" energia, estava muito mal! - retrucava Sandro.

- Deve ter almoçado no restaurante bandejão morte-lenta do CEFET, teve que soltar o barrão correndo!

- Mas como ele consegue andar de dia? E ver seu reflexo no espelho? Comer comida com alho? Entrar na igreja? - Perguntava o culto Soneca.

- Isso é apenas lenda, os vampiros conseguem fazer isso sim! - falava Sandro, parecendo ter resposta clara e sensata para tudo...

E até hoje, quando encontramos o MiMi, durante a manhã e no sol, ainda lembramos desta honorável história, com medo de que a mesma seja verdade e que a imortalidade nos distancie de nosso amigo ou que ele resolva, assim como o Michael Jackson, começar a comer criancinhas para reaver sua energia vital!

Mas, graças a deus, nas não muitas vezes em que encontramos o Sandro e perguntamos para ele, depois de muito anos, se ele ainda mantinha esta horripilante história de terrir, digo, terror. Ele sempre nos olhava com cara de desdém (ou de cú com assento) e desconversava.

Juro que quando explodiu aquela história maluca sobre uma moça que tinha sido assassinada por um grupo que jogava RPG, pensei estar o Sandro envolvido nos rituais de magia negra, branca ou colorida... Esse cara era maluco, tudo que ele disse é mentira não é? Ou não?

Adriano Martins Moutinho,
não acredita na história, mas
por via das dúvidas sempre leva
consigo uma adaga +5 com 2
fireballs inclusas, um dente de alho
e uma caixa de leite de caixinha.

segunda-feira, março 29, 2004

O DIA EM QUE ATÉ O SERGIO SE CALOU...

Não, este post não é sobre o Sergio, mas o título pode mostrar a magnitude do impacto que uma declaração pode ter.

Estávamos no feliz ano de 1999. Uma época em que nossos encontros eram bem mais frequentes e quase sempre com quórum, apesar de metade de nós vivermos duros (menos o Garga - como é que você sabe?). Marcamos um encontro em um bar ao lado do Frango Veloz, na Tijuca. Todos conversávamos animados à mesa, sacaneando o Soneca para variar, quando alguém, talvez tentando induzir o sedentário dorminhoco a dizer uma merda, fala: "Não liga não, Soneca: no início dói e é gostoso, depois só é gostoso!!!". Todos na mesa riem, pois a frase foi soltada em tom bem sarcástico, meio que imitando uma bichinha falando. Quando o volume das risadas diminui, a namorada que Fábio Mimi tinha na época soltou: "não dói não!"

(...)

Um silêncio aterrador tomou a mesa...

(...)

Todo o bar parecia ter se calado...

O Sergio se calou.

E novamente a garota manda a pérola, como se ninguém já tivesse ouvido antes: "hein, gente, não dói não!"

Aquilo já era demais! Brasil e Soneca continuaram a fazer os cálculos de seus sistemas caóticos no guardanapo. Adriano perguntou para o garçom se as batatinhas fritas eram cozidas ou grelhadas, eu levei meu copo de bebida à boca para me assegurar que qualquer comentário não saísse (embora realmente não houvesse nada a ser dito) e o Sergio, tão incrédulo quanto nós, CONTINUOU CALADO!!! E Mimi, numa tentativa de resgate de sua dignidade, falou no tom mais baixo possível: "cala boca! cala a boca! hssss..."(apenas explicando: quando Mimi fica nervoso, ele estala as unhas no polegar e solta um silvo semelhante ao de uma cobra. O dia em que mais eu vi ele fazendo isso, foi no já super citado dia da descoberta das cartas românticas).

Depois daquele dia, tudo mudou para nós. Nossa inocência estava finalmente perdida, nossos encontros nunca mais teriam a mesma graça, pois todo e qualquer absurdo que pudesse ser dito foi irremediavelmente superado. Aquele bar foi nosso World Trade Center e aquelas palavras foram devastadoras como um avião terrorista.

Gustavo Moore perdeu toda a fé na humanidade naquele dia.

sábado, março 27, 2004

HOMENAGEADO DA SEMANA
MIMI (simplesmente Mimi...)





Fábio Luís Firmino é algo que podemos chamar de um exemplo de determinação. Aquele garoto calado e introspectivo logo na primeira semana de aulas no CEFET se transformou em meu grande amigo de curso.

