sexta-feira, setembro 18, 2009

Minha estréia no CEFET

Esta é a minha versão do tema do post do Flávio. Desculpem, não esperem originalidade de minha parte...

Sim, ver o nome numa lista de classificados no vestibular é muito bom, agora imagine a mesma sensação de vitótria no início de sua adolescência e imagine seu nome também lá em cima, antes do número 50 (eu fui o 34 ou 37, não me lembro bem). Eu ainda andava meio triste por não ter passado para o Colégio Naval, mas mudei ao ver o orgulho de meus pais, em especial do meu pai, um ex-cefetiano.


Meu garôooouto!!!... Meu paipai!!!!



Fui conduzido a uma sala onde estava minha futura turma. Ainda me lembro de muitos naquela ocasião. O Adilson, o Beto, a Renata, o Sergio (já bem falador)... Paulinho, Flávio, Guilherme, Erica e Gargamel já eram conhecidos da época de Martins, além da Shelly que não foi naquele dia. A primeira impressão foi ótima: a sala enorme não tinha aquele jeitão de cursinho e sim de um colégio tradicional e antigão (que eu já havia visto no diada prova). E o que dizer do enorme pátio com jardim? E as quadras com piscina (podraça, mas piscina)?

Devo confessar que me senti apreensivo pelos poucos veteranos que lá se encontravam e gritavam coisas carinhosas de longe como: "Vai morrer, calourôoo" e davam risadas montruosas... um mimo, uma coisa muito cuti-cuti da parte deles.


Nossos colegas mais velhos foram uns amores


Tivemos uma palestra, ganhamos um manualzinho com mapa das dependências - mapa este que fiz questão de decorar em pouco tempo, tendo colado-o na minha agenda - e depois fizemos um mini-tour pela nossa "cidade-escola". Levaria menos de um ano para que aquilo perdesse o encanto para mim, mas acho que no fundo eu sempre gostei daquele lugar, como se gosta de um time do coração que só perde, ou de um piloto de F-1 que não ganha nada, mas é seu compatriota. Aprendi muito naquele lugar e devo muito ao Cefet, desde aquele dia há quase 20 anos.

Gustavo Moore gostaria de ter uma máquina do tempo para voltar a aquele dia, mas ia aproveitar pra ver o número da loteria da semana seguinte

Um comentário:

Sergio Telles disse...

O post ficou ótimo, mas comparar o CEFET com o Barrichello ou com o Framengo é sacanagem!!!!

Eu lembro pouca coisa do primeiro dia, lembro das listas num dos pavilhões do Bloco B.

A classificação na primeira fase fui conferir na porta do CEFET, na segunda acompanhei pelo jornal mesmo. Sequer sabia que saía em jornal, de tão desorientado que estava. Meus pais não queriam que eu fizesse e inclusive não queriam pagar a taxa de inscrição pois acreditavam ser dinheiro jogado fora.

Fiz contra a vontade de todo mundo. Valeu de muita coisa, especialmente para minha formação cidadã, já que técnico mesmo nunca me serviu de nada. Isso já tinha percebido antes do fim do curso, poderia ter sabido ainda antes caso fosse minimamente orientado.

Só para completar, o primeiro dia de aula foi 13 de abril de 1992.