sexta-feira, junho 19, 2009

Lugares do CEFET para se visitar antes de morrer:
O LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA


Enquanto alunos de Eletrônica
, passamos quase metade de nosso tempo de curso frequentando o citado local. Como eu o descreveria na época em que entrei: sujo de poeira e papéis de bala jogados pelos alunos (da década de 80), com micros de monitor monocromático e TVs Telefunken (da década de 70) e osciloscópios e geradores de onda importados da Hungria (sério, da década de 40). Haviam carteiras escolares abandonadas em um cantinho, divisórias de metal e vidro rachado separando os setores e o grudento piso em borracha preta só aumentavam o clima mal-assombrado do escurecido local.

O lugar conseguia ao mesmo tempo ser aberto e claustrofóbico e era fácil perceber a presença de algumas pessoas como a perfumada professora Rita, que usava tanta maquiagem, que perdia 2 kg só em lavar
o rosto ou o Eugênio, que andava sempre com uma fila de sorridentes alunos de jaleco atrás. Em anexo ao LabElt, as salas da coordenação, dos professores, de painel e de circuito impresso (a bat-caverna), onde alguns alunos diziam já terem sido atacados por um mestre afoito por jovenzinhos.

Tia Rita no açougue, antes de ir ao salão retocar a maquiagem

Atualmente, apesar de melhor iluminado e dividido, o laboratório continua mal arejado e cinzento e ao menos está mais limpo e melhor equipado. Entretanto, acredito que ainda muitas almas e briocos tenham se perdido desde que deixamos de frequentá-lo (menos o Adriano, já sem alma e brioco)

Gustavo Moore pretendia doar um ar-condicionado ao laboratório se ganhasse na Sena em 94, mas decidiu que seria melhor gastar sua fortuna no fliperama

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