Adorador de RPGs, principalmente dos repletos de dragões, Heavy Metal melódico (com tendências para o gótico de Black Sabbath) e dos jogos de videogame violentos, Fábio foi se soltando aos poucos. Seus olhos brilhavam de emoção a cada vez que preenchíamos algum tempo ocioso de aula com nossas idas ao flipper perto do colégio Militar e ele podia finalmente ver o Johny Cage arrancar cabeças com um soco. Quando o tempo sem professor era o último, ou melhor ainda, os dois últimos, nossa alegria era ir num fliperama na 28 de Setembro que sempre tinha as máquinas mais atuais (que fique bem claro que raramente gastávamos dinheiro no flipper: ficávamos às vezes duas horas em frente a uma máquina só olhando).

Mas além das divertidas horas em frente a algum jogo, tive a chance de conhecer o verdadeiro Fábio Luís em três idas pra Maricá, três aniversários meus e três dele além das muitas saídas esporádicas. Quando eu soube que ele morava numa cobertura em Copacabana, tive a mesma visão preconceituosa demonstrada há duas semanas no post do Bruninho: “iih, deve ser um daqueles riquinhos que sempre tiveram de tudo na vida...”. Quando fui pela primeira vez na casa dele tive a amarga sensação de quebrar a cara e ver que a mãe se matava de trabalhar para os donos do apartamento e que ele dividia um quarto minúsculo nos fundos com a tia. A mãe dele, que mal me conhecia, me tratou como um rei e trata assim até hoje. Tudo o que eu pude fazer depois de sair do apartamento pela primeira vez foi sentir a mais profunda vergonha de ter pré-julgado daquela maneira meu amigo.

Ainda no primeiro ano, assim como foi descrito no post do Paulinho, descobrimos as cartas amorosas secretas do rapaz, em que a namorada chamava-o pelo afeminado apelido de... MIMI!!! E parte de sua tão bem construída fama de rapaz sério, discreto e contido foi por água abaixo. Recebeu como prêmio um grande ISA (o popular “sacode”) e a homenagem de Paulinho, que fazia questão de gritar lá do outro lado sala de dois em dois minutos, com a voz bem fininha: “Mimi!!!”


Mimi ficou tão puto por terem descoberto seu apelido
que chegou a contratar um assassino profissional



Todo o sacrifício da mãe para criá-lo sozinha e todo o investimento dos padrinhos foram recompensados pelo seu esforço e ele passou para o IME (Associação Brasileira de Normas Técnicas), um dos vestibulares mais cascudos do país (eu mesmo cheguei a tentar esse vestibular, mas não passei, graças a Deus). Atualmente ele está com a vida mais estável de todos os do grupo: é tenente no nosso glorioso e bem equipado exército e está casado com a Tatiana, também nossa amiga desde aquela época. Vive em Taubaté e ajuda na manutenção dos nossos Black Hawks (helicópteros de transporte, um dos melhores do mundo assim como os Mil-mi e os Chinook). Nisto um ponto em comum comigo, já que também trabalhei com manutenção de aeronaves (só que eu era peão mesmo, sujo de graxa e sem patente). Quando não está fardado, costuma se vestir de preto do pescoço ao dedão do pé, mesmo quando vai tomar sol na praia e se pudesse, manteria suas unhas enormes e envernizadas como na época do CEFET.
Sua última aparição no Rio foi durante o carnaval, quando ao se recostar em um frade na Rua Riachuelo, foi confundido por um pederasta passante com um garoto de programa.
E assim começa mais uma semana de homenagens. Ao Mimi desejo muito mais sucesso e que, se for da vontade dele e da esposa, nasçam muitos vampirinhos. Força, amigo!!!

Gustavo Moore soube que os uísques de Bruno Betoni, ao contrário dos namorados de Michael Jackson, têm todos mais de 12 anos.

segunda-feira, março 22, 2004

HUMOR AZEDO

André Felipe já era meu conhecido desde 1991. Na época ele já havia recebido a sinistra alcunha de "Gargamel", não pela falta de humor, mas pela aparência realmente similar à do caçador de smurfs. Eu andava bastante com ele na época e posso dizer que ele não era tão mal-humorado - o que ajuda a ratificar a tese de que ele ficou assim depois dos boatos (sic) sobre a sua pouca sustentabilidade erétil. Chamava muito a atenção o fato de ele estar sempre resfriado, o que não deveria ser incomum para quem enfrenta uma amplitude térmica diária de mais de 30 graus centígrados. Na verdade, ele morava em Vila Isabel na época e não devia enfrentar tão grande variação. Quando voltávamos de ônibus do Méier, íamos contando piadas, falando de música (ele, pelo menos na época, era roqueiro) e sacaneando os professores e colegas. Ele falava um pouco com o Paulinho, que já o sacaneava na época, mas sem apelação (digamos, sem instrumentos pontiagudos e/ou armas brancas) e talvez por isso ele tenha grudado em seu pé no primeiro ano do CEFET.

