segunda-feira, agosto 29, 2011

Como matar aula em 1993

Um aluno cefetiano da época citada deveria conhecer alguns lugares para passar seu tempo livre. Ás vezes, matar o tempo era uma questão de bem estar espiritual: não raramente professores faltavam sem aviso prévio ou liberavam a turma bem antes do esperado, obrigando os alunos a alguns hobbies obviamente extra-curriculares.

Dentre as panelinhas entre alunos formadas pela falta de conteúdo didático estão os adoradores de quadrinhos, os jogadores de baralho, os jogadores de RPG - que chegavam a viver uma realidade paralela de tão fissurados que eram, Os frequentadores de bares - não estou falando de cachaceiros ainda, os tocadores de violão, os frequentadores de flipper e até os frequentadores de biblioteca.

A grande maioria matava o tempo (ou as aulas) no própio campus ou em algum lugar próximo, mas a idade aliada à liberdade providenciada pela instituição e a gratuidade do jaleco fazia com que alguns colegas literalmente viajassem em dias úteis. Não era difícil encontrar enjalecados em shoppings bem distantes do colégio ou a caminho de praias, parques e outros destinos completamente fora do roteiro.

Este belo jardim não tinha espaço suiciente para tempos tempos livres...

Os lugares onde se encontravam mais cefetianos, entretanto, ainda eram o Ceará e os fliperamas da região. Eu mesmo já joguei muito Street Fighter e Capitain Commando no flipper da S. Francisco Xavier onde hoje é uma loja de tintas. Lá via também muita gente do Pedro II, do Colégio Militar e do Ferreira Viana.


Fico pensando em como esse tempo é morto hoje em dia... talvez em lan houses e em bares com outros nomes... mas ainda tenho boas lembranças da área em que eu cabulava as aulas e devo dizer que mesmo elas me deram um pouco da noção mais marginal e contestadora da vida, que sem tal noção, não vale a pena ser vivida.

Gustavo Moore nunca cabulou o trabalho, mas que já deu vontade...

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