A famosa musiquinha do Garga surgiu quando alguém na rua teve a grande idéia de cantar "O Papa é Pop", música dos chatíssimos Engenheiros do Hawaii, trocando "pop" por "broxa". Daí foi só alterar a letra, trocando "papa" por "Garga" e acrescentando outras pérolas no refrão, ficando então:

O Garga é broxa, o Garga é broxa,
O Garga não come ninguém
O Garga broxou porque é ruim de rola
O Garga não come, o Garga não come, o Garga não come...
NINGUÉM


E a cereja no bolo era quando alguém emulava a voz do ranzinza rapaz sem melanina e logo depois da música soltava "como é que você sabe?". De fato esta frase era a única defesa do pobre Gargamel e, de fato, era uma boa defesa embora desgastada de tão previsível.

No segundo ano, Mimi ajudou a compor a clássica cover do Ed Motta, outro chato da MPB (Associação Brasileira de Normas Técnicas), junto com Oswaldo Montenegro e Belchior. A canção tratava do dia-a-dia da pobre vítima da era pré-viagra e foi baseada no som "Manuel"

Gargamel, foi pro céu
Gargamel, foi pro céu

Vinha pro CEFET cansado às 3 da manhã
Lia no seu livro teorema de Thevenin
Não entendia nada, o frescão tava lotado
Olhou para o seu membro, ficou desanimado
se eu morasse no Rio, minha vida não seria assim

(refrão)

Dia após dia, ouvia sua mulher lhe falar
Transar é fabuloso, ser broxa é que não é legal
Não entendia nada, o frescão tava lotado
Olhou para o seu pinto, ficou desanimado
se eu fosse tijucano minha vida não seria assim
well, well,well, well, well...


Só tive a experiência de rever André umas duas vezes em 1996 e depois disso nunca mais, mas espero que ele só tenha motivos de felicidade agora. Ainda tenho saudadesdo tempo em que ele era um cara mais descontraído e calmo e agora que ele está empregado e longe do Paulinho deve ter todos os motivos para voltar a ser assim.

Gustavo Moore aopsta qeu tme um mnote de bbaacas tnetando dceifrar etsa farse qeu um oturo bbaaca ecsreveu

"Gargameeeel! Foi pro céu!"

Assim começava uma música da época, adaptada para irritar o homenageado desta semana, o Sr. Andre Felipe Gargamel.



Gargamel passando pelo pátio do CEFET, perseguindo um gato para fazer catburger


Morador de Petrópolis, terra dos biscoitos amanteigados de D. Pedro, Gargamel, mas tarde abreviado para Garga, ganhou este apelido por ser parecido com o próprio vilão dos Smurfs, antigo desenho animado que passava na Globo.

Garga era um cara de temperamento bastante complicado... Como diria Mução, é mais grosso que "cano de passar tolete", se você brincasse com ele tava arriscado a receber um fora com muita irritação e stress.

André ficou famoso por suas músicas, todas adaptadas pelo Moore e mais alguem, a partir de músicas daquela época. Certamente durante esta semana poderemos ler as letras originais das músicas: "O garga é brocha" e "Gargamel foi pro céu".

Stressado por natureza, tinha ainda a péssima fama de ser brocha... Fama esta herdada de uma vez em que foi segurar uma ponteira feita com fio rígido e a mesma desmontou, perdendo sua entumecência.

Mas os apelidos pegavam porque ele ficava muito revoltado com qualquer coisa, sempre repetia quando era chamado de brocha:

- Como é que você sabe?

E não adiantava nada, o pessoal fazia até corinho para cantar as músicas, irritando ainda mais o petropolitano (ou será petropolitanês?).

Bom, não vejo a hora de ler as histórias que serão postadas! Esta é a semana do Garga! Falta muito papai smurf?

Adriano M. Moutinho
gosta de jogar Street
Fighter com o Ryu
e o Ken.

domingo, março 21, 2004

"Bizarre! fotos eróticas do Sérgio!"

A semana do Sérgio se foi, mas ficou faltando uma última estória, a mais bizarra de toda a nossa época Suckowiana: o dia em que o Sérgio gaylizou de vez, e foi flagrado pelos paparazzos com uma certa coisa indevida na boca.

Eu digo "indevido" pois não acredito que algum cabra-macho-homem-com-H ache bonito este escândalo, este descaramento, esta pouca vergonha! Mas se alguém acha legal, tudo bem! "É viado mas é meu amigo!"

Bom, voltando a história, isso aconteceu durante o segundo ano. Naquela época o nosso colega Sérgio era um adolescente porra-louca que entornava e enxugava de tudo: vinho, cerveja, caninha, cachaça e o que tivesse. O que é importante, como sempre dizia, não é o tamanho do copo, mas o prazer que este proporciona.

Em uma festa, durante o que certamente foi o pior porre da vida dele, Sérgio não suportou o excesso de giros do mundo a sua volta e caiu no chão, não sendo, obviamente, socorrido por ninguém, pois todos estavam assim ou em pior estado.



Sérgio fazendo a festa depois de dois garrafões de vinho de R$2,50 cada no mundial


Depois de algum tempo, Sérgio conseguiu ter forças para procurar o banheiro e lá deixou tudo o que tinha comido e bebido, mas isso não ajudou a apaziguar o porre.

Enquanto o mundo ainda girava em velocidade supersônica na cabeça do nosso nobre colega, Sérgio resolveu deitar nas duas camas que pareciam existir no quarto. Todos, logicamente, correram, achando que ele iria vomitar em cima de tudo.

Mas assim que perceberam o estado lamentável de embriagues no qual o nosso ex-etílico amigo se encontrava, se prestaram a dar a ajuda que o mesmo precisava, ou seja, ficaram rindo da cara dele e pensando o que mais poderiam fazer para piorar...

Depois que foram coladas várias etiquetas de "me chute", "me soque" e "sou gay" na testa do Sérgio, Renan e Beto, duas brilhantes mentes, resolveram ir mais além, onde nenhum homem jamais esteve, e jamais estaria se estivesse sóbrio.

Usando revistas pornográficas, estas duas mentes alcoolizadas tentaram, em vão, entrar em estado ativado de excitação. Lógico, a simples lembrança do Sérgio na outra sala certamente faria os investimentos caírem, mas mesmo assim, eles tentavam...

Depois de muito tempo, um dos dois, ou algum outro, conseguiu maximizar suas "idéias" e botou o plano em prática. Usando uma câmera fotográfica foi possível registrar tamanha e igualmente inútil façanha. Havia, na foto, um membro com relativa capacidade introdutória a apenas alguns milímetros da boca do nosso pornstar, que nesta ora, para alegria dos sacanas, ainda acabou abrindo a boca para quase vomitar em cima de todo mundo.

Registrado a foto, faltava revelar. Alguém certamente ficou com fama de viado e nunca mais pôde voltar a loja de revelação. Todavia, o serviço foi cumprido (ou comprido?) e a foto, um pouco fora de foco, pode ser mostrada, obviamente, para todas as turmas do CEFET.

Sérgio, que nem lembrava ter ido a algum lugar este dia, não acreditou que era ele na foto, além de também não reconhecer o dito cujo que segurava o dito cujo perto de sua boca, pensando até mesmo que era montagem. Acho que um dos seus medos era totalmente compreensível porque, afinal, "merci beaucoup" de bêbado não tem dono!

E assim, por muitos anos, com direito ao infame trocadilho, esta foto circulou pelo Cefet indo parar na mão do Zé Paulo, do Arídio e até do pai do Sérgio. Mas isso eu não concordei, deveríamos ter contado a história antes e mostrar a foto depois, senão perde a graça!

Mas nem tudo foi prejuízo na vida do Sérgio. Após este fato, com medo de outros problemas deste tipo, nosso colega desistiu de beber e acabou tendo um grande lucro. A venda dos direitos da foto para os sites "bizarre-world", "I-wanna-pilk-now" e o brasileiro "Sua-vida-não-é-tão-ruim-assim.com" permitiram que o Sérgio pagasse uma parte da primeira prestação do seu Lada vermelho. Falando nisso, alguém sabe o que é um Lada em cima de uma montanha?

E assim termina este conto, o que foi engraçado no final é que todo mundo descobriu quem era o outro ator na foto e ele ficou com muita fama de viado, e pior, ainda teve a fama de ter mau gosto!

Adriano Martins Moutinho
graças a Deus não esteve
presente nesta "festa", mas
lembra de ter visto a foto.

terça-feira, março 16, 2004

BRUNINHO, O ORDENHADOR

Bruninho era um dos que eu tive mais contato durante o CEFET. Assim como o Paulinho, sumiu do mapa, exceto quando tive um período como colega de turma dele na UFRJ, ainda na Engenharia Civil, mas eu logo larguei aquele troço e acabamos perdendo o contato. Findo seu mestrado, nosso romântico colega sumiu do Rio após terminar um namoro longo de 3 anos com uma coleguinha de lá da UFRJ que eu só via ele arrozando a mulher nos tempos que eu tava por lá, acho que acabou convencendo ela possivelmente por falta de coisa melhor ou de qualquer outra coisa (mais provável).

Dos tempos de CEFET, recebeu o apelido Charlaine, estrategicamente plantado num momento de zoação dele sobre mim (o mesmo ficou sem a menor reação, logo todos o chamavam desta forma e assim ficou ao longo de todo o segundo ano e em parte do terceiro ano também), mas talvez por ser muito comprido e não ter como abreviar (como o caso do Garga) o Bruninho acabou aos poucos perdendo o tal apelidinho que ele "adorava".

Outras belas histórias aconteciam quando ele resolvia demonstrar toda sua idolatria pelo Beto, o Bruninho era o melhor estilo de "paga pau", como dizem os paulistas, ou era uma espécie de Robin do Batman em relação ao Beto, em todos os sentidos, diga-se.

Adorador de leitinho, tinha em seu amigo Beto um fornecedor potencial, todos os dias tinha leite fresco em sua casa pela manhã. De tanto adorar leite, no terceiro ano ele foi agraciado em seu aniversário com um belo banho de leite num banheiro do Bloco E, incluindo logicamente saquinhos de leite C (na época longa-vida ainda era coisa de rico) e ovos recheados com leite produzidos pelo Soneca com sua técnica milenar japonesa, denominada hajasako, de retirar todo o conteúdo do ovo por um minúsculo orifício e depois inserir outro produto (farinha, leite, ou qualquer merda que se pedisse) durante horas. O rapaz adorou e pediu bis.

Outra grande história deste destemido rapaz ocorreu no primeiro ano do CEFET quando se apaixonou perdidamente pela nossa colega Andréia, paixão mal-resolvida, ela só foi se interessar por ele quando ele não queria mais nada com ela. Dois loosers um a fim do outro só podia dar nisso...

No GIDAT Bruninho foi importante, contribuindo muito com sua eficiência e competência, que só era manchada pela certa prepotência e arrogância, que fazia muita gente o olhar com olhos diferentes da realidade. Na verdade, ele era um cara super prestativo, muito inteligente e eficiente, bastante competente, mas era excessivamente filhinho-da-mamãe e isso fazia ele dar umas pisadas na bola terríveis. Logicamente, o tempo o refinou e hoje em dia possivelmente é um baita profissional como o pai dele, um dos familiares de colegas que eu tive mais contato naquele tempo, também era. Sua mãe também era engenheira mas parece que deixou a profissão pra cuidar dele e do irmão, Vítor, este um pouco menos abusado. Sua mãe era um doce de pessoa mas muito superprotetora, deixava o filho meio estragado. Mas ainda acho melhor em excesso do que a falta, com certeza.

Meu contato com Bruninho era bastante forte, fui a um aniversário que ele fez em Maricá onde o pai dele mantinha uma serralheria; neste dia o destaque foi quando eu e o pai dele desmontávamos uma mesa de sinuca e o pai dele tacou um parafuso enorme que raspou a minha cabeça, eu, já muito educado desde aquela época, mandei um "taca na mãe!", por sorte o pai dele é muito gente boa e riu muito daquilo. Cheguei a viajar com o homenageado para Vitória em 94, durante uma SBPC do Campus da UFES, ficando na casa dos primos dele, também muito legais.

Bruninho na FETEC destacou-se não pelas brilhantes participações no Stand do GIDAT, o qual ele ajudou muito projetando o lay-out e os móveis, mas também por aparecer um dia lá com uma loira de "Primeira Divisão" a qual ele apresentou como "amiga" e rolou um papo de quanto de grana a menina topou pra encarar desfilar ao lado dele.

Nas aulas, Bruninho era o aluno mais organizado, o caderninho certinho, letra de moça, jeito de moça e enfim, dava mole pro Beto e quase assumiu sua vocação àquela época, faltando apenas quem topasse encarar. Suas montagens eram sempre muito melhor acabadas que a da maioria, suas plantas de desenho técnico eram sempre referência pra cola e seu jalequinho, sempre novinho e bem passado. Recusava-se a andar de graça como os outros alunos, pois achava "injusto". A gente, da mesma forma, o achava um "otário".

Bem, nosso amigo Bruno Barboza Britto, o Charlaine, se foi para Vitória, onde trabalha na CST, me parece. Deve ter uma vida das mais normais, com aquela cara típica de casa-de-novela, vida monótona, aquelas coisas que podemos imaginar. Certamente deve sentir falta de uns malucos pobres que nem a gente pra levá-lo pra jogar sinucão brabo ou pra comer petisco em Caxias, Abolição ou outro buraco da Região Metropolitana. Em breve, quem sabe a gente não invade Vitória para apurrinhá-lo!

Sergio Telles descobriu um belo local de saída em Alcântara, onde é tudo quase 50% mais barato que no Rio e os pratos são até melhores. Um dia que rolar alguma merda praquelas bandas rola da gente conferir lá.

PERSONAGEM DA SEMANA

BRUNINHO



O CEFET pode ser descrito como, além de uma boa instituição de ensino (pelo menos na nossa época) um espaço democrático onde se encontravam ricos e pobres, negros e brancos, judeus e muçulmanos, carteiros e cachorros, gente normal e o Sergio, ou seja, era uma grande praia.

Bruninho era um dos afortunados que vieram de berço de ouro e comprovariam tal teoria. Tinha as melhores mochilas (trocadas mensalmente, após a terceira lavada), a roupa de grife, tecida por freiras asmáticas dos alpes Indonésios, que faziam seu trabalho semi-escravo de sempre, e etiquetada pela Company (que pela etiqueta cobrava o quíntuplo do valor real da roupa). Tinha todos os apetrechos hi-tech da época, que de tão bons, ainda não estão ultrapassados, tomava a mamadeira todo dia, com leitinho reforçado por farinha láctea baby (ideal para o crescimento).

Deve ter sido muito dura a transição de um provável colégio particular e bom para uma mistureba cultural em que frequentemente faltavam água, luz e professores, mas Bruninho parecia feliz naquele lugar e podemos dizer que se enturmou bem. Mais pro final do curso ele havia deixado de ser o garoto enjoado que costumava ser nos dois primeiros meses e se revelou um cara legal.

A última vez que o vi foi em 99, quando, por um acaso passando pelo CT, na UFRJ, me deparei com ele, que estava fazendo Engenharia Civil (eu acho). Quando eu disse que havia falado recentemente com o Sergio ele apenas disse: "meus pêsames...". Isto talvez nos dê a compreensão de como era querido nosso último homenageado e de como o rapaz estava se tornando sensato.

Esperamos alguns posts sobre o riquinho como o da calculadora que construia gráficos, o que deixava nossos colegas Cléber, Brasil e Soneca terem orgasmos múltiplos, sobre os melados aniversários, sobre as mochilas reviradas e tudo mais que eu não me lembro muito bem. E uma boa semana a todos!

Gustavo Moor' 'stá com uma das t'clas d' s'u micro com d'feito, o qu' faz s'u t'xto ficar quas' imcompr''nsív'l

quarta-feira, março 10, 2004

SER SERGIO É...


Ser Sergio é...

Impor sua opinião pelo volume da voz


Ser Sergio é...

Atribuir aos outros seu próprio problema sexual


Ser Sergio é...

Realmente se orgulhar de poder encostar a língua no nariz


Ser Sergio é...

Dizer que faz o mesmo trabalho dos outros em mais quantidade e em menos tempo.

Gustavo Moore não tem nada contra o Sergio, mas não poderia perder a chance de cutucar a onça.